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  Salvador - Bahia - Brasil - Julho de 2003 - ANO VIII - Nº. 85
 
Escorcha
Lula sanciona lei que sanciona lei que fechará empresas

De autoria do ex-senador Fernando Henrique Cardoso, projeto que amplia a cobrança do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) para todos os serviços determinará o fim de milhares de micros e pequenas empresas brasileiras, colocando-as na informalidade e provocando desemprego em massa até o fim de 2003. A medida, tomada por senadores, deputados, prefeitos e secretários da Fazenda, alegando que acabará com a guerra fiscal entre os municípios, e estava rolando há mais de 14 anos no Congresso, aumentará a arrecadação municipal para R$ 15 bilhões nos próximos três anos.

Nem mesmo os bancos de sangue foram poupados da sanha tributarista que obrigará a todos os correntistas de bancos arcarem com o tributo de 5 por cento por qualquer operação bancária - inclusive via internet -, fornecimento de talões, etc. Somente os artistas não serão taxados em suas atividades. Isto significa que as empresas que sobreviverem deverão repassar aos seus clientes mais este custo sobre os serviços prestados.

Perigo - Otimista quanto às perspectivas para as futuras reuniões do Copom e a taxa Selic, que para ele em dezembro ficará em 19%, o vice-presidente de investimentos da Sul América, Walter Brasil Mundell, apontou a Lei de Responsabilidade Fiscal como maior herança do governo de FHC para o de Lula. Acredita que reafirmar compromissos como o de responsabilidade fiscal, regime de câmbio flutuante, regime de metas da inflação e reformas estruturais seja os grandes passos para a retomada do crescimento econômico. "O governo prometeu aperto na liquidez e o que vemos é deflação em vários índices e a tendência é que a inflação caia ainda mais, porém se mantém acima das metas por conta da alta dos juros e neste segundo semestre é preciso que o ajuste externo seja mantido, as reformas Tributária e da Previdência deveriam ser mais agressivas, e nenhum país cresce com 38%, 39% do PIB como o Brasil está. Se a reforma fiscal não for mais forte, temo que a carga tributária aqui no Brasil fique ainda maior", disse.

 
Febraban
Pesquisa projeta queda de juros e dólar cotado a R$ 3,20

Há consenso de que os juros vão cair, a questão é com que velocidade. Os resultados da pesquisa Febraban de julho mostram, pelo quarto mês uma queda nas projeções de inflação. A taxa do IPCA - usado como balizador para a política monetária - caiu de 12,03% em junho para 10,93% em julho; a projeção para os próximos doze meses é de um IPCA de 7,36%; e o IPCA para 2004 é de 6,69%. As estimativas do IGP-M e o IPC-Fipe para 2003 também se apresentaram menores em julho.

Segundo Roberto Luis Troster, economista-chefe da Federação Nacional dos Bancos As taxas projetadas do dólar também tiveram um comportamento semelhante aos índices de inflação e se mostram declinantes pelo quarto mês consecutivo. A taxa média do dólar para 2003 foi estimada em R$ 3,15 em julho, e o dólar avaliado para dezembro de 2003 caiu para R$ 3,20. O risco Brasil projetado para dezembro acompanhou a tendência de queda dos meses anteriores, caindo para 696 pontos.

As projeções de juros se mostram otimistas. Na pesquisa de maio, nenhum banco projetou a taxa Selic inferior a 20% para dezembro de 2003; em junho, 4 bancos projetaram juros abaixo de 20% para dezembro de 2003; na pesquisa de julho, 13 bancos projetam uma taxa inferior a 20% em dezembro de 2003.

A pesquisa mostra que a projeção média da taxa Selic para dezembro de 2003 é de 20,30%, sensivelmente inferior à projetada em junho que era de 21,24%. A mediana das projeções da taxa para dezembro é de 20,10%. É o quarto mês consecutivo em que a taxa de juros para dezembro cai, mas nunca de forma tão expressiva.

 

Anapp avalia Reforma da Previdência

Osvaldo do Nascimento, presidente da Anapp e diretor de Previdência do banco Itaú, abre dia 1º de agosto, no Grand Meliá/SP, o XIV Workshop para discutir as propostas do governo para Reforma da Previdência, com a participação do ministro Ricardo Berzoini, deputados João Paulo Cunha, Valter Pinheiro, José Carlos Aleluia e Roberto Brant. Diretor de marketing da entidade, Oriovaldo Lima Filho anuncia também a participação de Luis Carlos Trabuco Cappi (Bradesco), Omar Lima Dias (GBOEX), Nilton Molina (Fenaseg/Icatu-Hartford)), Antônio Eduardo Trindade (Unibanco/AIG), Edmilson Gama da Silva ( Caixa Vida e Previdência), Luis Marinho e Paulo Pereira da Silva respectivamente presidente da CUT e da Força Sindical), José Chechin (ex-ministro da Previdência), Antônio Cássio dos Santos (Mapfre/Vera Cruz Vida e Previdência), Renê Garcia Filho (Superintendente da Susep), Fuad Jorge Noman Filho (secretário da Fazenda de MG), Raul Veloso, Ives Gandra Martins, Kaizo Beltrão (Pesquisador do IPEA e professor da Escola de Estudos do IBGE).


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