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Salvador - Bahia - Brasil - Maio de 2005 - ANO X - Nº. 103
 
Itaipu
Audácia brasileira na construção da mais produtiva e eficiente geradora de energia

A Itaipu Binacional, em parceria com a FAO, UNESCO, Green Cross International, Ministério do Meio Ambiente e os governos dos cinco paises da Bacia do Prata, promoverá no período de 6 a 9 de setembro, em Foz do Iguaçu, o Fórum Internacional da Bacia do Prata. Com o lema "Água para a Paz", discutirá a preservação de seus recursos hídricos e o planejamento de ações relacionadas ao manejo sustentável de uma das mais importantes bacias hidrográficas do mundo.
A empresa completou 31 anos de fundação dia 17 de maio, exibindo indicadores que a colocam na liderança mundial de produtividade e eficiência no setor de geração de energia elétrica. Nascida da união de Brasil e Paraguai, após 31 anos de sua criação e 21 anos de geração ininterrupta de energia, é a maior hidrelétrica do mundo em produção de energia. Suas 18 unidades geradoras apresentam um índice de falha de apenas 0,05%.

O diretor-geral brasileiro da usina, Jorge Samek, anuncia um aumento da capacidade instalada dos atuais 12.600 megawatts (MW) para 14.000, inaugurando mais duas unidades geradoras nos meses de setembro e outubro. As 18 unidades produzirão uma média de 90 milhões de megawatts-hora (MWh) por ano e com o rio Paraná recebendo chuvas em níveis normais em toda a bacia, a geração poderá chegar a até 100 milhões de MWh. Permitirá que 18 unidades geradoras permaneçam funcionando o tempo todo, enquanto duas permanecem em operação (hoje, 16 operam enquanto é feita a manutenção periódica de duas).


Jorge Samek, presidente da Itaipu
Muita água - Embora seja apenas o sétimo do Brasil em tamanho, o reservatório de Itaipu tem o maior aproveitamento em relação à área inundada (1.300 km²) para uma potência instalada de 12.600 MW. Os reservatórios das usinas de Sobradinho, Tucuruí, Porto Primavera, Balbina, Serra da Mesa e Furnas são maiores do que o de Itaipu, mas todos perdem na relação área inundada/capacidade instalada. A usina que mais produz, Tucuruí, tem capacidade instalada de 4.240 MW, mas houve necessidade de inundar uma área de 2.430 km². Itaipu é beneficiada por ser a última usina da Bacia do Rio Paraná e por ser classificada como a fio d'água, isto é, utiliza toda a água que chega ao reservatório, mantendo uma reserva mínima para garantir a operacionalidade.
Nos 170 quilômetros de extensão, entre Foz do Iguaçu e Guaíra, o Reservatório de Itaipu atinge áreas de 16 municípios, dos quais 15 no Paraná e um no Mato Grosso do Sul, os quais, como compensação, recebem royalties proporcionais à área de terra alagada. O governo do Paraná também recebe o mesmo valor pago aos 15 municípios que têm direito a royalties. Foram pagos até hoje mais de US$ 2,05 bilhões, dos quais cerca de 75% ficou no Paraná, distribuídos meio a meio entre o governo do Estado e os municípios lindeiros. Somente Foz do Iguaçu ficou com US$ 151,0 milhões.

Energia barata - Sua tarifa de repasse para o sistema elétrico é fixada em dólar devido à sua binacionalidade. Com a desvalorização do dolar, a energia de Itaipu está 31,9% mais barata em reais do que em janeiro de 2003 (a tarifa de repasse estava em R$ 62,00/kW e hoje em torno de R$ 47,00/kW). Itaipu tem hoje cerca de 3.200 empregados, dos quais aproximadamente 1.500 na margem brasileira e 1.700 no Paraguai. No auge das obras, no final dos anos 70, havia cerca de 40 mil barrageiros trabalhando na construção.

Carbono
Salvador é pioneira para receber investimentos

A empresa canadense CRA - Conestoga -Rovers & Associates assinou convênio com a Prefeitura de Salvador para a exploração de gás do Aterro Sanitário de Canabrava. O diretor para a Bahia, Luciano Fiúza, destacou o pioneirismo da capital baiana que será a primeira cidade brasileira a ter os créditos de carbono de um processo de MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo), como determina o Protocolo de Kyoto.

Salvador há mais de cinco anos se prepara e está pronta para receber investimentos internacionais sem contrapartida para o município através dessa nova moeda chamada créditos de carbono.


Luciano Fiuza e o presidente para o Brasil da Conestogav- Rovers &Associates, José Manuel Mondelo.
Petrobras
Sergipe ganha a mais moderna plataforma de petróleo do mundo em 2006

A Petrobras aprovou a assinatura de contrato de longo prazo com a Sevan Marine Production ASA, para afretamento da plataforma SSP300, destinada ao campo de Piranema, a 37 km da cidade de Aracaju, na plataforma continental de Sergipe. Construída no estaleiro de Yantai Raffles (China), estará pronta e disponível para operar em 2006. O óleo a ser produzido se encontra em águas de 1000 a 1600m de profundidade e é do tipo leve, com 43 graus API.

A nova plataforma é capaz de produzir cerca de 20 mil barris de petróleo por dia e possui uma planta de injeção de gás para compressão de 3,6 milhões/dia e capacidade para armazenar 300 mil barris de petróleo. É uma unidade flutuante do tipo monocoluna, de casco duplo e formato redondo e será a primeira do gênero a operar no mundo, podendo ser removida para outros campos pequenos com facilidade e também usada para testes de longa duração.

Aracruz
Amplia florestas no Mercosul

A empresa atualmente está presente em quatro estados brasileiros, com 252 mil hectares de plantações próprias, mas pretende ampliar seu raio de ação no Brasil e em outros países da América Latina, crescendo sua base florestal. Estão sendo avaliadas áreas para plantio em 17 regiões, do Acre ao Rio Grande do Sul, em mais 60 mil hectares de florestas.

O diretor de Operações da Aracruz, Walter Lídio Nunes, confirma que para obter o volume de madeira necessária para manter a liderança mundial no segmento de celulose e fibra curta, a empresa pretende estender as florestas até o Cone Sul, adquirindo terras no Uruguai, Argentina, Paraguai ou Chile.


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