Insegurança
Desemprego e escassez de recursos são componentes no crescimento da marginalidade |
| Outrora conhecida como Terra da Felicidade e Boa Terra, a Bahia está sendo envolvida em um processo de deterioração como resultante do sentimento de incapacidade da população em não poder utilizar os espaços públicos, obrigando-se a permanecer trancada em suas casas e empresas, hoje cercadas de grades e equipamentos de proteção.
Cidades pacatas como Itacaré, Canavieiras, Ilhéus e Lençóis, até mesmo a capital baiana vivem apavoradas com ameaças diárias contra os moradores e o patrimônio das empresas, indefesos diante do poderio bélico e ousado dos bandidos que desafiam os segmentos de segurança do Estado.
Os prejuízos estão sendo contabilizados não só junto às indústrias - assaltos a caminhões de cargas e invasões de suas instalações - como também frente ao comércio e, principalmente, no segmento do turismo. Neste caso, até mesmo os comboios formados por ônibus e vans, com proteção policial, são desafiados pelos marginais que os atacam, saqueando passageiros e motoristas.
Hotéis e pousadas localizadas nos grandes centros e em cidades turísticas do interior têm sido alvos fáceis de assaltantes que estão apavorando os clientes, hoje receando retornar para novas temporadas de descanso ou nelas realizarem encontros e convenções. As agências bancárias são presas fáceis dos bandidos.
Arrastões nas mais movimentadas praias de Salvador assustam tanto quanto as investidas diárias e à luz do dia de assaltantes que utilizam motos ou até mesmo, prosaicamente, cometem furtos e roubos a pé. Frente a este problema, os empresários que pensam em trazer seus projetos para a Bahia são obrigados a lançar nas planilhas de custos altos investimentos em segurança, o que, muitas vezes, inviabiliza o empreendimento. |
São Francisco
Câmara aprova plebiscito da transposição para este ano |
Projeto do deputado Luiz Carreira (PFL-BA), que determina a realização de um plebiscito popular para consultar os brasileiros sobre a transposição do Rio São Francisco, foi aprovado por unanimidade pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara Federal e seguirá para a Comissão de Constituição e Justiça. Prevista para 2006, a consulta foi antecipada para este ano, com substitutivos do deputado João Alfredo (PT-CE), reforçando a tese dos impactos que a obra causará no Nordeste. Carreira condena a intempestividade na execução do mega projeto, estimado em R$ 4,5 bilhões e que o Ministério da Integração Nacional pretende executar num prazo máximo de 18 meses, coincidindo com o próximo período eleitoral. |

Deputado Federal Luiz Carreira. |
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Para ele, a magnitude dos trabalhos a serem desenvolvidos em espaço tão curto promete ser uma temeridade quanto à viabilidade técnica, ambiental, econômica e social da obra, principalmente se for considerado o desconhecimento da população brasileira sobre as apressadas tentativas que o governo federal vem adotando em relação aos processos licitatórios. Pondera estar em jogo não somente a relevância da obra, mas a prioridade do momento e os valores envolvidos, defendendo investimentos em outros projetos menores e mais baratos de irrigação e que estão paralisados, à exemplo do Baixio do Irecê, no interior da Bahia. Alerta para o perigo dos riscos ambientais e ainda com relação aos custos decorrentes de uma eventual interrupção, que transformaria o projeto num esqueleto de proporções colossais, depois de ter exaurido os cofres públicos sem produzir os efeitos desejados. Chamou a atenção para uma recente audiência na Câmara Federal, na qual representantes do Ibama informaram que o órgão realmente concedeu um licenciamento prévio, embora repleto de condicionantes, alertando que o projeto não irá atender a 12 milhões de habitantes do semi-árido, como tem afirmado a propaganda governamental, mas apenas 75 mil deles. |
Monsanto
Governo proíbe material didático patrocinado pela empresa. |
O Ministério da Cultura suspendeu a distribuição e recolheu as revistas números 89 e 96, os materiais didáticos incluídos nas publicações e os cartazes com os títulos "Soja: o grão que conquistou o Brasil" e "Culturas da Terra no Brasil" da Editora Horizonte Geográfico, patrocinadas pela Monsanto. Seriam destinadas ao ensino fundamental das escolas públicas dos estados da Bahia, Mato Grosso, Goiás, Rio Grande do Sul e Distrito Federal. Alunos de 5ª à 8ª séries de 5.049 escolas da rede pública já estavam recebendo o material. Ao denunciar as revistas com reportagens não fiéis aos conteúdos editoriais aprovados, o deputado estadual Frei Sérgio Görgen (PT-RS), viu nelas uma tentativa da Monsanto em fazer propaganda de seus produtos nas escolas públicas, e de preocupação entre educadores que, através da Rede Brasileira de Educação Ambiental, solicitaram às autoridades avaliação mais criteriosa do projeto. |
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Mosca azul
Os secretários José Rodrigues Alves (Saúde) e Anacy Paim (Educação) estão exibindo perfis de candidatos.
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Sem surpresas
Embora esperadíssimo em Salvador, dia 9 de julho, o desembarque do ex-prefeito Antonio Imbassahy não causará problemas para seus amigos, hoje bem acolhidos no Palácio Thomé de Souza.
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Mudanças
Adary Oliveira deixa a chefia de gabinete da secretaria da Indústria, Comércio e Mineração, mas continua como Assessor Especial. Para seu lugar foi José Luís Rebouças. |
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Incapazes
Algumas indicações políticas não estão emplacando nos cargos sugeridos. Mais por força do desconhecimento total dos apadrinhados do que o montante salarial a ser recebido. O Palácio de Ondina já não sabe o que fazer diante de tanta incompetência. |
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Cabo eleitoral
Sorriso largo, cumprimentos e abraços moldam o dia a dia do deputado federal Walter Pinheiro após os rasgados elogios que recebeu do senador Antônio Carlos Magalhães. Petista histórico, defenestrado pelo Planalto, recebe afagos dos oposicionistas de Lula. |
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