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  Salvador - Bahia - Brasil - Julho de 2004 - ANO IX - Nº. 94
 
Contrução naval
Marinha dá o primeiro passo para transferir suas operações militares para Base de Aratu
No primeiro trimestre de 2005 ficarão concluídos os estudos técnicos e de viabilidade econômico-financeira visando a ampliação do dique seco da Base Naval de Aratu para 300 metros, criando o maior complexo de reparos e construção naval militar do Brasil, numa área de 2 milhões de metros quadrados.

O Jornal Bahia Negócios em sua última edição revelou as intenções da Marinha Brasileira, por motivos de logística e segurança do seu pessoal, em transferir para Salvador (BNA) os seus navios que ficam ancorados no porto do Rio de Janeiro, além de boa parte do contingente de pessoal ali estacionado.
 


Na solenidade, o diretor-geral da Marinha do Brasil, Almirante Euclides Duncan Janot de Mattos, o presidente da Emgepron, vice-almirante Napoleão Bonaparte Gomes e o diretor administrativo-financeiro, contra-almirante Márcio Menezes Miranda, com os diretores da UTC Engenharia S/A, Ricardo Ribeiro Pessôa e João de Teive e Argollo, ao lado do governador Paulo Souto, Emerson Simões (Sudic) e do secretário Otto Alencar (Indústria e Comércio).

 

O protocolo de intenções assinado pelo governo da Bahia, Marinha do Brasil, Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron) e a UTC Engenharia S/A definirá as várias etapas da execução das obras principais, destacando-se ampliação da vila residencial e dos vários diques, um dos quais mede 33 metros de largura com calado de 12 metros, atualmente utilizados para reparos. A BNA oferece perfeitas condições para abrigar o complexo naval, não só por sua localização geográfica, mas por ter um canal de excelente navegabilidade e diversas oficinas especializadas, além de estar ao lado das fontes de abastecimento de combustível.

A unidade será capaz de construir não apenas embarcações mercantes/civis como também navios de guerra, em uma segunda etapa. Sede do primeiro estaleiro do país, desde a época de Colônia, a Bahia foi pólo de construção naval até o Império, quando perdeu o posto, com a transferência da capital do país para o Rio de Janeiro. Hoje, na Base de Aratu, são realizados apenas serviços de reparos nas embarcações.
 
Artecola
Fábrica baiana em Dias D`Ávila incrementa sua produção de laminados para calçados
Nova tecnologia em laminados está sendo utilizada pela unidade baiana do Grupo Artecola (um dos principais fabricantes de adesivos industriais da América Latina e que este ano estima faturar US$ 72,5 milhões) com a fabricação do Rhenoprint, insumo usado como reforço interno nos calçados, determinando total eliminação do desperdício de matéria-prima, por não exigir operações de corte e desgaste, sendo totalmente reciclável.

Trata-se de uma evolução da tecnologia Rhenoflex, de laminados que, além de agilizar processos industriais, confere elevado grau de qualidade ao calçado, tanto visual como em termos de durabilidade e conforto. A empresa produz este laminado através de licenciamento para a América Latina, obtido em acordo de desenvolvimento tecnológico com o grupo Giulini Chemie GmbH, da Alemanha.

Na sua linha de produção em Dias D`Ávila, a Artecola já desenvolvia os laminados Rhenoflex, mas resolveu incluir o Rhenoprint, tendo em vista a crescente demanda por este insumo por parte das indústrias calçadistas da região, evitando assim importar o material que era fabricado em outra unidade do Grupo, no Rio Grande do Sul. Foi desenvolvido a partir da solicitação de reforços ecologicamente corretos da marca Try On, de calçados esportivos, que são produzidos pelo grupo Dilly, um dos mais importantes fabricantes de tênis da América Latina, através de suas unidades localizadas na Bahia (Santo Estevão e Vitória da Conquista) e em Itapipoca (Ceará).
 

Eduardo Knust
O diretor superintendente do Grupo Artecola, Eduardo Kunst, explica que as suas unidades nordestinas aumentam a competitividade da indústria da região, por agilizarem a entrega e reduzirem o custo de transporte dos insumos que fornece, maximizando estas vantagens logísticas investindo em frota própria de distribuição. O benefício não se restringe ao setor calçadista, mas também junto a outros segmentos para os quais o grupo fornece, dentre estes, o automotivo, o moveleiro e o gráfico.

Artecola - Gerando 1.150 empregos diretos, dos quais 150 no Exterior, o Grupo foi uma das primeiras empresas gaúchas a acreditar na potencialidade do Nordeste como pólo industrial, onde em 1989, instalou sua primeira fábrica em Campina Grande (PB), voltada à produção de adesivos. Possui oito plantas industriais no Brasil (RS, SP, BA e PB), duas na Argentina, uma no México e outra na Colômbia, além de Centros de Distribuição no Chile, Peru e México, além de distribuidores exclusivos no Uruguai, Paraguai, Bolívia, Equador, Colômbia e Venezuela.

 
Veracel
Área plantada garante madeira
Marcando mais um ano de constituída, a Veracel Celulose já produziu 19 milhões de mudas de eucalipto em 2003, além do plantio de 16.000 hectares, elevando-se a área total plantada para cerca de 70.000 ha, o que assegura as bases para implantação da fábrica no sul da Bahia.

Detentora da Certificação Ambiental ISO 14001, desde junho de 2003, com o uso das melhores práticas de manejo florestal e de produção sustentável, a companhia estabeleceu para este ano como meta as ações para a obtenção do certificado Cerflor (Programa Nacional de Certificação Florestal), referência nacional em termos de processo de certificação ambiental voluntária, que deverá ser conquistado até meados de 2005.

Recentemente, a Veracel aderiu ao Global Compact, um pacto da ONU (Organização das Nações Unidas), em que a empresa assume um importante compromisso com questões sociais e ambientais.
Os nove municípios situados na área de abrangência da empresa estão sendo beneficiados com o pagamento de impostos oriundos do Projeto (em ISS, só em 2004 foram arrecadados R$ 4.730.397, dos quais R$ 3.531.294 para Eunápolis, seguindo-se Belmonte com R$ 662.432).
 
Energia
Conde ganhará um parque eólico
A EdRB do Brasil assinou protocolo de intenções com a Secretaria de Infra-Estrutura do Estado da Bahia e a prefeitura de Conde, visando a implantação de um parque gerador de energia eólica nesta cidade, localizada no litoral norte baiano.

A empresa realizará um levantamento detalhado para indicar a viabilidade técnica e econômica do investimento em áreas selecionadas, cabendo à Prefeitura da cidade, com apoio da Secretaria, conseguir as autorizações ambientais para instalação das torres de medição e dos aerogeradores.

O fornecimento, a montagem e a instalação das torres e dos equipamentos de medição, leitura de dados e softwares serão de exclusiva responsabilidade da EdRB, que vai assumir também os custos de implementação, num prazo de dois anos, prorrogáveis por mais dois, informa o secretário Eraldo Tinoco
 

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