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Salvador - Bahia - Brasil - Maio de 2006 - ANO X - Nº. 114
Bancos com medo das fraudes virtuais
O Brasil é o maior produtor mundial de cavalos-de-tróia, vírus responsável pelo roubo de informações confidenciais.

Se está difícil combater a ação dos hackers que invadem os computadores em todo o mundo, a solução é aliar-se a eles. Em 2005 os bancos tiveram um prejuízo de R$ 300 milhões por causa de vulnerabilidades em aplicações na Web, com fraudes digitais e financeiras, sem contabilizar as tentativas de invasões, que aumentaram 80% em relação a 2004, informa o Instituto de Peritos em Tecnologia Digitais e Telecomunicações.

Ao mesmo tempo em que possui as mais avançadas tecnologias em sistemas de bancos online, o Brasil também é o maior produtor mundial de Trojans (cavalos-de-tróia), vírus que rouba informações de usuários para aplicar fraudes virtuais. E elas chegaram ao patamar acima de 579% no ano passado, conforme pesquisa do Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil.

Uma das principais falhas é a vulnerabilidade em aplicações da web, e para a segurança das informações uma novidade é o Catbird: usa a mesma metodologia dos hackers, vasculhando todas as possíveis falhas, só que, ao invés de invadir, notifica os administradores sobre os problemas ou vulnerabilidades encontradas e indica como corrigi-las. Monitora 24 horas nos 365 dias do ano, a cada 2 minutos, dependendo do serviço, e ao final do dia gera um relatório com todas as tentativas de ataques ocorridas, informa o diretor da OS&T Informática, empresa responsável pelo Catbird, Sérgio Leandro.

Segundo a McAfee, os 10 vírus que mais atacaram os compuatadores da América Latina em 2005 foram: PWS-Banker.gen , W32/Sdbot.worm, Exploit-ByteVerify, W32/Mytob.gen@MM, Generic Downloader.ab, W32/Bagle.gen, Generic Backdoor.bb Generic Backdoor.ab, W32/IRCbot.worm e o W32/Netsky.gen@MM.

Transparência e eficiência
US$ 24 milhões na modernização dos sistemas fiscais e financeiros.

Uma parceria iniciada em 1995 continua entre o BID e a Secretaria da Fazenda Estadual que recebeu um empréstimo de US 12 milhões (prazo de 25 anos, período de carência de 4 e taxa de juro variável baseada na Libor). Serão aplicados na gestão fiscal e financeira do estado da Bahia, que colocará contrapartida no mesmo valor. O resultado é o melhor possível: a arrecadação cresceu 69,48%, de 1998 a 2005, corrigida pelo IPCA.

A segunda etapa do PromoSefaz representa um passo além da Lei da Responsabilidade Fiscal, garante o secretário Walter Cairo, objetivando controlar e medir a qualidade do gasto público. Dá continuidade aos processos de modernização e racionalização das atividades de gestão fiscal, moderniza as estruturas organizacionais e processos administrativos com novos processos de gestão e inserção de tecnologia moderna.


Walter Cairo: contrato com o BID

Pablo Valenti, líder da equipe do BID, observa a consistência de políticas de longo prazo, com tecnologias que reduzem o custo de acesso a sistemas on-line em áreas remotas e aumenta a mobilidade do usuário. O manejo de documentos precisa ser digitalizado e automatizado, melhorando a eficiência, efetividade, qualidade e fiscalização do gasto público, com uma nova forma de administração pública que é ética, transparente, participativa, descentralizada e enfocada no cidadão. Na primeira etapa do PromoSefaz concluída no mês passado, 1.164 servidores de fizeram cursos de pós-graduação, 102 serviços da Sefaz estão disponíveis na internet, entre eles a emissão de certidão negativa - que saia em 45 dias.
 

Privatização do BEC

O Bradesco conclui no fim deste mês o processo de privatização do Banco do Estado do Ceará. Fernando Antonio Tenório, diretor Regional Nordeste, coordenou todas as operações.


Mais caixa no BB

Dinheiro norte americano e europeu é a estratégia do Banco do Brasil que alienará 7,5% do seu capital - 61 milhões de ações - estimando captar R$ 3,5 bilhões entre grandes investidores, fundos de pensão, gestoras de recursos e seguradoras com a coordenação do BB Investimentos e Banco Pactual. Os papéis são da Previ e do BB, sem a participação do BNDESPar.


Mau negócio?

Analistas sinalizam que a compra do BankBoston no Brasil, Chile e Uruguai não é tão boa para o Itaú. Investir R$ 4,5 bilhões nas operações de atacado e carteira de alta renda - o forte do Boston - acrescenta pouco, pois boa parte dos seus 150.000 clientes tem conta no Itaú. São apenas 60 agências no Brasil e uma carteira de crédito reduzida e com manutenção cara.


Quem ama cuida

É o lema da campanha da American Life que lança um seguro de vida para 6.000 clientes homossexuais em 6 meses. O Vida Freedom, explica Francisco de Assis Fernandes, diretor de novos negócios da Seguradora, estima um mercado de 18 milhões de pessoas no Brasil, sendo 70% homens e 30% mulheres, a maioria acima de 30 anos e com relacionamentos estáveis. São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Recife são as principais praças.

 
 

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