Desvalorização
do câmbio e altos preços da nafta levaram a maior
companhia petroquímica da América Latina a registrar
prejuízo líquido contábil nos primeiros
seis meses de 2004, mas não impediram que registrasse
o melhor desempenho operacional em todos os seus indicadores,
acumulando um Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciações
e amortizações) de 34% - R$ 1,1 bilhão,
e receita líquida de R$ 4,9 bilhões, 10% a mais
do que no primeiro semestre de 2003.
A utilização da capacidade industrial da Braskem,
no último trimestre, cresceu 93% nas unidades de PVC,
91% nas de polietileno, 89% nas de polipropileno e 90% na de
eteno. Foram investidos US$ 7 milhões na unidade de polipropileno
de Triunfo (RS), elevando em 100 mil t/ano a sua capacidade
e US$ 8 milhões para incrementar em mais 50 mil t/ano
a produção de paraxileno em Camaçari. Até
julho de 2005 investirá US$ 28 milhões para aumentar
a capacidade de PVC (50 mil t/ano) em Alagoas e US$ 4 milhões
em Camaçari, destinados à produção
de polietileno (mais 30 mil t/ano).
As vendas de resinas termoplásticas no semestre somaram
684 mil toneladas (mais 23% em comparação a 2003)
e a receita líquida com exportações alcançou
US$ 353 milhões, 11% superior ao montante verificado
no mesmo período de 2003. Reduziu também a sua
relação entre dívida líquida e Ebtida
de 3,42 em março último para 3,28 no final de
junho, quando registrou saldo em caixa de R$ 1,9 bilhão,
compatível com os vencimentos previstos para os próximos
doze meses |
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José Grubisich, preside a Braskem |