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  Salvador - Bahia - Brasil - Julho de 2003 - ANO VIII - Nº. 85
 
Bahiagás
Salvador receberá gás natural canalizado em residências, comércio e indústrias

A capital baiana torna-se mais civilizada e acompanha as grandes metrópoles do mundo ao acrescer no seu mix de vida a comodidade e a segurança do gás natural canalizado para boa parte do seu consumo, podendo chegar a 50 mil residências em 2005 e atingir a ambiciosa meta de 120 mil lares no ano de 2012. A velocidade com que a empresa distribuidora desse produto implanta a rede na cidade garante o projeto.

Neste mês de julho estará concluído o gasoduto tronco, num total de 25 km - investimento de R$ 60 milhões - que atenderá a demanda residencial, comercial e de gás natural veicular nos bairros da Pituba, Imbuí e Av. Magalhães Neto. A ampliação desse mercado permitirá à companhia totalizar um consumo de 4 milhões de metros cúbicos diários ao fim de 2003, incluindo-se nesse montante o segmento industrial com mais de 112 milhões de m³/dia.

Petrônio Lerche Vieira, diretor-presidente da Bahiagás - uma joint-venture formada pelo Estado da Bahia, Gaspetro (Petrobras) e Gaspart (Enron, cuja participação está em exame pela PGE para ser alienada), adianta que o projeto da empresa estende sua atuação para o interior com a construção dos gasodutos Candeias-Feira de Santana, passando por Nova Conquista, Oliveira dos Brejinhos e Humildes (atenderá basicamente o Centro Industrial, com destaque para a Pirelli, em fase de expansão) e o de Catu-Alagoinhas para abastecer, inicialmente, o Pólo Cerâmico e a fábrica da Schincariol. Já atua no fornecimento a 113 clientes localizados no Pólo Petroquímico de Camaçari, Centro Industrial de Aratu, Litoral Norte e Distrito Industrial de Alagoinhas através de uma rede de gasodutos com 225 km.

   
 
Petrônio Lerche Vieira, presidente da Bahiagás
   


Vieira esclarece que o gás natural, fracionado do petróleo, é composto basicamente de metano com teor de hidrocarbonetos superior a 90%, diferente do GLP - gás liquefeito de petróleo, produzido nas refinarias e distribuídos em botijões a granel. No primeiro caso existe uma enorme contribuição ao meio ambiente graças à não emissão de dióxido de enxofre na atmosfera, e ainda permite queima mais consistente na cocção de alimentos, sendo assim uma fonte energética abundante, menos nociva e mais segura. O produto, na área comercial, abastece a frota de veículos (19 postos em Salvador), hotéis, restaurantes, shoppings, hospitais, clínicas, supermercados e escolas. O Código de Obras da Prefeitura de Salvador exige instalações que permitam o abastecimento de gás canalizado.

Citando o Shopping Iguatemi, Hospital da Bahia e os loteamentos Aquarius e Pitubaville como exemplo de consumidores, Vieira explica que o gasoduto de Salvador, vindo de Mapele no correr da BR-324, passa pela Av. Luís Eduardo Magalhães, de onde se divide em dois ramais: um vai para a Estação Rodoviária, Rótula do Abacaxi, Dois Leões, Bonocô e Ogunjá (pronto em setembro) e outro a ser concluído em dezembro segue em direção ao Iguatemi e Itaigara.

Ledervin
Unidade de poliéster investirá R$ 110 milhões na construção de fábrica em Camaçari

A cadeia produtiva têxtil da Bahia vai ganhar um reforço de peso com o anúncio da Ledervin Indústria e Comércio Ltda, controlada pelo grupo têxtil J. Serrano, de São Paulo, em promover a instalação de uma fábrica para a produção de filamentos de poliéster no estado, orçada em US$ 110 milhões e com capacidade de 150 mil toneladas anuais.

A nova empresa criará 480 empregos diretos, gerando faturamento de R$ 500 milhões/ano quando estiver com sua operação plena, devendo utilizar a mais moderna tecnologia disponível para o processamento dos filamentos, destinados à produção de tecidos, tapetes, cortinas e outros artigos da indústria têxteis e largamente utilizados nas áreas industriais, principalmente no ramo de pneumáticos.

A fábrica compreende uma unidade de policondensação e mais duas plantas têxteis. A área de policondensação é considerada como unidade petroquímica e suas matérias-primas principais são o ácido tereftálico (PTA) e o monoetilenoglicol (MEG), produzido no Pólo Petroquímico de Camaçari. O secretário de Indústria, Comércio e Mineração, Otto Alencar disse que o governo baiano apóia o empreendimento com a concessão de incentivos fiscais e financeiros do Programa de Desenvolvimento Industrial e de Integração Econômica do Estado da Bahia (Desenvolve), de acordo com o protocolo de intenções assinado com a empresa.


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