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contas mensais na Bahia poderiam ser bastante reduzidas se
não estivesse sendo registrado no estado um dos maiores
índices de perdas de energia provocadas em boa parte
por quadrilhas especializadas na adulteração
dos medidores, ligações clandestinas e no religamento
de consumidores que tiveram o fornecimento cortado.
Do total de R$ 100 milhões que a cada mês não
entram nos cofres da Coelba, também cerca de R$ 27
milhões deixam de ser recolhidos em forma de ICMS,
recursos que poderiam ser revertidos em projetos de fundo
social ou investimentos em obras de infra-estrutura nas regiões
mais carentes do estado, principalmente no semi-árido.
A revelação é do feirense Moisés
Afonso Sales Filho, que acaba de assumir a presidência
da Coelba, acumulando o posto com a Diretoria de Gestão
de Ativos, além das atribuições inerentes
à vice-presidência, e vê-se diante de um
problema que atingiu a empresa com índice de 17,28%
em 2002, reduzido para 15,07% em janeiro de 2002, mas que
atingiu preocupantes 17,50% em outubro/novembro desse mesmo
ano.
Uma conta de energia de R$ 100,00 é assim composta:
R$ 43,00 em compra de energia e encargos setoriais (Chesf,
RGR, CCC, taxa de Fiscalização da ANEEL, uso
da rede e adicionais), R$ 26,00 para a Coelba (operação,
manutenção, administração do serviço
e remuneração do investimento) e R$ 31,00 direcionados
para impostos e taxas (ICMS, IPVA, COFINS, PIS, IRPJ, CSL,
IOF, CPMF, IPTU, Licenciamento Ambiental e Taxas diversas). |
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Moisés Afonso Sales Filho, presidente da Coelba
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