fale conosco | expediente | como anunciar | anunciantes do mês | edições anteriores


 
Home | Política | Telecomunicações | Empreendedores | Finanças | Empresas | Geraldo Vilalva Informa | Turismo | Aviação | Veículos | Momentos |
Saúde | Propaganda | Hotelaria
  Salvador - Bahia - Brasil - Outubro de 2003 - ANO IX - Nº. 87
 
Impotência
Brasil usou em setembro mais de 833 mil compridos do Viagra

Dentre todos os medicamentos fabricados e vendidos no Brasil, o Viagra ocupa a primeira posição – disparada – há mais de três anos e vê crescer este percentual a cada mês, sem medo de ver chegar ao mercado outros produtos recomendados para a impotência (disfunção erétil).

Com um market share tranqüilo e sempre crescente, o Viagra, fabricado pelo Laboratório Pfizer, ampliou sua participação no mercado de 69,7% em agosto para 74,9% em setembro, quando vendeu 833.000 comprimidos, segundo o IMS Health, instituto responsável pela auditoria do setor.

Analisando, Marcos Nour, diretor de Marketing da Pfizer, diz que a chegada de novos medicamentos causou uma certa curiosidade mas, após experimentá-los, os pacientes perceberam que o Viagra é o mais eficaz e seguro. Os números comprovam essa afirmação já que na última semana de setembro o Viagra vendeu mais de 223 mil comprimidos, recorde desde que novos medicamentos entraram no mercado.


Marcos Nour
Saúde Miami

Reunindo os dez mais importantes hospitais, nove hotéis cinco estrelas e a prefeitura da cidade o Programa SaudeMiami encerrou suas atividades. Durante os seis anos de existência divulgou as últimas conquistas no meio médico e levou para os seus associados milhares de clientes das Américas do Sul e Central.

 

Obesos
Depois da campanha do Xenical dirigido para as mulheres entre 30 e 50 anos – interessadas em atrasar o relógio do tempo, segundo o laboratório Roche – os homens serão focos da sua próxima campanha. O produto contabiliza mais de 15 milhões de usuários em todo o mundo dos quais 150 mil no Brasil onde já vendeu R$ 60 milhões só em 2002. O medicamento impede a absorção de 30% das gorduras ingeridas e estimula um emagrecimento saudável.
Espanhol
Reconhecido como o melhor no setor de Serviços Médicos Hospitalares do Nordeste, o Hospital Espanhol foi escolhido para receber o "Prêmio Desempenho" do Instituto Miguel Calmon de Estudos Sociais e Econômicos – IMIC, edição 2003. No ano passado foi apontado como a melhor instituição de Saúde da Bahia.
Medula Óssea
Experiências do Centro de Transplante do HP

Inaugurado há três anos, a partir de convênio entre a Secretaria da Saúde (Sesab), Hospital Português e Fundação Hemoba, o Centro de Transplante de Medula Óssea (CTMO), que já realizou 42 procedimentos, teve oito trabalhos científicos apresentados no VII Congresso da Sociedade Brasileira de Transplante de Medula Óssea, realizado em Ouro Preto (MG) e nove no VIII Congresso Brasileiro de Transplantes (Fortaleza), foram publicados na Revista Brasileira de Hematologia e Hemoterapia.

Ronald Pallotta, diretor do Centro, explica que a Bahia foi o primeiro estado do Norte/Nordeste a realizar transplante de medula óssea, centralizou o atendimento aos pacientes, reduzindo não só os gastos, como também as filas de espera nos serviços existentes no Sul e Sudeste do país. Antes da implantação da unidade, os pacientes que precisavam do procedimento eram encaminhados para outros centros, como Curitiba e São Paulo, o que representava, para a Sesab, um gasto médio de R$ 600 mil/ano, em transporte e diária para os pacientes atendidos pelo SUS.

Existem no Brasil cerca de 1.200 pessoas aguardando um transplante de medula óssea e os pacientes que precisam da cirurgia têm cerca de 30% de probabilidade de encontrar um doador compatível na família, em geral, irmão. No caso de doadores voluntários não familiares, a chance de compatibilidade é de 0,001%. Para doar a medula óssea é preciso ter entre 18 e 55 anos, e estar em bom estado de saúde. Os dados dos doadores são enviados para o Registro Nacional de Doadores (Redome), centralizado no Inca, e ao qual a Bahia está integrado desde 2002. No ano passado, foi inaugurado o ambulatório e hospital/dia do CTMO, nas instalações do Centro de Atenção à Saúde Professor José Maria de Magalhães Netto, próximo ao Iguatemi, local onde são feitos cerca de 400 atendimentos/mês, acontece o acompanhamento pré e pós-transplante, enquanto o procedimento é realizado no Hospital Português.

SEXO, MERGULHO E TOSSE PODEM SER FATAIS!

