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  Salvador - Bahia - Brasil - Julho de 2004 - ANO IX - Nº. 94
 
Toyota
Brasil disputa a instalação de uma nova fábrica que custará US$ 500 milhões
   

Serviço ruim

Maior companhia de entrega de documentos e cargas do mundo, a United Parcel Service (UPS), faturando US$ 30 bilhões anualmente, ainda não conseguiu engrenar no Brasil. Uma encomenda colocada em Los Angeles (USA) chega ao nosso País rapidamente, mas por aqui demora mais de dez dias para chegar ao remetente.


Ford

A operação automotiva da Ford América do Sul lucrou US$ 22 milhões no segundo trimestre de 2004, crescendo US$ 91 milhões em relação ao mesmo período de 2003, como resultado do crescimento de vendas e do incremento de preços que recuperaram parcialmente os aumentos de custos dos materiais. Excluindo as exportações, o faturamento saltou de 435 milhões de dólares entre abril e junho de 2003, para 665 milhões de dólares no mesmo período de 2004.


Táxis

Tendo o Chevrolet Corsa 1.0 Classic Sedã Álcool campeão nas vendas para taxistas, com 48,6% no acumulado do semestre, a GM do Brasil continua liderando o mercado nacional do segmento, reforçando a posição com os modelos de motorização Flexpower (em segundo lugar) também isentos de IPI. Os Chevrolet Astra e Meriva Flexpower, subiram para a 5ª e 7ª colocações).


Produtos químicos

A partir de 1º de agosto todo caminhão que conduzir produtos químicos e cargas classificadas como perigosas terão os veículos identificados, documentação necessária para o transporte, kits de emergência, rotulagem dos produtos, gestão ambiental, aspectos legais e institucionais. Para o seu descumprimento a pena é a detenção do veículo.


TNT Express

Paulo Nogueirão, gerente de vendas da empresa, anuncia a criação no Brasil do International Next Day Express, que agiliza a remessa de documentos para o exterior.

Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia estão na lista dos pretendentes brasileiros à localização de uma nova unidade da montadora japonesa que deseja produzir veículos compactos. A Toyota sinaliza a implantação do complexo industrial em um país de economia emergente e o Brasil surge com amplas possibilidades, tendo em vista as peculiaridades de situação, o que facilita a logística de comercialização.

Os investimentos destinados ao novo empreendimento são de meio bilhão de dólares, mas, para ser concretizado no Brasil, deve existir forte competitividade junto aos outros países que estão fechando negociações, dentro do contexto da Alca, União Européia e do próprio Mercosul. Tanto a planta de São Bernardo do Campo como a de Indaituba já não oferecem condições técnicas para receber uma nova plataforma.

 

Hiroyuki Okabe, presidente da Toyota
   
Considerado estratégico para ampliar o market share da montadora japonesa no Brasil até o patamar de 10%, a nova fábrica poderá utilizar o conjunto de plataformas da Daiatusu – especializada em carros pequenos e recentemente adquirida pela Toyota – ou desenvolver parceria com a PSA Citreon/Peugeot de um modelo compacto idêntico ao produzido na República Tcheca.

A montadora anuncia também para 2005 o lançamento no mercado nacional da sua picape, ainda denominada Innovative Multipurpose Vehicle (IMV), fabricada na localidade de Zárate (Argentina) e que poderá utilizar o combustível múltiplo. A Toyota está trabalhando no Brasil com 95% de ocupação da sua capacidade operacional.
   
         
ChevyStar
Equipamento para inibir furto e roubos
 

A General Motors do Brasil oferece pela primeira vez na linha Chevrolet um sistema de rastreamento – o ChevyStar – utilizado com as linhas S10 e Blazer. Permite a localização do veículo em caso de furto ou roubo por meio de um sistema de rádio-freqüência, tecnologia exclusiva que opera livre de interferência ou área de sombra, permitindo localizar o veículo mesmo em ambiente fechado e subsolos.

Em caso de roubo ou furto, basta o cliente acionar a central de atendimento Chevrolet comunicando a ocorrência e o sistema será ativado, passando a emitir um sinal silencioso e criptografado que permite a identificação do veículo. Imediatamente uma equipe, que conta com suporte móvel terrestre e aéreo, localizará e recuperará o carro com o apoio das autoridades, no menor tempo possível.

 
         
Rapidão cometa
Projeto para pequenas e médias empresas
Acompanhia implantou em Salvador e Recife um serviço com soluções customizadas através do transporte de cargas aéreo e rodoviário, prazo de entrega reduzido e tarifas competitivas, voltado para empresas de pequeno porte.
O Rapidão Primeira Hora é serviço rodoviário expresso que funciona porta a porta, com menor tempo de trânsito, prazo de entrega e tarifas competitivas, utilizando carretas, rastreadas via satélite, conduzidas por dois motoristas, diminuindo o prazo do transporte, uma vez que a carga nunca pára.
Em seis meses a expectativa é dobrar o faturamento com os clientes empresariais, observa o gerente comercial do Rapidão Cometa na Bahia e em Sergipe, Francisco Azevêdo. Estão sendo criados mais de 150 empregos, sendo 50 diretos.
 

Francisco Azevêdo
 
 
A empresa - Fundado há mais de 60 anos, o Rapidão Cometa, maior empresa de transportes do Norte-Nordeste e segunda do País, possui mais de 700 veículos e oferece soluções integradas em transporte aéreo, rodoviário e logística, atestadas com a Certificação ISO 9001. Conta com mais de 7 mil clientes ativos que movimentam 2,5 milhões de cargas ao ano em sua rede de 24 filiais, 23 agentes de carga aérea em todo o Brasil, atendendo 4 mil localidades, em 16 estados, além de 210 países através do acordo operacional com a FedEx.    
     
IPI
Menor alíquota prejudicará estados e municípios
     
O aumento das alíquotas do Pis e do Cofins não deve ser utilizado pelo Governo como moeda de troca para renovar a portaria que concedeu redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em favor da indústria automobilística, pois tal medida só provocará o enfraquecimento das tão combalidas receitas dos estados e municípios brasileiros.

A posição é do senador Rodolpho Tourinho (PFL-BA), argumentando que esta receita é compartilhada e não pode ser utilizada para compensar perda exclusiva de receita que é exclusiva da União. Se isto ocorrer, os estados perderão anualmente R$ 232 milhões e os municípios, R$ 243 milhões. Prejuízo incalculável e que contraria o espírito da reforma tributária.

Tourinho esclarece que em 1988 a receita compartilhada (IPI e Imposto de Renda) entre a União, Estados e Municípios representava 76% da receita total da Secretaria da Receita Federal e já em 2003 este volume experimentou uma queda de 44% do volume.
 

Senador Rodolpho Tourinho
     
           

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