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  Salvador - Bahia - Brasil - Junho de 2004 - ANO IX - Nº. 93
 
US$ 2,2 bilhões
Empresas e governo da Bahia entram na disputa para construir navios
 

Sadia, 60 anos

Fundada em Concórdia, oeste catarinense, por Attilio Fontana e 26 acionistas, reúne 36 mil empregados, exporta para 92 países, está entre as 12 maiores exportadoras brasileiras, 13 unidades produtoras e filias de vendas em 14 estados brasileiros. Conta com representação comercial em dez países: Alemanha, Argentina, Chile, China, Emirados Árabes, Inglaterra, Itália, Rússia, Turquia e Uruguai. Em 2003 faturou R$ 5,9 bilhões, exportou R$ 2,66 bilhões e teve um lucro de R$ 446,8 milhões.


Giraffas

Depois de abrir 152 pontos-de-venda em oito estados e Distrito Federal, a empresa inaugura a primeira franquia em Salvador (Shopping Iguatemi), gerando 20 empregos diretos. A previsão é abrir mais 23 lojas até o final do ano em todo País e faturar R$ 142 milhões.


Insinuante

A rede varejista baiana é a única fora do eixo Rio-São Paulo a figurar entre os 30 maiores anunciantes do país. Crescendo 118% no valor investido em mídia no ano passado em relação a 2002, saltou da 37ª posição do ranking para a 21ª, ao investir R$ 60,5 milhões em mídia. A Casas Bahia atingiu R$ 378 milhões (178% a mais do que no ano anterior) e é a líder no setor.


A Maison Fórmula

A empresa abre um espaço múltiplo em saúde e beleza, inspirada na maior rede de produtos cosmecêuticos da França – a Sephora – a empresa abre um espaço múltiplo em saúde e beleza na Avenida Manoel Dias da Silva, onde não só comercializará medicamentos, como também fará serviços estéticos, relaxantes e de lazer, a nova loja da A Fórmula apresenta um conceito de farmácia inédito no Brasil. O investimento é de R$280 mil, ocupando uma área de 300m² .

Ampliando sua estratégia para disputar mais oito concorrências que a estatal de petróleo abrirá ainda este ano para a construção de plataformas, empresas baianas estão aliadas ao governo do estado e municípios do Recôncavo, de olho na encomenda de 53 navios ( 42 petroleiros, 10 embarcações de apoio e 1 FPSO) que a Petrobras fará até 2015. Os investimentos previstos totalizarão US$ 2,2 bilhões.

O BNDES já garantiu recursos de US$ 3,02 bilhões para financiar os estaleiros brasileiros, já contratou US$ 1,9 bilhão, liberará este ano US$ 120 milhões, e o restante até 2006. Alegando que precisa ter agilidade nas encomendas de seus equipamentos, a Petrobras utiliza o modelo de licitações através de cartas-convite, não seguindo a tradicional Lei 8.666, que rege as concorrências de empresas públicas e elege sempre o menor preço.
 

Parceiros:
Paulo Souto e Lula, no Planalto
   
Conforme tem noticiado o Jornal Bahia Negócios, o governador Paulo Souto criou uma equipe especial integrada por secretários de estado, dirigentes de empresas públicas e consultores altamente especializados em construção naval específica para o segmento petrolífero a fim de acompanhar todo este processo. A primeira vitória ocorreu com a conquista da plataforma de rebombeio PRA-1 (escoará o petróleo e gás natural de seis plataformas localizadas na bacia de Campos/RJ), que será feita pelo consórcio Odebrecht/Ultratec.

Ao preço de US$ 1, 3 bilhão, com 70% de nacionalização, empregará 2.500 trabalhadores nos estaleiros de São Roque do Paraguaçu, no Recôncavo baiano. Este contrata ainda gera polêmica criada pela governadora carioca, Rosinha Matheus, ao acusar a Petrobras de ter beneficiado o ganhador. O fato foi levado ao TCU e ao Congresso pelos dirigentes da empresa, mas ainda esperam-se desdobramentos da questão com possíveis taxações quando a plataforma ingressar em águas fluminenses.
   
