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Salvador - Bahia - Brasil - Fundado em 12 de Agosto de 1995
ANO XII - Nº. 128 - Julho de 2007
Odebrecht quer ser uma das 5 maiores produtoras de álcool.
Para moer 40 milhões de toneladas de cana anualmente, fará aquisições.

Líder na América Latina nos segmentos de engenharia e construção e química e petroquímica, a Organização Odebrecht, aos 62 anos de existência, surpreende o mercado nacional e internacional anunciando a disposição de entrar na produção de açúcar e álcool, realizando um mega-investimento de R$ bilhões até 2012.

Com capital fechado gerido pela Odebrecht e seus parceiros, a nova empresa utilizará recursos próprios e financiamentos de bancos. Já foi adquirida uma usina de álcool no interior de São Paulo e novas plantações de cana serão desenvolvidas nos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Goiás.

Ruy Sampaio, diretor de Investimentos da Odebrecht S/A, explica que o foco de atuação da empresa será o mercado brasileiro, mas sabe-se que um dos produtos, o etanol, atrai cada vez mais a atenção da população mundial, por ser um combustível verde. Foi elaborado um plano arrojado e estruturado para que, no médio prazo, esteja entre os cinco maiores produtores do setor, diz ele.


Em pé: Luiz Pereira de Araújo Filho, Clayton Hygino Miranda e Zenilton Rodrigues de Mello. Sentados: Roger Haybittle e Eduardo Pereira de Carvalho.

A Odebrecht atuará desde a produção e moagem de cana até a venda dos produtos finais, passando pelas etapas de logística e transportes, além de atuação no comércio no Brasil e no exterior. Após a análise de vários setores, exerceram papel decisivo na definição do novo ramo de negócio o seu expressivo potencial de crescimento, em níveis nacional e internacional, e as vantagens competitivas e de liderança do Brasil nesse segmento.

Serão criados núcleos concentrados de produção de cana e instalações de usinas (clusters), e em decorrência da proximidade geográfica, o modelo permite a redução de custos na produção, transporte, logística e comercialização, otimizando os resultados. Alinhar a ampla experiência na gestão e suporte de recursos da Odebrecht com a de seus executivos nesse ramo específico são dois diferenciais para dar credibilidade ao negócio e ganhar o mercado, garante Sampaio.

As usinas receberão a mais moderna tecnologia de produção, com maquinários de última geração e com os cuidados sócio-ambientais, uma norma de procedimento em acordo com a política de todas as empresas da Organização Odebrecht. A forma de gestão da Organização, que privilegia a governança corporativa e as melhores práticas de gestão e negócios, constituem o nosso diferencial perante a concorrência, conclui o Diretor.

Para que as condições conjunturais e de mercado favoráveis pudessem ser amplamente aproveitadas e potencializadas, a Organização optou por empresários-parceiros com expertise no ramo: Clayton Hygino de Miranda, Zenilton Rodrigues de Mello, Roger Maynard Haybittle, Eduardo Pereira de Carvalho e Luiz Pereira de Araújo Filho.

Quem são - Miranda, 51 anos, engenheiro químico com MBA em Administração de Negócios na Universidade Mackenzie. Foi vice-presidente e presidente da Coimex Trading Company (empresa brasileira exportadora de commodities agrícolas, como açúcar, álcool, café, milho e carne). Especializado em legislação comercial internacional, integra a Câmara Setorial de Açúcar e Álcool do Ministério da Agricultura.

Mello, 53 anos, entrou aos 14 no Banco Nacional. Trabalhou na General Motors do Brasil e Unilever (14 anos) onde foi diretor financeiro divisional, no Brasil e no exterior. Participou da reestruturação financeira da Chocolates Garoto, