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  Salvador - Bahia - Brasil - Julho de 2003 - ANO VIII - Nº. 85
 
Air France
Novo terminal do aeroporto Charles de Gaulle atenderá 10 milhões de passageiros

Maior companhia aérea da Europa (desbancou a British), a Air France faturou US$ 12,5 bilhões em 2002 ao transportar 42 milhões de passageiros, e ao lado das companhias parceiras da aliança Sky Team (Aeromexico, CSA Czech, Delta e Korean) iniciou a operação do novo Terminal 2E no Aeroporto Paris-Charles de Gaulle com capacidade anual de atendimento de 6 milhões de passageiros, chegando a 10 milhões a longo prazo.

A abertura do Terminal 2E é a primeira fase na implantação de um novo sistema aeroportuário girando em torno dos terminais 2E, 2F e seus satélites, parte do novo sistema aeroportuário a formar o centro do futuro hub da Air France e Sky Team no Paris-CDG2, planejado para otimizar as conexões de passageiros e bagagens oferecendo mais de 16 mil oportunidades semanais de conexões em menos de 2 horas.



Francis Richard, diretor da Air France para o Brasil

O acordo com a Boeing prevê a compra de seis aeronaves B777, no valor de US$ 544 milhões, com o financiamento através do Export-Import Bank e Barclays PLC . Os novos aviões serão utilizados em rotas internacionais substituindo os atuais B, conforme previsto pelo plano comercial da empresa. Nos próximos meses, a Alitalia incluirá outros cinco Boeing 777 aos cinco que já estão operando em rotas para o Japão e Nova York, tornando-se uma das mais novas da Europa

Em plena fase do projeto de privatização e visando seu fortalecimento diante das incertezas da economia mundial, a Air France está formatando ações no sentido de construir um conglomerado em médio prazo, objetivando não só crescer, mas também garantir um mercado dentro de sua área de atuação e projeções para o futuro. Hoje atua em 80 cidades da Europa através de 15 mil conexões semanais partindo do CDG2, reduziu 15% dos vôos para os Estados Unidos, ampliou o número de freqüências para a África e lançou promoções no Brasil.

O Terminal 2E - Planejado pelos arquitetos e engenheiros da ADP - Aeroportos de Paris, custou 750 milhões de euros na sua construção e o pátio de obras foi um dos maiores da França, envolvendo mais de 400 empresas, enquanto que a AF investiu 50 milhões de euros (instalações, salas de embarque, equipamentos, sistemas de informação etc). O projeto consiste basicamente em um prédio principal com 450m de comprimento e uma plataforma de embarque com 650m, que terá capacidade final de operação de até 17 aeronaves simultaneamente e mais de 10 milhões de passageiros/ano.

A introdução gradual do check-in para todos os destinos a partir de qualquer posição garante um atendimento mais rápido e fácil aos passageiros, assim como a instalação de 400 monitores de tela plana TFT (thin film transistor), que fornecem orientações úteis e informações atualizadas aos passageiros durante sua permanência no terminal.

Os 900 funcionários da AF (42% mulheres e 58% homens) vieram de todas as áreas do hub Paris-CDG para trabalhar no Atendimento ao Cliente e Operação de Aeronaves em conexão entre vôos de longa e média distância, que representam 70% do total de passageiros atendidos no hub. Além da Air France, a Aeromexico, CSA Czech, Delta Air Lines e Korean Air operam na asa Oeste do Terminal 2F Schengen, uma vez que seus vôos são entre os 13 países do espaço Schengen (da União Européia, excluindo o Reino Unido e Irlanda, que assinaram o acordo de Schengen sobre livre circulação de pessoas). Os vôos para a América do Sul partirão tanto do terminal 2E (Buenos Aires, Santiago do Chile e Cidade do México), quanto do terminal 2C (Rio de Janeiro, São Paulo, Bogotá e Caracas).

