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| Salvador - Bahia - Brasil -
Junho de 2003 - ANO VIII - Nº. 84 |
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| Paulo
Souto: "Governo federal precisa urgente de uma política regional de desenvolvimento" |
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| Segundo Souto,
só em 2003, foram assinados 48 protocolos de intenção
para a implantação de novos empreendimentos no estado, relembrando
os casos mais explícitos como a Ford, Monsanto e mais recentemente
a Veracel Celulose, colocando a Bahia em sexto lugar no ranking dos estados
industrializados, respondendo por 46,2% do Valor de Transformação
Industrial (VTI) do Nordeste. Observou que, além dos investimentos
maiores é importante ressaltar os projetos menores espalhados pelo
interior do estado e que têm transformado a economia dos municípios,
a exemplo do impacto proporcionado pela implantação das 23
empresas do pólo calçadista espalhadas em 24 municípios,
empregando aproximadamente 25 mil pessoas.
Programas - Souto apontou também avanços do estado na agricultura e em outros segmentos econômicos do estado, ressaltando novas áreas de crescimento através da agricultura irrigada e atividades emergentes como a aqüicultura e avicultura, sendo que, neste último setor, o estado já deverá tornar-se auto-suficiente dentro de dois anos, falando sobre o esforço que vem sendo feito na pecuária, sendo o estado hoje zona livre da febre aftosa. Lembrou que, além da atração de investimentos privados, o governo estadual também tem apostado em políticas de desenvolvimento nas áreas de saúde, educação, meio ambiente, além de ações de infra-estrutura, que também se somam às intervenções sociais voltadas para o combate à pobreza e desigualdades sociais. Foram destacadas, por exemplo, as intervenções do Programa Bahia Azul. |
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| Exporta
Fácil Programa dos Correios incentiva exportação nas micro e pequenas empresas |
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Correios e o Banco do Brasil assinaram convênio de cooperação para prover Certificados de Origem aos micro e pequenos empresários que usam o serviço Exporta Fácil, documento da maior importância para as exportações brasileiras obterem tratamento preferencial concedido pelos países outorgantes do Sistema Geral de Preferências - SGP. Também foram apresentados o CD-ROM e a cartilha Exporta Fácil (instrumentos orientadores dessas operações para 217 países) desenvolvidos pelo Departamento de Operações e Negócios Internacionais (Dinop) e pela Universidade Correios (Unico). O programa simplifica os processos postais e alfandegários eliminando a burocracia no trâmite das exportações, permitindo despachar produtos com valor de até US$ 10 mil por remessa, sem exigir do remetente o Registro de Exportador. O serviço opera integrado à Declaração Simplificada de Exportação (DSE Eletrônica) do Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex), contando os Correios com recintos alfandegados da Receita Federal em suas instalações, o que agiliza o trâmite aduaneiro das remessas, de acordo com orientação do Ministério da Fazenda, Banco Central e Secretaria de Comércio Exterior. Djalma Lapuente da Rosa, chefe de Divisão do Dinop, explica que
os usuários do programa, após um projeto piloto a ser desenvolvido
numa capital brasileira, poderão em todo o país simplesmente
ir uma agência dos Correios para exportar seus produtos, entregando
os formulários "A" relativos ao Certificado de Origem
a um funcionário da agência que fará pré-conferência
e os encaminhará ao Banco do Brasil para a necessária emissão
do certificado. |
![]() Airton Dipp, presidente dos Correios |
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Apenas 2% das empresas de pequeno porte do Brasil, segundo pesquisa do Sebrae, conseguem exportar regularmente, enquanto que nos Estados Unidos, Itália e México a participação do segmento no total das exportações chega a quase 60%. Mas com menos de três anos de operação o Exporta Fácil superou as expectativas, registrando R$ 9,2 milhões de exportações no quadrimestre desse ano contra um total de R$ 19 milhões durante todo o exercício passado. O movimento em abril foi 99,7% maior do que o obtido no mesmo mês de 2002 e 260% se comparado ao mesmo mês de 2001. Através do Exporta Fácil, são enviados para o exterior cerca de 45% em artigos de joalheria e metais preciosos (24,2%) e vestuário e acessórios (21,9%), em CDs, discos e fitas (5,2%); livros, publicações e impressos (4,9%), instrumentos musicais (4,0%), bijuterias (3,4%), cera de abelha (3,4%), instrumentos odontológicos (3,2%) máquinas e aparelhos diversos (3,1%), cogumelos (3,1%), produtos filatélicos (1,4%) e outros. Uma empresa paulista exporta 40% de sua produção de quimonos, inclusive para o Japão, país que recebe também roupas para vestuários de cachorros. Maurício Coelho Madureira, Diretor de Operações, diz que o Exporta Fácil, existente em 4.400 agências, contribui para melhorar a imagem do Brasil no cenário internacional ao incluir novos produtos na pauta de exportação, estimulando também a inclusão das empresas localizadas no interior do país. O Cd Room e o Guia do Exportador mostram como fazer bons negócios nos principais mercados internacionais: entre os 21 temas abordados, com informações sobre tipos de encomenda, limites de peso e dimensão, tratamento aduaneiro das remessas, embalagens e acondicionamentos, documentos necessários para exportação e informações específicas de cada país quanto a possíveis restrições ou proibições de entrada de produtos. O site do Exporta Fácil também disponibiliza versão atualizada do guia. |
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