São João na Bahia fatura mais do que o Carnaval
Praticamente os 417 municípios baianos promovem festas e recebem visitantes. |
Quando se fala em dinheiro extra vem logo à mente o produto financeiro gerado durante os festejos momescos. Este ano a projeção foi de R$ 213 milhões nos seis dias de muita dança, bebidas e comidas em Salvador e principais cidades da Bahia. No São João - que é comemorado na véspera, ou seja, dia 23 de junho - os números vão muito além disso.
A Confederação Nacional dos Municípios estima que este ano a totalidade de recursos a serem movimentados durante o período junino no Estado atinja a casa de R$ 3 bilhões, mais R$ 400 mil registrados em 2005. A média de movimentação financeira em cada município alcança R$ 100 mil, enquanto as maiores cidades ficam acima de R$ 2 milhões. Focando o consumo, as fábricas de cervejas, refrigerantes e bebidas quentes investem em patrocínios, dividindo o marketing com as operadoras de celulares, empresas oficiais - à exemplo da Petrobras e Coelba - fábrica de fogos, além do governo estadual e prefeituras municipais. Senhor do Bonfim, Cruz das Almas, Ruy Barbosa, Amargosa, Jequié, Santo Antônio de Jesus, Ipiaú, Piritiba, Cachoeira, São Félix, Entre Rios, Serrinha, Bonfim e Juazeiro recebem dezenas de milhares de visitantes, sempre excedendo a população normal. São calculados mais de 150 mil empregos diretos por um período médio de 10 dias, quando é utilizada a mão-de-obra de pintores, eletricistas, decoradores, cozinheiros e garçons, mais técnicos de som e a parafernália que acompanha as bandas. Mas ai é outra conta: os cachês são - ninguém duvida - milionários!
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Master Glasses
Segunda maior empresa do país em montagem. |
| Estão sendo produzidas anualmente 30.000 pares de lentes progressivas compactas Optimax e Hagnus, utilizando armações de 27mm (antes eram acima de 35mm) - pela ótica baiana, em suas instalações localizadas em Lauro de Freitas. Importando e distribuindo armações e óculos há 8 anos, a empresa está no mercado internacional, exportando seus produtos para os Estados Unidos, Canadá e países da América Latina. |

Carlos Soares, presidente da Master Glass.
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Começo - Em 1994, já com 15 anos de experiência em vendas em óticas, Carlos Alberto Sousa Soares fundou, juntamente com sua esposa Elisabete, a Optimax, que importava e distribuía produtos óticos. Com a queda do uso do acetato nos óculos e a crescente demanda por metal, fundaram, em 2000, a Master Glasses, única indústria ótica do Norte/Nordeste. Possui 300 funcionários e gera 800 empregos indiretos, fabricando cerca de 50.000 peças/mês (dependendo da demanda), entre armações de metal, plástico e óculos de sol. Foi a primeira indústria brasileira a fabricar o clip-on, recebendo o selo Abiótica de origem e segurança.
Em maio de 2003 foi montado o Max Laboratório que entrega 1.500 pares de lentes por dia, fruto de um investimento de R$ 1,5 milhão para atender também a outras óticas baianas, explica o presidente da Master Glasses. |
Cebola
Safra recorde e preço baixo |
Bahia e Pernambuco são os únicos estados brasileiros que irão produzir cebola todos os meses do ano, o que não significa ter o rendimento dos agricultores a mesma constância das safras contínuas . Altas temperaturas nos meses de janeiro e fevereiro, e elevadas precipitações pluviométricas em março e abril resultaram em perdas expressivas de produção e na colheita de bulbos de baixa qualidade. A oferta no Brasil e no Mercosul é superior à previsão de consumo. A cebolicultura destes estados assistiu o preço despencar para R$ 5,00 o saco de 20 kg, enquanto a Argentina vendia a mesma quantidade por R$ 20,00, enfatiza o pesquisador Nivaldo Duarte Costa, da Embrapa Semi-Árido. Em Irecê, a frustração de safra nestes meses de 2006, alcançou mais de 50% da área cultivada de pouco mais de 1.100 ha. Portanto, a remuneração da atividade tem sido muito desigual entre os produtores. |
Papel ondulado
Rigesa
inaugura
fábrica |
A empresa do grupo americano MeadWestvaco, especializado na produção de papel ondulado, colocou em funcionamento em Feira de Santana a sua quinta fábrica no Brasil, com capacidade instalada para produzir anualmente 50 milhões de metros quadrados de embalagens. Responsável pela geração de 150 empregos (87 deles de forma direta), atende principalmente ao setor produtivo do Nordeste, dando suporte à outra unidade regional do grupo localizada no Ceará. Com unidades industriais em São Paulo, Santa Catarina, Amazonas, Bahia e Ceará, a Rigesa possui cerca de 2.300 empregados e atua há 64 anos no mercado nacional de embalagens de papel ondulado, papel cartão e plásticos semi-rígidos. No total, são duas fábricas de papel, cinco de embalagens de papelão ondulado e duas de papel cartão, além de 54 mil hectares de áreas florestais (sendo 31 mil plantadas), adianta o presidente da companhia, Paulo Tilkian. |
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Lojas Americanas
Shopping Conquista Sul (Vitória da Conquista) ganha uma unidade que custou R$ 1,8 milhão, com 1.013 m² de área de vendas, gerando 34 empregos diretos. Em 2005 a rede inaugurou 37 lojas e completou 76 anos de atuação no mercado brasileiro.
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Eadi Salvador Único terminal na Bahia com um prédio exclusivo para armazenar cargas químicas e perigosas, recebeu da Abiquim certificação no Sistema de Avaliação de Segurança, Saúde, Meio Ambiente e Qualidade pela qualidade do trabalho desenvolvido nas empresas de transporte. |
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Sob controle A Femsa Cerveja Brasil (proprietária da Kaiser e distribuidora da Coca-Cola) é a primeira empresa do segmento de bebidas a vender com notas fiscais eletrônicas em Jacareí (SP), Gravataí (RS) e Feira de Santana. Reduziu os custos com a emissão e armazenamento de documentos, proporcionando controle rígido da arrecadação de impostos pelas Receitas Estadual e Federal, garante Paulo Macedo, diretor de Assuntos Corporativos e RH da companhia. |
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Bombril
Alegria para os acionistas da Bombril, ainda em processo de administração judicial desde 2003: fechou 2005 com lucro líquido de R$ 99 milhões, contra um prejuízo de R$ 483 milhões em 2004. A receita bruta atingiu R$ 883 milhões, 42% superior ao obtido em 2004 e 76% maior que o de 2003. Colocou no mercado 241.000 tons de produtos de limpeza, 15% a mais que em 2004, destacando-se o Limpol. A lã de aço manteve a liderança de vendas com 22.000 tons. |
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