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Petrobras condena açodamento da ANP

por admin. Tempo de leitura: cerca de 3 minutos.

Apressada em mostrar serviço, a Agencia Nacional de Petróleo criou problemas nas Bolsas de Valores, levou a imprensa nacional e internacional a dar barrigadas e ainda gerou interrogações quanto aos ganhos de algumas corretoras de valores que, antes mesmo do anúncio oficial da ANP, investiram fortemente nas ações da Petrobras. O presidente da ANP, Sebastião do Rego Barros, poderá perder o cargo.Ele foi nomeado por FHC e aprovado pelo Senado. Eis a Nota Oficial da Petrobras: 1) A legislação vigente obriga a Petrobras a comunicar à ANP, com 20 dias de antecedência, qualquer perfuração de poço para prospeção de petróleo que venha a ser feita. E, desde o ano passado, a ANP exige que seja enviado, junto com a Notificação de Perfuração de Poço (NPP), um resumo do prospecto a ser perfurado, informando qual é a avaliação da empresa sobre a probabilidade de sucesso e qual a expectativa em relação ao volume de óleo a ser encontrado na área. Ressalte-se que esta informação é enviada à ANP antes da perfuração do poço. 2) Em 11 de novembro de 2002, a Petrobras enviou à ANP a NPP relativa ao poço 1-SES-147, o primeiro a ser perfurado naquela área da Bacia de Sergipe-Alagoas. O resumo do prospecto que acompanha a notificação informa que a Petrobras testaria dois objetivos exploratórios, em níveis diferentes de profundidade. Somados, estes dois intervalos ensejavam uma expectativa de descoberta de óleo “in place” de 300 milhões de m3 (aproximadamente 1,9 bilhão de barris) de óleo. Com base neste volume, projetou-se a possibilidade geológica da existência de uma reserva mínima da ordem de 60 milhões de m3 (370 milhões de barris) de óleo. É necessário esclarecer que, em média, apenas de 20 a 30% do volume de óleo “in place” confirma-se como reserva, ou seja, pode ser extraído. 3) Durante a perfuração do poço pioneiro verificou-se, contudo, que apenas o intervalo superior revelava a presença de óleo (cujos volumes encontram-se ainda em fase de avaliação). A perfuração do objetivo mais profundo resultou na constatação de ausência de óleo naquele intervalo e frustrou as expectativas iniciais de volume de óleo “in place”, reduzindo drasticamente a projeção em relação às estimativas iniciais. As informações relativas ao resultado da perfuração foram comunicadas oficialmente à ANP em 14 de janeiro deste ano. 4) Em 17 de janeiro de 2003, a ANP foi notificada da segunda perfuração naquela área, em uma estrutura geológica adjacente (4-SES-149), com suas respectivas avaliações probabilísticas e expectativas de volume de óleo “in place”. Este segundo poço – onde foi constatada a presença de óleo – encontra-se em fase final de perfuração. A dimensão dos volumes descobertos ainda está em processo de avaliação. A notificação dessa descoberta foi feita à ANP no dia 6 de março de 2003, e recebida pela agência no dia 10 de março. 5) A ANP divulgou para a imprensa essa descoberta de forma confusa e incorreta, mesclando informações sobre expectativas iniciais da primeira perfuração estimadas antes mesmo da perfuração do poço – com dados mais concretos enviados à agência sobre os resultados da perfuração no segundo poço. 6) Em sua comunicação à imprensa, a ANP levou a uma interpretação equivocada dos dados disponíveis, na medida em que se referiu aos volumes potenciais (“in place”) como se tratando de reservas de petróleo explotáveis. Ademais, o volume inicialmente esperado de óleo “in place” também não se confirmou por ocasião da perfuração. 7) A Petrobras não tornou públicas tais informações porque não foram concluídos os estudos sobre o volume de óleo explotável e a viabilidade econômica da reserva, mantendo a mesma conduta adotada em descobertas anteriores.

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