fale conosco | expediente | como anunciar | anunciantes do mês | edições anteriores


 
Home | Política | Telecomunicações & Informática | Finanças | Geraldo Vilalva Informa | Turismo | Aviação
Empreendedores | Momentos | Transportes e Energia | Indústrias | Saúde | Veículos
  Salvador - Bahia - Brasil - Junho de 2004 - ANO IX - Nº. 93
 
  Roubalheira
Irregularidades, ilegalidades e imoralidades na gestão pública municipal brasileira
 


Em um ano de atuação, o Programa de Fiscalização a partir de Sorteios Públicos, da Controladoria Geral da União, encaminhou aos órgãos competentes mais de 2.000 relatórios apontando irregularidades cometidas pelos gestores de 300 municípios, envolvendo recursos fiscalizados da ordem de R$ 2 bilhões. O programa, um instrumento inédito de fiscalização adotado pelo governo Lula , vem conseguindo bons resultados no sentido de inibir a corrupção entre gestores de qualquer esfera da administração pública e estimular a participação dos cidadãos no controle da aplicação dos recursos oriundos dos impostos que são cobrados da sociedade. É estarrecedor o resultado do levantamento feito pela revista Razão Contábil, junto ao órgão, sobre a aplicação dos repasses federais em boa parte do país.

 

Waldir Pires, ministro da CGU
  Dos 200 municípios que já tiveram os relatórios concluídos, 139 (69,5%) apresentaram indícios de irregularidades, 55 (27%) apresentaram falhas formais e 7 (3,5%) não apresentaram indícios de qualquer problema administrativo, seja formal ou indicador de desvio criminoso. As principais falhas encontradas estão em obras inacabadas ou paralisadas, apesar de pagas; uso de notas fiscais frias, indícios de simulação de licitações ou irregularidades no processo de licitações, incluindo a participação de empresas fantasmas, superfaturamento de preços, falta de merenda nas escolas, medicamentos vencidos, falta de pagamento da contrapartida municipal em convênios, favorecimento a parentes de gestores municipais em licitações e contratos, falta da atuação dos conselhos municipais, entre outras.

O objetivo do Programa não é fiscalizar prefeituras, mas sim os recursos públicos federais aplicados no território municipal sorteado, seja pelos órgãos da administração federal, diretamente, por meio de repasse, sob qualquer forma, para órgãos das administrações dos estados ou dos municípios, ou ainda por quaisquer deles ou entidades legalmente habilitadas. Atestou-se também o mau funcionamento dos conselhos comunitários instituídos para fiscalizar os programas, mas que não desempenham suas atribuições, deixando de realizar reuniões e de fiscalizar a aplicação dos recursos federais. Muitas de suas direções são indicadas pelos próprios prefeitos e integradas por secretários municipais, o que compromete a imparcialidade das decisões.
 
Nepotismo
TRTs têm que demitir os parentes
A partir de denúncia da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou que o Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região tem 30 dias, da data da notificação, para exonerar todos os parentes de juízes, até terceiro grau, ocupantes de cargos em comissão e funções comissionadas. A decisão quebra a tese do direito adquirido, pois o tribunal é taxativo ao declarar que "independente da data de expedição da nomeação ou designação". Ou seja, mesmo que a nomeação tenha ocorrido antes da Lei 9421/96, que proíbe a contratação de parentes, as convocações são irregulares, pois contrariam o principio da moralidade previsto no artigo 37 da Constituição Federal.

O presidente da Anamatra, Grijalbo Coutinho, alerta que esta segunda decisão do TCU consolida a tese defendida pelos juízes do trabalho de que a contratação de parentes ofende a legalidade e a moralidade administrativa, pois os servidores ocupantes de cargos de provimento em comissão. Também não possuem qualquer direito de permanecer no cargo, uma vez que a Constituição Federal determina que os cargos em comissão sejam de "livre nomeação e exoneração". Os nomes estão no site imprensa@anamatra.org.br.
   
 

Primeirão

Políticos ligados ao secretário Otto Alencar afirmam que ele seria um nome mais leve para as eleições em Salvador. Não aproveitado, ampliou seu descontentamento com a política. Por sinal, comenta-se que seus redutos de há muito estavam sendo ocupados por gente do próprio partido.


Sonhando

A deputada Alice Portugal acredita que seu projeto determinando que o atendimento nos cartórios não possa ultrapassar o limite de 15 minutos, revolucionará o sistema no Brasil. Com certeza ela acredita em duendes, gnomos e Papai Noel.


Imbróglio

Confusão no Sebrae/Bahia: o Superintendente, Misael Aguillar, pediu demissão para ser candidato a prefeito de Juazeiro, sem consultar a quem de direito, no PFL. Chamado às falas, arrependeu-se e correu para anular a carta que enviou ao presidente do Conselho Deliberativo, Jorge Freire, que estava no exterior. Não deu certo e vai às urnas.


Chabu

Será difícil para o vereador Silvoney Sales conseguir votos dos moradores do Canela e da Vitória, bairros, segundo ele, seus redutos. Ruas esburacadas, barracas por todos os lados, passeios intransitáveis, falta de policiamento, bocas de lobo entupidas completam o triste quadro.


Anjinho

A escolha do vereador Pedro Godinho como vice de César Borges não foi em vão. O novel edil é considerado, tanto nas hostes oposicionistas como nas governistas, acima de quaisquer suspeitas ou maldades. Da mesma forma ele é bem recebido na imprensa e na sociedade. Do morro Ipiranga ao Beirú.


Desconfiado

As homologações de rescisões na Justiça do Trabalho, mesmo com a presença dos Sindicatos, não concederão eficácia liberatória geral. Esta é a posição do deputado baiano Daniel Almeida, insurgindo-se contra projeto de lei apresentado na Câmara. Ele acha que a representação sindical pode não agir no melhor interesse do trabalhador no momento da decisão.


Nas beiradas

Correligionários de ACM e Paulo Souto têm feito reclamações sobre as investidas do deputado ACM Neto em seus redutos. Em vão. Impetuoso, preparado e desafiador, o jovem deputado tornou-se onipresente em Brasília, na Bahia e em todos os lugares, sempre mostrando o seu trabalho. O problema é que os queixosos querem ficar na base do come-e-dorme.


Amiguinhos

No clamor das comemorações pela aprovação do teto de R$ 275 para o Salário Mínimo no Senado, cena que mais chamou a atenção foi uma foto exibindo a barriguinha de uma sorridente Heloísa Helena ao lado de seus contendores ideológicos, ACM e César Borges, entre outros.


Martaxa

O slogan criado por Duda Mendonça (Marta faz) para a prefeita Marta Suplicy ganhou uma nova versão criada pelos tucanos: Marta faz que faz. Há quem diga existir um dedinho de Nizan Guanaes.


fale conosco | expediente | como anunciar | anunciantes do mês | edições anteriores
Jornal Bahia Negócios - Todos os direitos reservados®2002  |  Desenvolvimento: Traço Design