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Salvador - Bahia - Brasil - Julho de 2005 - ANO X - Nº. 105
 
Petrobras foge da importação
Bons números na perfuração de poços projetam resultados positivos para 2005

Se tudo correr dentro do cronograma elaborado pelos técnicos, a Petrobras poderá antecipar em cinco meses a meta para produzir em seus poços o mesmo volume de consumo da demanda do país, tornando-se auto-sustentável, com a entrada em operação da Plataforma P 50, ao invés de janeiro do próximo ano.

Os picos de produção da empresa, que atingiram 1,75 milhão de barris, já se aproximam do consumo nacional, mas a coincidência entre o volume de produção e o consumo em um determinado dia ainda não significa a auto-suficiência, já que é necessário uma folga nessa contabilização para a manutenção de equipamentos.

Estes resultados devem-se à elevada eficiência operacional das plataformas localizadas nos litorais do Rio de Janeiro e do Espírito Santo e da crescente recuperação dos campos nas áreas maduras das regiões Norte e Nordeste e no Espírito Santo.


José Sérgio Gabrieli, presidente da Petrobras, anunciará as boas novas
Bahiagás
Crise na Bolívia não prejudicará consumidores baianos

O gás distribuído pela Companhia de Gás da Bahia aos setores industrial, automotivo, residencial e comercial da Bahia é produzido nas Bacias do Recôncavo Baiano e no estado de Sergipe. A informação da Diretoria da empresa, esclarece que a rede de distribuição baiana não está interligada à do Sudeste, portanto a crise boliviana não impacta o abastecimento do Nordeste.

Salienta ser importante esclarecer que hoje não existe possibilidade do Nordeste ajudar a abastecer o Sudeste, já que não há interligação das duas redes, razão pela qual, inicialmente o Nordeste não sofrerá impacto, seja de restrição de gás ou de aumento de tarifa por conta da crise boliviana.

A posição da Bahiagás neste momento é de manutenção dos seus negócios, dando continuidade ao atendimento de seus clientes e ao seu plano de investimento, que prevê o início do fornecimento de gás natural canalizado a Feira de Santana este ano e a ampliação da rede de distribuição existente. Em 2006, haverá uma ampliação na oferta de gás natural no Estado devido ao início de operação do Campo de Manati, projeto que duplicará o volume disponível. Com isso, a Companhia poderá ampliar a sua atuação.


Petronio Lerche Vieira, presidente da Bahiagás, está confiante

No Brasil - O Ministério de Minas e Energia e a Petrobras informam que o abastecimento do GLP ao consumidor brasileiro está garantido, pois sua disponibilidade não depende de importações da Bolívia. Também o gás natural canalizado para os consumidores residenciais, independentemente de medidas emergenciais que venham a ser adotadas caso a situação evolua para uma redução, ou até mesmo interrupção, do fornecimento do gás boliviano para o Brasil. Considerando o consumo em um cenário otimista levando-se em conta o aumento de suprimento a partir da Bolívia.

Viapol
Fábrica em Camaçari custará R$ 3 milhões

A Viapol montou um Centro de Distribuição em Lauro de Freitas para abastecer home center´s e lojas de materiais para construção, e investe R$ 3 milhões na instalação de uma unidade industrial em Camaçari que produzirá 20.000 tons/ano de mantas asfálticas e químicos para impermeabilização. Representa mais 25% na capacidade de mantas asfálticas Viapol/Torodin que atingiu um volume acumulado de 100 milhões de metros quadrados.

A empresa possui o mais completo parque industrial de produtos para impermeabilização, em Caçapava, onde produz químicos para construção civil, asfaltos e produtos para cobertura (Sistema Viaterm, subcobertura Viafoil e telhas asfálticas shingles), além das mantas asfálticas, explica o gerente de Marketing, Henrique Setti, estimando crescer 20% nas vendas de produtos para impermeabilização, em 2005.

Manati
BNDES financia gás na Bahia

A Queiroz Galvão receberá R$ 245 milhões para aplicar na produção e no transporte do gás natural extraído do campo de Manati. O valor equivale a 40% dos investimentos a serem realizados na implantação de 7 poços que deverão alcançar vazão máxima de 6 milhões de metros cúbicos por dia, nos primeiros quatro anos de produção. Os poços estarão conectados a uma plataforma de produção fixada em alto-mar, que será interligada por meio de um gasoduto de 131 km de extensão, a uma estação de tratamento em terra, no município de São Francisco do Conde.

A Manati é uma empresa criada pelo grupo Queiroz Galvão com a finalidade exclusiva de produzir e comercializar gás natural e condensado extraídos do bloco BCAM-40, localizado na Bacia de Camamu, no litoral sul baiano.

Aracruz
Recorde de produção

A Aracruz Celulose obteve lucro líquido de R$ 492,9 milhões (R$ 0,48 por ação) frente aos R$ 128,8 milhões atingidos no mesmo trimestre de 2004. A produção de celulose no 2º trimestre de 2005 foi recorde (678.000 toneladas), 7% maior que em igual período em 2004. Parte do resultado deveu-se à entrada em operação da Veracel em 22 de maio (50% da Aracruz), que já produziu 59.900 toneladas de celulose até o final de junho. A empresa vendeu 615.000 toneladas, incluindo a participação de 50% na Veracel, resultado 6% maior que em 2004.

O preço líquido médio da celulose foi de R$ 1.276 por tonelada no trimestre, 13,6% menor que o registrado no mesmo período de 2004.

 

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