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Salvador - Bahia - Brasil - Maio de 2007 - ANO XII - Nº. 126
Produção do Oeste baiano será escoada por sistema multimodal
O objetivo é interligar hidrovia, rodovias e ferrovias dentro do polêmico projeto de revitalização de todo o Rio São Francisco.

O sistema atenderá 19 pólos econômicos dos estados da Bahia, Pernambuco, Ceará e Piauí, e, uma vez implantado, interligará o oeste da Bahia com os portos de Aratu, Pecém/CE e Suape/PE.

Permitirá um ganho sobre os custos logísticos de transporte da produção do oeste baiano e da região pernambucana de Araripe, beneficiando o transporte de algodão para o Pólo Têxtil de Fortaleza.


Secretário Batista Neves

Antonio Carlos Batista Neves, secretário estadual de Infra-estrutura, explica que existem três modais ao longo do Rio São Francisco: rodoviário - BR. 242 (300 km de Luís Eduardo à Ibotirama); hidroviário - Ibotirama a Juazeiro (700 km); e ferroviário - Juazeiro a Aratu (500 km). A interligação entre eles é a hidrovia.

Foi firmado um convênio entre o governo baiano, Chesf e Codevasf para fazer o estudo de viabilidade de implantação do sistema, o desenvolvimento de um novo ente gestor da hidrovia e um operador de transporte multimodal. O Programa de Aceleração do Crescimento prevê investimentos de R$ 60 milhões para a dragagem e derrocagem da hidrovia, mais R$ 26 milhões para a construção do acesso ao porto de Juazeiro até a malha da Ferrovia Centro Atlântica.

Os estudos estão sendo feitos pelo consórcio Booz Allen, Lojit e MMSO, prevendo um um operador de transporte multimodal com a função de fazer o transbordo do produtor até o destino final, podendo ser tanto para um consumidor interno quanto um porto para exportação.

Gás veicular
Campanha conscientizará sobre riscos no seu uso.

Destinada principalmente a trabalhadores e a condutores de veículos que operam com o gás natural veicular (GNV), a campanha tem por objetivo sensibilizar e conscientizar sobre prevenção dos riscos em abastecimento e uso deste combustível.

A iniciativa é do Fórum de Proteção ao Meio Ambiente do Trabalho do Estado da Bahia e o Ministério Público do Trabalho e envolverá os postos de combustíveis através dos frentistas ou promotoras pré-treinados por suas gerências.

A Bahiagás, informa o presidente Davidson Magalhães, treinará, requalificará e reciclará trabalhadores de 44 postos de combustíveis que vendem o GNV distribuído pela empresa, atendendo uma frota com 57.000 veículos.


Davidson Magalhães com a procuradora do Ministério do Trabalho, Virgínia Sena
Participarão a Associação dos Taxistas, BR Distribuidora, Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador, CREA, Delegacia Regional do Trabalho, Ibametro, Sindicombustíveis, Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Gasolina da Bahia, White Martins e órgãos fiscalizadores.
Ipiranga
Petroquímica e Química têm conselhos e diretoria.

Roberto Lopes Pontes Simões preside o Conselho de Administração, Maurício Roberto Carvalho Ferro, vice-presidente; Carlos José Fadigas de Souza Filho, Edmundo Correa Aires e Hamilton Romanato Ribeiro, Conselheiros. Roberto Bischoff assume a Superintendência da Petroquímica, Jayme Fonseca a diretoria financeira e de relações com investidores; José Vicente Machado Ferreira e Eduardo Tergolina confirmados nas funções que vinham desempenhando.

A Copesul tem novo CA integrado por Carlos José Fadigas de Souza Filho, Cláudia Hofmeister, Gerson Medeiros Cardoso, José Carlos Grubisich (presidente), José Lima de Andrade Neto, Luiz de Mendonça, Maurício Roberto de Carvalho Ferro, Patrick Horbach Fairon e Roberto Lopes Pontes Simões.


Luis Roberto Pontes e José Carlos Grubisich.

Alfredo Lisboa Ribeiro Tellechea é o Superintendente, Michael Machado, diretor financeiro e de relações com investidores; mantidos Rogério Affonso de Oliveira e Henrique Leopoldo Schulz, nas funções que já vinham desempenhando.

