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Eleições
PT
fará acordos com PFL, PSDB e PMDB para eleger prefeitos e vereadores
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Depois de ter coligado com o PMDB em mais
de 700 municípios, com o PSDB em 455 e com o PFL em 193 nas
eleições de 2000, o Partido dos Trabalhadores, visando
ampliar as suas bases de prefeitos e vereadores, não descarta
repetir a fórmula sem promover um corte ideológico
de alianças, mesmo sabendo que os tucanos serão os
seus principais adversários no próximo pleito, nos
grandes centros.
Em sua estratégia eleitoral, apenas as capitais e 62 cidades
brasileiras que registram mais de 280 mil habitantes, principalmente
aquelas nas quais o PT vislumbra chances de acontecer disputas em
dois turnos, receberão o seu apoio no pleito eleitoral do
próximo ano, e qualquer tipo de coligação somente
acontecerá com as forças que dão sustentáculo
ao governo federal.
O presidente do PT, José Genoíno, revela que este
posicionamento será oficializado logo no início do
próximo semestre pelo diretório nacional, procurando
assim enfraquecer a oposição e avaliar a força
eleitoral do presidente Lula junto aos grandes aglomerados habitacionais
do país. Uma projeção maior poderá atingir
um total de 300 municípios, ampliando o número de
prefeitos e vereadores do grupo.
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José Genoíno, presidente do PT |
O coordenador
do projeto dentro do Partido - denominado de Grupo de Trabalho Eleitoral
(GTE) - é Sílvio Pereira, assumindo as funções
de ajudar os candidatos nas coligações municipais,
formular programas de governo, realizar pesquisas eleitorais, planejamento
e elaboração de estratégia de campanha. Também
ficará a seu cargo distribuir a verba partidária para
as campanhas eleitorais, com um orçamento de R$ 11 milhões,
aumentado em mais de 30% do que o contabilizado nas últimas
eleições municipais.
Genoíno quer evitar o desgaste na realização
de prévias eleitorais para indicar os candidatos, prefere
conversas pontuadas, evitando o enfraquecimento do Partido em disputas
regionais. Os candidatos, além dos recursos partidários,
terão à disposição, sob coordenação
do GTE, um banco de vinhetas eletrônicas, comerciais, fitas
de vídeo e áudio com a experiência das principais
lideranças do partido no Executivo. |
El
Paso
Multinacional
é acusada de agredir o ecosistema da Bahia |
A Comissão
de Proteção ao Meio Ambiente da Assembléia
Legislativa solicitou ao Ibama, Ministério Público
Federal e Estadual e Centro de Recursos Ambientais (CRA) a suspensão
de todos os procedimentos da multinacional El Paso, voltados para
a extração de petróleo e gás na Baía
de Camamu e no Banco de Abrolhos, até que os licenciamentos
sejam analisados pela nova administração do órgão.
O pedido foi apresentado formalmente pelo presidente da Comissão,
deputado Zilton Rocha (PT), durante a sessão que contou com
a participação de dois membros da direção
nacional do Ibama, o chefe do Escritório de Licenciamento
das Atividades de Petróleo e Nuclear, Caio Ferreira Marques,
do Rio de Janeiro, e Guilherme Abdala, coordenador geral de Zoneamento
e Monitoramento Ambiental e diretor de Proteção Ambiental
do Distrito Federal.
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Deputado Zilton Rocha (PT) |
Marcada por críticas ao processo de licenciamento ambiental
e pela necessidade de se rever o modelo energético brasileiro,
a reunião teve um público formado por dirigentes do
Ministério Público, Petrobras, Institutos de Biologia
e Geociências da Ufba, Gambá, Germen e Mama, que defenderam
a imediata suspensão das atividades. Pelo cronograma da Agência
Nacional de Petróleo, em agosto ocorrerá a Quinta
Rodada de Licitações da ANP, que definirá as
empresas responsáveis pelos estudos e exploração
de nove bacias sedimentares, entre elas Abrolhos.
Segundo o parlamentar, os graves incidentes com derramamento de
óleo não representam a única fonte de riscos
e impactos ambientais negativos advindos da exploração
e produção de petróleo e gás no mar.
A atividade sísmica é o primeiro passo para a pesquisa
de jazidas de petróleo e gás natural e consiste na
emissão de pulsos de sons de cerca de 180 decibéis
a cada 6 segundos, por canhões de ar comprimido, visando
obter uma imagem do que pode ser encontrado sob o leito do mar.
As fases subseqüentes de perfuração, produção,
escoamento e desativação também podem desencadear
impactos agudos e crônicos sobre a fauna e flora. |
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Crescendo
Educado e diplomático na exposição dos seus
pontos-de-vista, o deputado Clovis Ferraz, líder governista
na Assembléia da Bahia, amplia seu raio de persuasão
junto aos colegas da Oposição. Bem no estilo Paulo
Souto.
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PCdoB
De 26 a 29 de junho, em Brasília, acontece a 9ª Conferência
Nacional do Partido, com a presença do líder Haroldo
Lima. Na pauta, eventuais discordâncias do PCdoB com as reformas
propostas por Lula. |
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Olho
na Bíblia
Além do Palácio de Ondina e Rua da Graça,
as eleições para prefeito de Salvador ganham mais
um endereço na escolha dos seus candidatos: o belo prédio
da Igreja Universal do Reino de Deus, no Iguatemi.
