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Salvador - Bahia - Brasil - Maio de 2006 - ANO X - Nº. 114
Condoleezza Rice:
Diplomacia tem que ser feita olho no olho para sentir e avaliar reações.

Washington DC - Figura principal e muito esperada do Summit Global, a poderosa e extremamente simpática Secretária Condoleezza Rice chegou às 8 da manhã no salão do Convention Center com um sorriso e o rosto descansado, sem mostrar sinais de fadiga após ter viajado 31.000 milhas entre os Estados Unidos, Chile, Indonésia e Austrália.

Condoleezza Rice falou exatos 18 minutos para definir a política da diplomacia norte-americana e a importância de viajar para manter o tête-a tête com dirigentes de todo o mundo. “Nas viagens, ouve-se com mais calma, nutre-se de compreensão e respeito, construindo as opiniões com maior sensibilidade e sutileza na avaliação”, garantiu.

No ano passado, Condoleezza Rice contabilizou mais de 500 horas dentro de um avião, visitando 49 países, dentre eles o Brasil. Acha importante a tecnologia dos telefones sem fio, as videoconferências, mas considera essencial estar com as pessoas, conhecer os costumes, tradições e escutar a ressonância das ruas para melhor definir causas e problemas de cada país, de cada região. Ganha-se um senso de intimidade e conhecimento bem diferentes daqueles que vêm de um telefonema ou em um e-mail.


Secretária Condoleezza Rice, nova face da diplomacia norte-americana

Condoleezza Rice recomendou que se deve viajar dentro do seu próprio país para sentir as potencialidades e as atrações de cada lugar. E fustigou os diplomatas que perdem muito tempo nas metrópoles, esquecendo que o mundo existe além fronteiras das grandes cidades.

Mostrou a preocupação do Governo Bush após os ataques de 11 de setembro e o compromisso da Nação diante das novas ameaças, sem precedentes no terrorismo global; razão da existência de medidas não muito agradáveis no controle da entrada de pessoas nos Estados Unidos, que este ano receberá 52 milhões de visitantes, enquanto mais de 60 milhões de americanos irão para o exterior. E considera vital aumentar a segurança nas viagens internacionais.

Foram criados 515 postos consulares para agilizar a concessão de vistos em todo o mundo e que são entregues a 97% dos aprovados em até 2 dias. Anunciou a criação do "e-passaporte", documento contendo um chip que armazena todas as informações do seu portador, viagens realizadas, etc, e que já está sendo usado pelo corpo diplomático norte-americano.

Até o fim de 2006 será liberado para o público. Outra experiência em teste é a videoconferência com o interessado, evitando deslocamentos desnecessários, mantendo a segurança e privacidade. Outro projeto é a implantação do chamado "aeroporto modelo" com mensagens de vídeo e a ampliação de acordos entre os países.

Também está em funcionamento o Centro de Visa Empresarial que tornou mais fácil para empregados e sócios de empresas estrangeiras adquirirem os vistos de negócios para entrada nos Estados Unidos e os sócios estrangeiros de companhias americanas receberem o documento para legitimar os contatos nos Estados Unidos, hoje em torno de 35.000 mensais.


Carlos Gutierrez: estamos
reconhecendo a importância da mão-de-obra do imigrante, principalmente
no segmento turístico


Michael Chertoff, segurança de ir-e-vir é hoje uma preocupação de todos os overnantes e povos do mundo.


Karen Hughes: Experiência na diplomacia e assuntos públicos, assessora do
presidente Bush e ex-secretária de comunicaçã.

Norman Mineta: turismo floresce quando decisões
comerciais são dirigidas por mercados, competição e consumidores - e não por governo
 
Líderes mundiais da indústria de viagens e turismo querem abertura

Os efeitos do furacão Katrina em Nova Orleans despertaram mais uma vez a preocupação dos norte-americanos quanto à importância de efeitos negativos nos negócios de viagens para o País onde o segmento representa US$ 1,3 trilhão anuais. São 944.3 milhões de viajantes domésticos; 219,5 milhões só de negócios e 60 milhões saem do País gastando US$ 100 bilhões.

Daí porque o board da World Travel & Tourism Council, integrado por líderes do setor, resolveu promover em Washington, capital dos Estados Unidos, durante 3 dias, o 6º Summit Global. Lá estiveram reunidos - num mesmo salão e todos com liberdade de expressão - proprietários e/ou CEOs dos 100 maiores e mais importantes grupos empresariais de viagens e turismo de 60 países.

Hotelaria, aviação, cartões de crédito, companhias de navegação, aéreas e terrestres, parques, além de fornecedores de serviços.
Convidaram para o evento os principais Secretários de Estado do governo americano para que expusessem seus pontos de vista abertamente, debatendo os problemas não só com os empresários, mas também, com a mídia internacional presente.

Ecomendou-se, ao fim do encontro, que os Estados Unidos deveriam encontrar meios para agilizar a concessão de vistos de entrada como também soluções para evitar constrangimentos na revista de entrada dos visitantes. E mais: desenvolver uma campanha sustentável de marketing em todo o mundo sob a orientação da Travel Industry Association of America (TIA), organização que representa um movimento anual de US$ 600 bilhões através dos seus parceiros, dentre os quais as câmaras de comércio e ligas esportivas.

Christopher J. Rodrigues, CEO da Visa International


Wang Ping, membro do Comitê Nacional do CPPCC e presidente da Câmara de Turismo da Federação da Indústria e Comércio da China


David Tarsh, coordenador da mídia internacional do WTTC


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