O CA da Química tem Luiz de Mendonça, presidente, José Lima de Andrade Neto, Vice e os conselheiros Carlos José Fadigas de Souza Filho, Roberto Lopes Pontes Simões e Rogério Gonçalves Mattos. Fernando Rafael Abrantes, Superintendente.

 
Muitas verbas



Orlando Castro deixou a Companhia Bahiana de Pesquisa Mineral para presidir a Codevasf, à convite do ministro Geddel Vieira Lima. Conduzirá um orçamento bilionário.

Abegás

Nova diretoria da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado toma posse dia 3 de maio tendo na presidência Armando Martins Laudorio (CEG) e Davidson de Magalhães Santos (Bahiagás) como Vice-Presidente.


Aracruz, lucro menor

Atribuindo à desvalorização do real frente ao dólar, a empresa de celulose fechou o primeiro trimestre de 2007 com lucro líquido de R$ 278 milhões, 20% inferior ao do mesmo período de 2006.


Mais 14 PCHs

A Koblitz tem 14 contratos no valor de R$ 1 bilhão para implantar Pequenas Centrais Hidroelétricas no Sul e Sudeste do País, com potência total superior a 335 MW, informa o diretor comercial Romero Rego. Sistema elétrico, automação e instalação serão custeados pelos grupos contratantes, e as obras já iniciadas têm previsão de entrega entre outubro e dezembro de 2007.


Gas Summit 2007

O presidente da YPFB, Juan Carlos Ortíz, estará em São Paulo, de 21 a 23 de maio, para discutir com representantes dos governos de vários países, entidades internacionais, associações e executivos da cadeia do gás natural os investimentos privados e condições reais de oferta de gás no continente. Igor Tavares, da IBC, responsável pelo evento, confirma presença da CBH (Bolívia), AGN Chile, Naturgas (Colômbia), Acigra e IEA (Argentina), CSPE, Anace, Abegás, CTDUT, Abraget, APMPE, ABGNV, Apine, Onip (Brasil), do diretor da ANP, Haroldo Lima e os residentes da Enargas, da Comissão Reguladora de Energia do México, da Total Southern Cone e o diretor de infra-estrutura e recursos naturais da Cepal.


 
 
   
Columbian Chemicals produzirá o negro de fumo em Camaçari
O investimento é de R$ 165 milhões com a geração de 60 empregos e 20 indiretos.

A partir do segundo semestre de 2007 fabricará 55.000 toneladas/ano de negro de fumo para atender ao mercado interno com a mais moderna tecnologia, em área construída de 51.000 m² na Via Frontal do Pólo Industrial de Camaçari.

Esse produto, que tem variadas aplicações (pneus, artefatos de borracha em geral, plásticos e tintas), utilizará como insumo para sua produção o resíduo aromático de pirólise (RAP), produzido pela Braskem.

Antonio Quaresma, diretor presidente da Columbian Chemicals Brasil, adianta que a atual capacidade de produção da fábrica de Cubatão/SP é de 200.000 toneladas/ano e a produção global das 11 fábricas do grupo no mundo totaliza 1 milhão de toneladas/ano. A empresa no Brasil é certificada pelas normas ISO 9001 (Qualidade), ISO 14001 (Meio Ambiente), OHSAS 18001 (Segurança e Saúde Ocupacional) e SA 8000 (Responsabilidade Social).


Antonio Quaresma

O engenheiro Manuel Dacal Filho, gerente da unidade da Bahia, ressalta que a escolha de Camaçari deveu-se às facilidades na obtenção de matérias primas, proximidade do novo pólo produtor de pneus da Bahia (já fornece à Pirelli de Feira de Santana) e os incentivos fiscais.

Como os preços da matéria prima são baseados em mercado internacional de petróleo, não haverá redução de custos do projeto em função do fornecimento local, e, sim, vantagens logísticas por estar perto do fornecedor dos insumos, também usufruídas pelos consumidores, adianta Dacal. Prevendo a chegada de empresas do setor de borracha e plásticos, observa que o setor calçadista já existente na região será beneficiado.


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