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  Salvador - Bahia - Brasil - Outubro de 2002 - ANO VIII - Nº. 76
 
Pedra do Cavalo
Hidroelétrica começará obras em novembro com investimentos de R$ 180 milhões

As duas primeiras turbinas da Hidroelétrica de Pedra do Cavalo permitirão a comercialização de 80 MW (megawatts) de energia a partir de setembro de 2004, com o início de produção da primeira das duas turbinas, de acordo com o cronograma estabelecido pelo Grupo Votorantim, que através da Voith Siemens Hydro iniciará as obras de construção do complexo no próximo mês de novembro.

Quando totalmente pronto, em 2005, o conjunto terá capacidade total de gerar 160 MW aproveitando o potencial das águas do rio Paraguaçu, represadas pela barragem de Pedra do Cavalo, distante 110 km de Salvador, no Recôncavo Baiano. A energia suprirá o abastecimento das regiões metropolitana em torno da capital baiana, fumageira e de Feira de Santana.

           


Barragem de Pedra do Cavalo

Os trabalhos iniciais consistem numa escavação em rocha para a instalação da casa de força com duas turbinas, construção de uma subestação de 230 KV e implantação de uma linha de transmissão com um quilômetro de extensão. A barragem de Pedra do Cavalo, protege as cidades de Cachoeira e São Félix das constantes inundações provocadas pelo rio Paraguaçu, representa uma capacidade de 1,6 bilhão de bilhão de metros cúbicos de água. Fica localizada numa bacia hidrográfica de 53,6 km² e também garante o abastecimento de Salvador e cidades circunvizinhas.

A Voith lidera um consórcio formado com a Estacon Engenharia e a Spec Planejamento e Consultoria, que será a responsável pela construção da usina, além dos serviços de engenharia, obras civis e o fornecimento completo dos equipamentos (duas turbinas tipo Francis de 82 MW, linha de transmissão e da subestação). A barragem e o vertedouro já estão prontos, faltando a casa de força.

Alcan
Camaçari ganha primeira fábrica de materiais compostos da América Latina

A Alcan Composites Brasil aumentou em 10% a sua capacidade de produção ao colocar em funcionamento, desde agosto desse ano, a sua primeira fábrica da América do Sul, inaugurada oficialmente no dia 22 de outubro, em Camaçari e que é a única do país e da região a produzir o Alucobond® eDibond - materiais compostos de alumínio com núcleo termoplástico utilizados para revestimento de fachadas e para comunicação visual.

Os novos produtos da fábrica da Alcan (segunda maior produtora mundial de alumínio e a quarta no mundo), tem capacidade para produzir 100 mil m² mensais e exigiu investimentos em torno de US$ 10 milhões) dos produtos, que são espécies de sanduíche com plástico revestido por duas folhas de alumínio com espessuras diferentes, de acordo com a utilização, e variedade de cores. Produzidas sob medida, as chapas que eram compradas em tamanho padrão e depois cortadas, com os novos cortes terão perdas menores, permitindo otimizar o uso dos painéis, o que reduzirá os custos dos seus clientes em cerca de 15% ou 20%.

           
 
Fachada da Alcan em Camaçari
 
           
Consumindo cerca de 500 mil m² dessas placas por ano, aproximadamente R$ 70 milhões, o mercado brasileiro vinha crescendo entre 10% e 15% ao ano até 2000, mas retraiu-se em 2001 com os problemas energéticos e a alta do dólar, e até agora só era abastecido por importações. Com a produção local, espera ganhar mais mercado para o produto, cuja demanda ainda está concentrada na região Sudeste, e a expectativa é utilizar toda a capacidade da fábrica em até quatro anos.

A empresa tem dois centros de distribuição no Brasil, em Mauá (SP) e na Bahia. A fábrica brasileira vai atender toda a América do Sul e resulta de uma associação da Alcan com a NJK, um de seus antigos distribuidores e que também atua na distribuição de granito e mármores. A tecnologia da fábrica é da Alcan, majoritária no negócio. No Brasil, a empresa vende também, importadas, chapas de PVC coloridas para aplicação visual.

Estiveram presentes na solenidade de inauguração, Roberto Rocha, diretor Superintendente da Alcan Composites Brasil, Georg Reif, presidente Alcan Composites Global e James Burr, presidente Alcan Composites USA.

Free Way
Fábrica na Bahia pretende faturar US$ 7,2 milhões
Antes de ter completado dez meses de negociações com o governo baiano e a prefeitura de Terra Nova, a Free Way inaugurou, sua mais nova fábrica naquela cidade, localizada a 80 km de Salvador, onde produzirá, no primeiro ano, 400 mil pares de sapatos. O investimento da marca para essa unidade é de US$ 500 mil em equipamentos e mais US$ 2 milhões de capital de giro. No local, a empresa tem planos de instalar, futuramente, uma unidade de couro e uma fábrica de solados.

O projeto de implantação da filial será dividido em duas etapas. Na primeira, a indústria irá empregar 400 pessoas e produzir 400 mil pares de sapatos por ano, com um faturamento previsto de US$ 4,8 milhões. Na segunda etapa, deseja ampliar seu quadro para 600 funcionários, com produção anual de 600 mil pares de sapatos e faturamento previsto em US$ 7,2 milhões. A nova fábrica conta com uma área construída de 2.000m² e mais 3.600 m² a serem edificados ao longo da segunda etapa.

A Free Way está oferecendo treinamento técnico para os seus futuros funcionários que residem na própria cidade. Profissionais da marca e instrutores do SENAI estão responsáveis por mostrar todas as etapas da produção e capacitar a comunidade local para o mercado de trabalho, atendendo as necessidades da empresa, gerando novos empregos na região. Metade da produção da indústria de Terra Nova será escoada através de transporte terrestre para o mercado interno e a outra parte será destinada à exportação, com a distribuição por transporte marítimo e aéreo.

Na sede da companhia, em Franca (SP), a produção diária de calçados gira em torno de 8 mil pares/dia, faturando anualmente mais de R$ 60 milhões.

     
 
Jânio Machado Silva
 
     

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