     
Projeto da nova Refinaria só em 2010

Diversificando a sua matriz energética, a Petrobras resolveu investir US$ 5 bilhões nas áreas de gás natural, energia renovável e petroquímica até o fim desta década, colocando em segundo plano da bancar sozinha a construção de mais uma refinaria no Brasil. Este projeto, no entanto, poderá deslanchar com a participação da iniciativa privada, uma vez que a estatal manteve em seu orçamento uma reserva de US$ 1 bilhão para este fim. Onze estados estão disputando a sua localização e o governo federal, minimizando a luta, chegou a sinalizar a obra de duas refinarias, porém reduziu o perfil no consumo de petróleo de 2,2 para 2 milhões de barris diários, privilegiando o consumo do gás.

O Plano Estratégico da Petrobras até 2010 prevê investimentos da ordem de US$ 53,6 bilhões, dos quais US$ 32,1 bilhões na exploração e produção; US$ 11,2 bilhões no refino, transporte e comercialização; US$ 6,1 bilhões em gás e energia, US$ 1,7 bilhão na distribuição; US$1,4 bilhão no segmento corporativo e US$ 1,1 bilhão na petroquímica. Desse total geral, US$ 53,6 bilhões sairão do próprio caixa da companhia.

   
     
Hidrelétrica
Odebrecht construirá no São Francisco
A CHESF - Companhia Hidrelétrica do São Francisco, iniciou estudos preliminares para retomar projetos para a construção de mais 8 usinas hidrelétricas em todo a extensão do rio, ampliando a sua potência em mais 1.440 milhão de MW, estimando investimentos em torno de US$ 1, 9 bilhão.

Estão sendo parceiras da companhia as empresas Norberto Odebrecht (Pão de Açúcar, no Baixo São Francisco e que custará US$ 323,9 milhões), Desenvix (Pedra Branca e Riacho Seco, no Sub-Médio São Francisco - US$ 552,7 milhões), Queiroz Galvão e CNEC (Ribeiro Gonçalves, Uruçui, Cachoeira, Estreito e Castelhano, no Alto e Médio Parnaíba - US$ 874,7 milhões).

Os estudos deverão ficar concluídos num prazo médio de 16 meses, após a aprovação do inventário pela ANEEL, sendo levantadas informações detalhadas sobre potenciais energéticos e de mercado, aspectos geológicos de cada local selecionado, condições de integração e de conexão á rede, aspectos ambientais e a situação das comunidades que estão localizadas nas áreas possíveis de serem inundadas (só na bacia do Rio Parnaíba).O sistema de construção proposto pela CHESF é através das sociedades de propósito específico (SPEs), nas quais as estatais têm participação minoritária.
Conta de luz
Carga tributária de 32% penaliza
Apesar de ser um serviço público essencial, o setor de distribuição de energia elétrica é um dos mais tributados e a participação dos encargos e dos impostos sobre a tarifa de energia elétrica vem aumentando sensivelmente. Sem considerar a alteração das alíquotas do PIS/ COFINS, cerca de 32% da conta de luz destinam-se ao pagamento de encargos setoriais e tributos. O consumidor residencial e os pequenos industriais e comerciais são os mais penalizados.

A Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (ABRADEE), estima que, com as mudanças na base de cálculo e nas alíquotas, os consumidores de energia elétrica estão arcando com um incremento de aproximadamente R$ 2,7 bilhões na arrecadação do Governo, o que corresponde a 65% a mais da tributação atual do setor de distribuição de energia elétrica.

Entende que as distribuidoras, prestadoras de serviço público de energia elétrica, deveriam receber o mesmo tratamento que os setores já excetuados das novas regras do PIS/COFINS, tais como: telecomunicações; transportes coletivos; comunicações; serviços médicos, hospitalares e odontológico; ensino infantil, fundamental, médio e superior; empresas de call center; empreitada de obras de construção civil; parques temáticos, hotelaria e feiras; entre outros.

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