Varig/TAM
Marcas e empregos serão mantidos

Os empregados das duas companhias aéreas poderão ficar tranqüilos pelo menos até setembro quando deverá ser sacramentado o processo de integração, prevendo-se um aporte de dinheiro estimado em US$ 600 milhões a fim de manter o esquema até dezembro, prazo final da fusão. Nesta época será definido o nome da nova companhia.
O Conselho Curador da Fundação Rubem Berta (FRB) afirma que os ativos da Varig valem muito mais do que os 5% prometidos pela sua futura participação no modelo de reestruturação, adiantando que o governo federal deve R$ 3 bilhões correspondente às perdas tarifárias entre fevereiro de 1988 a março de 1993 e mais R$ 1,4 bilhão de ICMS pago indevidamente aos estados.

Maiores credores da Varig e da TAM, o Banco do Brasil, Infraero e a BR Distribuidora assumirão mais da metade das ações das companhias pós-fusão, sendo responsáveis pela indicação dos gestores nas áreas administrativa, comercial e financeira, cabendo a técnicos experimentados comandar as operações e a manutenção.

A renegociação da dívida da Varig - hoje estimada em US$ 1,2 bilhão que corresponde a US$ 582 de pagamentos atrasados e US$ 327,7 milhões em dívidas a pagar - considera imprescindível receber um socorro imediato de US$ 120 milhões até agosto para permitir sobrevida da companhia até concluir o processo. No relatório encaminhado ao BNDES, o Banco Fator, responsável pela modelagem da fusão, projeta um prejuízo de US$ 103 milhões no caixa da Varig no fim desse mês.

Outro problema a preocupar a Associação dos Pilotos da Varig (Apvar) e também a Fundação Rubem Berta é o destino da dívida trabalhista e previdenciária da companhia que chega à casa de R$ 1 bilhão, segundo um relatório da consultoria GGR Finance, contratada pela entidade dos empregados. Outro problema sério dentro da Varig é a demissão quase que semanal de presidentes (já está no quarto desde 2002) e diretores, criando um clima de indecisões de ordem política, administrativa, financeira e operacional.

 

Cid Moraes Franco assumiu a gerência comercial da Vasp em Brasília. Trabalhou na LBA, Itapemirim Turismo, Salvatur, Voetur, Rio-Sul, Varig e no Brasília Convention e Visitors Bureau

 

Demissões

Fechando 2003 com um perdas de US$ 6 bilhões (US$ 9 bilhões em 2002), a indústria de aviação dos Estados Unidos, sofre novo baque com o aviso da Boeing, maior fabricante mundial de aviões, que planeja demitir de 4 mil a 5 mil funcionários até o final do ano, por causa do desaquecimento da demanda por novos jatos. Desde os ataques terroristas de 11 de setembro, a Boeing cortou 35 mil postos de trabalho.


TAP

O brasileiro Fernando Pinto renovou seu contrato com a empresa aérea portuguesa e continuará no cargo de administrador-delegado até dezembro de 2004, cargo em que foi nomeado desde maio de 2000. Houve ligeira redução no seu salário, mas ele garante que este ano dará um lucro entre 12 e 15 milhões de euros à TAP, que amargou prejuízos de 122 milhões antes da entrada de Pinto.


Como ficará ?

Air France e Luftansa - parcerias, respectivamente da TAM e da Varig estão preocupadas com o processo de fusão das empresas brasileiras.Concorrentes diretas no mercado latino-americano, as duas companhias européias temem prejuízos em suas operações, principalmente entre o Brasil e o Velho Mundo.


Promoção da American

O passageiro que viajar com a American Airlines em Primeira Classe ou Classe Executiva até 14 de setembro de 2003, poderá obter um bilhete grátis em classe Econômica para voar para qualquer destino operado pela companhia ou qualquer outra parceria no AAdvantage. A viagem do bilhete gratuito deverá ocorrer no período de 15 de setembro a 31 de março de 2004, sendo a reserva feita através da Central de Reservas, com pelo menos 14 dias de antecedência em relação à data de embarque (datas de embargo poderão ser aplicadas).

   

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