De
autoria do ex-senador Fernando Henrique Cardoso, projeto que
amplia a cobrança do Imposto sobre Serviços
de Qualquer Natureza (ISSQN) para todos os serviços
determinará o fim de milhares de micros e pequenas
empresas brasileiras, colocando-as na informalidade e provocando
desemprego em massa até o fim de 2003. A medida, tomada
por senadores, deputados, prefeitos e secretários da
Fazenda, alegando que acabará com a guerra fiscal entre
os municípios, e estava rolando há mais de 14
anos no Congresso, aumentará a arrecadação
municipal para R$ 15 bilhões nos próximos três
anos.
Nem mesmo os bancos de sangue foram poupados da sanha tributarista
que obrigará a todos os correntistas de bancos arcarem
com o tributo de 5 por cento por qualquer operação
bancária - inclusive via internet -, fornecimento de
talões, etc. Somente os artistas não serão
taxados em suas atividades. Isto significa que as empresas
que sobreviverem deverão repassar aos seus clientes
mais este custo sobre os serviços prestados.
Perigo - Otimista quanto às perspectivas
para as futuras reuniões do Copom e a taxa Selic, que
para ele em dezembro ficará em 19%, o vice-presidente
de investimentos da Sul América, Walter Brasil Mundell,
apontou a Lei de Responsabilidade Fiscal como maior herança
do governo de FHC para o de Lula. Acredita que reafirmar compromissos
como o de responsabilidade fiscal, regime de câmbio
flutuante, regime de metas da inflação e reformas
estruturais seja os grandes passos para a retomada do crescimento
econômico. "O governo prometeu aperto na liquidez
e o que vemos é deflação em vários
índices e a tendência é que a inflação
caia ainda mais, porém se mantém acima das metas
por conta da alta dos juros e neste segundo semestre é
preciso que o ajuste externo seja mantido, as reformas Tributária
e da Previdência deveriam ser mais agressivas, e nenhum
país cresce com 38%, 39% do PIB como o Brasil está.
Se a reforma fiscal não for mais forte, temo que a
carga tributária aqui no Brasil fique ainda maior",
disse.
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Há
consenso de que os juros vão cair, a questão é
com que velocidade. Os resultados da pesquisa Febraban de julho
mostram, pelo quarto mês uma queda nas projeções
de inflação. A taxa do IPCA - usado como balizador
para a política monetária - caiu de 12,03% em junho
para 10,93% em julho; a projeção para os próximos
doze meses é de um IPCA de 7,36%; e o IPCA para 2004 é
de 6,69%. As estimativas do IGP-M e o IPC-Fipe para 2003 também
se apresentaram menores em julho.
Segundo Roberto Luis Troster, economista-chefe da Federação
Nacional dos Bancos As taxas projetadas do dólar também
tiveram um comportamento semelhante aos índices de inflação
e se mostram declinantes pelo quarto mês consecutivo. A taxa
média do dólar para 2003 foi estimada em R$ 3,15 em
julho, e o dólar avaliado para dezembro de 2003 caiu para
R$ 3,20. O risco Brasil projetado para dezembro acompanhou a tendência
de queda dos meses anteriores, caindo para 696 pontos.
As projeções de juros se mostram otimistas. Na pesquisa
de maio, nenhum banco projetou a taxa Selic inferior a 20% para
dezembro de 2003; em junho, 4 bancos projetaram juros abaixo de
20% para dezembro de 2003; na pesquisa de julho, 13 bancos projetam
uma taxa inferior a 20% em dezembro de 2003.
A pesquisa mostra que a projeção média da
taxa Selic para dezembro de 2003 é de 20,30%, sensivelmente
inferior à projetada em junho que era de 21,24%. A mediana
das projeções da taxa para dezembro é de 20,10%.
É o quarto mês consecutivo em que a taxa de juros para
dezembro cai, mas nunca de forma tão expressiva. |
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Anapp
avalia Reforma da Previdência
Osvaldo do Nascimento, presidente da Anapp e diretor de Previdência
do banco Itaú, abre dia 1º de agosto, no Grand
Meliá/SP, o XIV Workshop para discutir as propostas
do governo para Reforma da Previdência, com a participação
do ministro Ricardo Berzoini, deputados João Paulo
Cunha, Valter Pinheiro, José Carlos Aleluia e Roberto
Brant. Diretor de marketing da entidade, Oriovaldo Lima Filho
anuncia também a participação de Luis
Carlos Trabuco Cappi (Bradesco), Omar Lima Dias (GBOEX), Nilton
Molina (Fenaseg/Icatu-Hartford)), Antônio Eduardo Trindade
(Unibanco/AIG), Edmilson Gama da Silva ( Caixa Vida e Previdência),
Luis Marinho e Paulo Pereira da Silva respectivamente presidente
da CUT e da Força Sindical), José Chechin (ex-ministro
da Previdência), Antônio Cássio dos Santos
(Mapfre/Vera Cruz Vida e Previdência), Renê Garcia
Filho (Superintendente da Susep), Fuad Jorge Noman Filho (secretário
da Fazenda de MG), Raul Veloso, Ives Gandra Martins, Kaizo
Beltrão (Pesquisador do IPEA e professor da Escola
de Estudos do IBGE). |
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