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Salvador - Bahia - Brasil - Julho de 2005 - ANO X - Nº. 105
 
OIC discute o futuro do Café
Segunda conferência mundial em Salvador reunirá mais de 1.000 participantes

Pela segunda vez produtores, industriais, exportadores, trade, empresas fornecedoras de equipamentos e insumos, sistema financeiro e profissionais das áreas de pesquisa e consultoria debaterão a crise do café e a adoção de uma nova política, mais dinâmica, para o setor, durante o encontro internacional que será realizado de 23 a 25 de setembro, no Pestana Bahia Hotel. A OIC fará reuniões ordinárias dos seus 74 países-membros no período.

Promovido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) em parceria com a Organização Internacional do Café (OIC), trará à capital baiana delegações de países exportadores e importadores, representantes da iniciativa privada, autoridades e presidentes de dez países que estão sendo especialmente convidados pelo governo brasileiro. O evento será aberto na manhã do dia 24 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


João Lopes Araújo

Organizada pela AIBA - Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia, com o apoio do Governo do estado, a conferência abordará os Novos Caminhos para o Setor Cafeeiro, tema que será analisado em três sessões principais: Lições que Surgem da Crise; Políticas de Café em uma Economia de Mercado e Como Desenvolver uma Economia Cafeeira Sustentável. O objetivo é atrair o maior número possível de participantes brasileiros, principalmente pequenos produtores, dada a importância tanto dos temas quanto da alta representatividade da cafeicultura mundial, com muita troca de informação e conhecimento, diz João Lopes Araújo, coordenador geral da AIBA para o evento.

Nos últimos anos, a cafeicultura mundial tem enfrentado sérios problemas, como a depreciação acentuada das cotações. Dados do MAPA mostram que no final dos anos 80 e parte da década de 90, as exportações FOB dos países produtores da commodity variaram entre US$ 10 bilhões e US$ 12 bilhões anualmente - e caíram para cerca de US$ 5,5 bilhões a partir de 2000. Nos últimos 24 anos, houve uma queda entre 50% e 86% nas cotações internacionais do produto. No mesmo período, por sua vez, o valor das vendas de varejo nos países consumidores cresceu 166%, subindo de US$ 30 bilhões para US$ 80 bilhões.

No momento, a recuperação das cotações ao patamar dos US$ 100 a saca (após amargar anos na faixa dos US$ 40) alivia a crise de preços, mas não as dificuldades financeiras em cumprir com compromissos assumidos e acumulados nos anos anteriores. Por outro lado, o melhor preço pode levar a novo excedente de produção, reiniciando-se o ciclo crítico - até mesmo se considerar as recentes projeções que apontam para um consumo mundial de 145 milhões de sacas de café até 2015, ante as atuais 120 milhões de sacas. O secretário de Produção e Agroenergia do MAPA, Linneu Costa Lima, alerta que momento é de extrema cautela e é estratégico, pois não se pode perder as oportunidades que virão com a maior demanda global, e muito menos produzir em excesso, o que derrubaria novamente o mercado.

Algodão
Agricultores usam sementes pirateadas

Uma força-tarefa criada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento está vasculhando as plantações de algodão e comerciantes que estão vendendo ilegalmente sementes contrabandeadas, geneticamente modificadas, e que podem prejudicar a próxima safra.

Quem for flagrado utilizando o produto em suas lavouras não poderá receber qualquer tipo de financiamento ou ter acesso aos mecanismos de apoio à comercialização agrícola, principalmente os leilões de Prêmio de Escoamento de Produto e Prêmio de Risco de Opção Privada.

Com o tema "Algodão, uma Fibra Natural", acontece de 29 de agosto a 1º de setembro, no Centro de Convenções de Salvador, o V Congresso Brasileiro de Algodão, promovido pela Associação Baiana de Produtores de Algodão, Fundo para o Desenvolvimento do Agronegócio do Algodão e Embrapa. Será discutida uma maior eficiência do setor através da aplicação de tecnologias modernas e de baixo impacto ambiental, e o aumento do market-share a partir de uma ação conjunta de todos os agentes da cadeia produtiva. Estão agendadas três reuniões setoriais: da Associação Brasileira dos Classificadores de Algodão, do Grupo Brasileiro dos Consultores de Algodão, e da Abrapa - Associação Brasileira de Produtores de Algodão.


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