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Frutos
de ouro
Viabilizando a entrada das fazendas de cacau no mercado internacional
de carbono, o deputado Geddel Vieira Lima pediu à Embrapa
estudos de quantificação do carbono estocado nas matas
e sobre os índices de sustentabilidade aplicáveis
à lavoura da região. Trata-se de uma alternativa viável
para o financiamento da produção. |
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Gabrielli
Com mandato até 2007, o deputado Gerson Gabrielli (PFL-BA)
assume a presidência do NPECT - Núcleo Parlamentar
de Estudos Contábeis e Tributários, que promove ações
de intercâmbio e a interação entre o Parlamento
e entidades do setor contábil, a contribuição
para a evolução da Justiça Fiscal brasileira
e a defesa do contribuinte. |
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Maluco
beleza
Do presidente Lula: "Levanto todo santo dia com a certeza
de que vamos cumprir aquilo que sonhamos juntos. Não é
apenas a música do Raul Seixas que diz que sonhar junto transforma
um sonho em realidade. Juntos, vamos transformar este país:
trabalhadores, Governo, empresários, produtores rurais, sem
terra, mulheres, homens, negros e brancos". |
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Os estados
exportadores ficam numa situação terrível, a desoneração
do ICMS nas exportações é constitucionalizada, mas
as compensações aos estados previstas na Lei Kandir não
o são. O país fica com os resultados, os estados com as
despesas e é preciso que essa compensação seja também
constitucionalizada.
É a opinião do senador Rodolpho Tourinho (PFL-BA) ao analisar
a proposta de reforma tributária enviada ao Congresso, que, segundo
ele, não contribui para estimular as exportações,
pois o seu aumento deveria ser o principal objetivo do governo como forma
de ampliar a participação brasileira no comércio
internacional e melhorar as variáveis econômicas do país.
Para ele, existe a possibilidade de que as mudanças propostas
pelo Executivo tragam prejuízos aos estados e para incrementar
as exportações deveria ser criado um fundo constitucional
formado por 15% do Imposto de Importação, com distribuição
proporcional aos saldos positivos das balanças comerciais estaduais. |
A 91ª
reunião da Conferência Internacional do Trabalho da OIT,
realizada em Genebra foi o palco perfeito para que o ministro do Trabalho
e Emprego, Jaques Wagner, exigisse uma mudança urgente na atual
matriz da política econômica internacional, a fim de permitir
no futuro bem próximo o desenvolvimento sustentável com
geração de renda e trabalho decente, além da humanização
do processo de globalização.
A mudança permitirá a volta do crescimento econômico
sustentável com inclusão social, além de investimentos
nos setores produtivos, uma vez que a atual matriz econômica se
exauriu, e por isso, é necessário um novo modelo que estimule
o capital produtivo a investir em setores que gerem emprego. O objetivo
é criar novo modelo de relacionamento e parceria entre os países
dentro de uma visão tripartite que permita avançar dando
um novo rumo à globalização, a partir de uma outra
vertente econômica, capaz de promover o verdadeiro bem estar da
sociedade.
De forma veemente, Wagner pondera que não basta estimular a implantação
de empregos, uma vez que a superação da pobreza passa necessariamente
pela via da geração de trabalho decente e ao lado de ações
emergenciais voltadas para públicos mais necessitados, o governo
brasileiro busca em suas ações voltadas aos mais carentes,
um novo padrão de relações de trabalho e novas articulações
institucionais (nacionais e internacionais) que assegurem crescimento
econômico com inclusão social. |

Jaques Wagner, ministro do Trabalho e Emprego |
O ministro
destacou as três iniciativas do governo brasileiro no campo do trabalho:
primeiro, direcionar os investimentos dos fundos públicos, principalmente
o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), aos setores econômicos capazes
de gerar emprego e mais oportunidades de trabalho, com um amplo programa
de apoio às micro e pequenas empresas na forma de arranjos produtivos,
como os condomínios, voltados à diversificação
das exportações, à dinamização do mercado
interno e geração de empregos.
A segunda é garantir o emprego aos jovens, que têm sofrido
de modo especial com o desemprego e a informalidade, existindo hoje cerca
de 5 milhões desempregados, correspondendo a uma parcela de 42%
do total no país. A última medida é a reforma da
legislação sindical e trabalhista no Fórum Nacional
do Trabalho, por meio do diálogo social. A instalação
do Fórum está prevista para julho. A democratização
das relações de trabalho com base na liberdade, autonomia
sindical nos termos da OIT e a atualização da CLT, mas sem
precarização dos direitos dos trabalhadores são alguns
dos temas.
Tudo isso, finaliza o Ministro, será insuficiente se não
fosse também reforçada nossa tarefa de assistência
e proteção ao trabalhador, como as ações da
fiscalização trabalhista no combate ao trabalho escravo,
ao trabalho infantil e à exploração sexual de crianças
e adolescentes. No encontro com a Secretária do Trabalho dos Estados
Unidos, Elaine Chão, foi anunciado um convênio a ser assinado
pelos presidentes George W.Bush e Luiz Inácio Lula da Silva, no
valor de UR$ 5 milhões, para o programa de combate ao trabalho
infantil no Brasil. O ministro, considerou positiva a iniciativa, mas
insistiu também na possibilidade do aumento de investimentos produtivos
no País e o fim das barreiras comerciais. |