De dois a quatro homens e uma mulher em cada cem pessoas morrem em decorrência de aneurisma da aorta abdominal (enfraquecimento da parede da artéria, que passa a inchar com o fluxo de sangue) e que pode ser diagnosticado com um simples ultra-som. Quando a pessoa sente dor é porque o vaso se rompeu e aí, geralmente, é tarde demais. Metade das vítimas desta hemorragia não resiste, mesmo se chegar a tempo de ser atendida num hospital. O risco aumenta em gente idosa e até mesmo quem já fumou mais de cem cigarros está no grupo com maiores chances de incidência, alerta Álvaro Razuk, professor da Faculdade de Medicina da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e um dos poucos cirurgiões brasileiros (são apenas 15 no país) a utilizar o mais moderno e seguro tratamento: o endovascular.
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Álvaro Razuk |
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O grande problema é ser uma doença silenciosa, razão pela qual se recomenda a todas as pessoas com mais de 65 anos, principalmente fumantes ou ex-fumantes, passar por um exame de ultrassom no abdôme, que identifica a eventual dilatação da artéria. Se a deformação for diagnosticada, é encaminhado a um cirurgião vascular, que tem três opções: acompanhar a evolução do aneurisma, que, dependendo do seu tamanho, pode não ter risco de rompimento; recomendar a cirurgia convencional para a colocação de uma prótese no trecho arterial comprometido ou adotar o método endovascular. Como é feita - A cirurgia convencional requer que o fluxo sangüíneo seja interrompido do abdôme para baixo durante o procedimento, e por ser arriscada, é indicada apenas a pacientes mais jovens e resistentes. Nos demais caso, recomenda-se a técnica mais avançada, pela via venosa, que começa com um pequeno corte nos dois lados das virilhas do paciente. Ali está localizada a artéria femural, onde são introduzidos catéteres, que levarão a prótese, dividida em duas partes, até o local afetado. O cirurgião controla os finíssimos cabos condutores por um monitor, através das imagens geradas por microcâmeras na ponta. Após colocada, a prótese canaliza o fluxo sangüíneo e o aneurisma se esvazia e o paciente não precisa receber transfusão de sangue nem ficar internado na UTI, sendo o tempo de permanência no hospital reduzido de uma semana para três dias.
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