Transplantes
Doação
de órgãos supera média nacional de crescimento
e 1.500 estão na fila |
Na
Bahia, os procedimentos no primeiro semestre registraram crescimento
de 62% contra 22% de todo o Brasil, mas ainda existe defasagem
em torno de 90% em relação à lista de espera
por um transplante. Aproximadamente 1.500 pessoas estão
à espera de um órgão e apenas 10% conseguem
ser atendidas (foram 153 transplantes de rim, fígado,
medula óssea, córnea e tecido ósseo, em
2003 e este ano, 89). A subnotificação é
responsável pela perda de nove em 10 potenciais doadores
de órgãos.
O coordenador da Central de Notificação, Captação
e Distribuição de Órgãos, da Secretaria
da Saúde (Sesab), Jorge Bastos, denuncia que um dos grandes
entraves para doação de órgãos é
a aceitação do conceito de morte encefálica
pelas famílias e pelos próprios profissionais
de saúde. Medida pioneira do estado nesse campo (seguida
também em nível nacional) foi adotada pela Sociedade
Baiana de Terapia Intensiva: procura identificar o nível
de conhecimento dos intensivistas quanto ao diagnóstico
dessa morte. O Brasil realizou 8 mil transplantes de órgãos
e tecidos no ano passado e foi o país que mais transplantou
rins. |
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José Rodrigues Alves, secretário
de Saúde do Estado da Bahia |
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Prisão de ventre
A baixa ingestão de fibras e de líquidos pode gerar
constipação intestinal ou prisão de ventre,
com desconforto abdominal e presença de gases. As fezes,
por conta quase sempre de hábitos inadequados à mesa,
ficam endurecidas, o que provoca dificuldade de evacuar. A prisão
de ventre, é conseqüência da permanência
prolongada do conteúdo fecal no intestino, situação
que também favorece a formação excessiva de
gases. As mulheres, por questões culturais, acabam sendo
afetadas. Como medida de tratamento, é importante incluir
mais fibras na alimentação, caminhar pelo menos 30
minutos por dia, tomar 2 litros de água diariamente e identificar
os alimentos que provocam gases - se possível, trocá-los
por outros equivalentes em termos de nutrientes.
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Problemas
musculares
O inverno tende a ser bastante rigoroso e, com o frio, surgem
alguns problemas musculares tais como lombalgias, hérnia
de disco, artrite, artrose, entre outros, que podem ser agravados
com a falta de exercícios. Os músculos estão
mais contraídos e rígidos para evitar a perda de calor,
o que cresce o risco de lesões, contraturas, distensões,
estiramento, lesões articulares em geral, entre outros distúrbios,
alerta Cristiano Castellani, coordenador do departamento de fisioterapia
da Triathon Academia. Estudo realizado por médicos do Hospital
Central de Jyvaskyla, na fria Finlândia, constatou que a musculação
pode auxiliar na prevenção de dores musculares, principalmente
na região cervical. Com a diminuição do impulso
nervoso por causa do frio, a dor aumenta. É justamente ele
que controla este incômodo, mas com os exercícios isto
pode melhorar, explica Elaine Scaff Hadad, especialista e médica
fisiatra da Ortodor Clínica de Fraturas, Ortopedia e Tratamentos
da Dor. Alguns atletas são meteorologistas, isto é,
um dia antes das mudanças de temperatura, as articulações
apresentam uma dor diferente e especialmente no inverno os aquecimentos
e alongamentos requerem maior atenção porque preparam
os músculos tanto para prática do exercício
quanto para o relaxamento. E é justamente neste período
que a procura pelas clínicas de ortopedia se acentua. Os
problemas são diversos: desde lesões graves até
problemas musculares mais corriqueiros.
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Sílica
Segundo estudos realizados pela Organização Mundial
da Saúde (OMS) e Organização Internacional
do Trabalho (OIT) há atualmente, no Brasil, cerca de seis
milhões de trabalhadores expostos às poeiras contendo
sílica, o pó residual de pedras como mármore
e granito. Cerca de 4 milhões de profissionais que atuam
na construção civil, correm o risco de adquirir a
silicose - tipo de doença pulmonar causada pela inalação
do pó. Considerada "doença profissional"
e até definida como "acidente de trabalho", a silicose
atinge diretamente trabalhadores de marmorarias rústicas,
por estarem expostos diariamente ao pó produzido durante
a lapidação de placas de granitos e outros minerais.
O médico pneumologista, Valter Gurtovenco, explica que a
inalação freqüente da sílica pode causar
também uma outra doença, a fibrose, uma pneumoconiose
que endurece os pulmões e pode ser fatal, causando também
males como a pneumonia química, a bronquite e a rinite podem
ocorrer com a inalação de sílica. |
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Enfartes
e derrames
Medicamento
(estatinas) reduz o nível do colesterol |
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Há
uma bomba relógio dentro do corpo. É assim que milhares
de brasileiros vivem todos os dias, sem saber que seu coração
está em perigo. Mas uma revolução na área
da cardiologia, obtida graças a estudos que ajudaram a elucidar
o mecanismo das doenças e a ações de medicamentos
como estatinas, está ajudando a explicar por que pessoas
aparentemente saudáveis - mesmo as que fazem check-up constantemente
- acabam morrendo por acidentes cardiovasculares.
Os médicos têm hoje uma melhor compreensão de
como ocorre a aterosclerose , responsável pelos enfartes
e derrames. Antes dos anos 80, conhecia-se apenas a aterosclerose
convencional: quando uma placa de gordura, formada em grande parte
pelo colesterol ruim, o LDL, se calcifica e obstrui uma parte interior
dos vasos que levam e trazem o sangue bombeado pelo coração.
O entupimento dos vasos provoca hipertensão e problemas cardiovasculares
e quando a placa que bloqueia o vaso cresce demais, o paciente pode
ter um enfarte.
No final dos anos 80, surgiu a hipótese de Glagov, que sugere
uma via alternativa da formação da placa que provoca
aterosclerose. Em vez de a placa de gordura ocorrer dentro dos vasos
e se calcificar, ela ocorre entre as camadas internas do vaso. E
quanto mais a placa cresce, menor será o diâmetro da
veia e mais difícil será a passagem de sangue. Essas
placas, ao contrário da aterosclerose tradicional, são
moles, instáveis e responsáveis por 70% dos casos
de enfartes.
Os problemas cardíacos ocorrem de duas formas: as placas
moles podem reduzir a passagem do sangue de forma que o coração
não agüente bombear o sangue e provoque um infarto do
miocárdio ou ainda estourarem e acabar lesando as camadas
internas dos vasos, chamadas de endotélio. Essa lesão
atrai células para o local que acabam formando um coágulo
(cuja intenção é estancar o vazamento da placa
mole, mas acaba criando um bloqueio dentro do vaso). Os exames tradicionais
usados para avaliar o quadro cardíaco do paciente, como o
eletrocardiograma, cintilografia ou o cateterismo, não conseguem
detectar as placas moles. Portanto, o paciente pode achar que está
aparentemente normal, quando, na verdade, há placas moles
escondidas entre as camadas do vaso.
Um estudo publicado em março na revista médica JAMA
(Journal of the American Medical Association) foi pioneiro em mostrar,
por meio de um exame de ponta chamado Ultra-sonografia Intravascular,
as placas moles e o efeito de dois tipos de estatinas, a atorvastatina,
de nome comercial Lípitor e a pravastatina. |
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