*Dr. Ramón Quesada

Um ato sexual intenso, um esporte como o mergulho ou um simples acesso de tosse podem ser mortais para qualquer pessoa cujo forame oval – uma comunicação entre as câmaras do coração durante a vida intra-uterina – não se fechou naturalmente ao nascer.
Em 5% a 10% da população, ainda que essa comunicação se feche, as duas lâminas (ou paredes das câmaras) continuam permeáveis e, entre elas, podem se formar coágulos ou êmbolos (bolhas). Mais tarde, em condições específicas, quando a pressão do lado direito é maior que a do lado esquerdo, pode passar sangue de uma cavidade para outra, arrastando esses coágulos ou êmbolos e levando-os para o cérebro. Essa passagem de coágulos ou êmbolos, da circulação venosa para a arterial, via forame oval patente ou aberto, pode ocasionar acidentes vasculares cerebrais transitórios ou embólicos e embolia paradoxal.

Até há pouco tempo, os pacientes que tinham esses derrames cerebrais paradóxicos, entre eles pessoas jovens, mergulhadores, atletas, eram tratados com anticoagulantes permanentes, administrados oralmente. Entretanto, isso limita a qualidade de vida das pessoas, especialmente das mais jovens, que deixam de praticar esportes por receio de quedas, ferimentos ou de sangramentos descontrolados. Em casos extremos de recorrência, o paciente era submetido - e ainda é - à cirurgia cardíaca de peito aberto. Esse é um procedimento um tanto drástico, porque deixa uma pessoa jovem, talvez entre 20 a 30 anos, com uma cicatriz no peito.

Hoje em dia, o problema pode ser resolvido mecanicamente, através de um procedimento relativamente simples. E os benefícios são vários, entre os quais o da redução do período de hospitalização (com o paciente podendo voltar para casa no mesmo dia do procedimento), o período curtíssimo de recuperação e, também, a própria técnica, um procedimento não invasivo, em que um dispositivo é introduzido no corpo através da veia femural, que é menos sujeito a complicações e não produz cicatriz. O instrumento usado atualmente, o "cardioseal", parece com um sanduíche de teflon, que adere ao tecido nos dois lados da comunicação. Antes do implante, os médicos medem o diâmetro do orifício e a longitude do canal para poder selecionar o tipo e o tamanho adequados do dispositivo, que também deve se adequar às características peculiares do paciente. Em 80% a 90% dos casos, utiliza-se o número 28, medida que se adequa mais comumente aos pacientes.

Esse dispositivo foi aprovado no ano passado pelo FDA (órgão do governo norte-americano que controla a comercialização de alimentos e medicamentos no país), para uso em pacientes com problema de forame oval patente e derrames parabólicos recorrentes. Em 63 casos de recorrência, esses dispositivos foram implantados em pacientes. O procedimento foi eficaz em 100% dos casos. Isso deu sustentação para o FDA aprovar o tratamento em adultos - tratamento que começou a ser feito, inicialmente, em crianças.Esse tratamento intervencionista é, realmente, uma alternativa fantástica e, também, bem recente. Os pacientes, que já se submeteram ao implante, tiveram incidência zero de complicações e não voltaram a sofrer derrames, em dois anos de acompanhamento médico.

No caso de pacientes com aneurisma septal e forame aberto - uma situação um pouco mais complicada, porque, além do problema da comunicação, eles têm um aneurisma da aurícula, que resulta em mais turbulência e em mais formação de coágulos - o índice de recorrência ainda foi menor.

A incidência dessa condição é grande. Dos pacientes que sofreram derrame cerebral, 40% a 50% apresentam problema de forame oval patente, quando se submetem à uma análise completa. Isso é diferente de um caso de um paciente mais velho, com pressão arterial alta, que vem a sofrer um derrame. Nesse caso, o derrame não tem nada a ver com a condição do forame aberto. As estatísticas permitem afirmar que é necessário fechar o forame oval, no caso de pacientes que o tem aberto e que já sofreram um derrame, para que o problema não se repita.

O passo seguinte, de acordo com os planos dos médicos, sob esse aspecto, é comprovar, de maneira científica, que o dispositivo pode ser a melhor opção para pacientes que têm o forame oval patente, mas que ainda não sofreram um derrame ou algum acidente vascular cerebral. Isto é, os cardiologistas esperam que, no futuro, possam usar o procedimento como medida preventiva e não apenas para evitar problemas de recorrência.

* Dr. Ramón Quesada é cardiologista-intervencionista e diretor do centro de cateterismo do Baptist Hospital/Miami Cardio Vascular Institute.


fale conosco | expediente | como anunciar | anunciantes do mês | edições anteriores
Jornal Bahia Negócios - Todos os direitos reservados®2002  |  Desenvolvimento: Traço Design