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Salvador - Bahia - Brasil - Maio de 2006 - ANO X - Nº. 114
Sob nova direção
Ford quer eficientizar a fábrica de Camaçari para produzir mais e criará turno no ABC.

A Copa do Mundo faz brilhar os olhos do jovem presidente da Ford América do Sul, Barry Engle, que vê nos gols e troca de passes grande oportunidade para vender - e muitos - veículos quando cerca de 63% da população brasileira estará frente aos televisores assistindo o plim-plim da Globo. Nas telinhas e telões, um filme da Ford incentiva o "novo", alimenta o ego e desperta a necessidade de mudar para o melhor. E apreciará o desempenho do Fristar, versão do EcoSport especial para a Copa.

Reluzente, classudo, elegante e forte, também outro veículo da companhia encherá os olhinhos dos telespectadores: é o Fusion, novo automóvel da montadora que já saiu da fábrica mexicana para conquistar os americanos e em junho aporta no Brasil. Chega com o apetite de abocanhar um mix ainda dividido entre o Vectra, Corolla, Civic, Accord, Zafira, Picasso, Scénic, Peugeot 307, Mercedes Série C, BMW Série 3 e Audi A4. Preço dos dois modelos: R$ 79.900, o sedã e R$ 84.900 com teto solar.

Embora comemore 27 meses consecutivos de lucros nas operações da América do Sul, a montadora continua amargando contínuos prejuízos nos Estados Unidos (US$ 1,2 bi no primeiro trimestre), e tenta reduzi-los, anunciando o fechamento de fábricas e investimentos no nicho de carros compactos e médios, caminhos seguros diante da evolução nos preços dos combustíveis. No Brasil a ordem é concentrar e ampliar a fabricação de carros mais populares que caíram no gosto da população.

Viver o novo na Ford 2006 é criar diferenças na competição, enfocando custos e receitas conforme a linguagem de Harvard - salienta Engle - saindo um bom produto e controlando os negócios. Camaçari é peça fundamental com o desafio de transformar os 3 turnos que produzem 1 carro a cada 80 segundos, em mais unidades, para isto criando eficiência e reduzindo esse tempo.

Já os trabalhadores de São Bernardo (SP) têm uma boa notícia: será criado mais um turno especialmente para fabricar o novo carro que estará nas ruas em 2008, moderno, popular, com preço acessível e que recebeu incentivo fiscal do governo paulista (R$ 280 milhões em créditos do ICMS).

Fusion: arrojo e elegância

Silencioso, suspensão inigualável, design perfeito, rodas de liga leve e aro 17, porta mala amplo, espaço interno confortável, 6 air- bags (2 na dianteira abrem em 2 estágios, identificando por sensores a velocidade, tamanho e peso do passageiro), freios com discos nas 4 rodas - ABS e ABD de última geração, motor de 4 cilindros em linha, 16 válvulas com 162 cv (econômico, faz, em média 10.3 km por litro, na estrada 14.6 km, e no ciclo urbano 9.8 km), podendo chegar a 900 km sem abastecimento e atingir velocidade máxima de 207 km/h, garantia de 3 anos e peças isentas do imposto de exportação.

O primeiro automóvel inteiramente digital da Ford exigiu investimentos de US$ 1,2 bilhão na fábrica de Hermosillo (México) que produzirá 305.000 unidades/ano. O centro de distribuição será em Aratu, onde os carros desembarcarão para as concessionárias do Brasil que estimam comercializar 1.500 unidades/mês, garante Engel, um economista de 42 anos com larga visão mercadológica. Trabalhou na General Mills e Nabisco antes de entrar na Ford em 1992, onde ficou 5 anos. Retornou em 2000 e um ano depois era o gerente de marketing no Brasil, onde lançou a campanha do "Uau". Retornou em 2002 para os Estados Unidos e em setembro de 2005 assumiu a presidência da filial brasileira, substituindo Antonio Maciel Neto com o comando do Mercosul e Países Andinos.


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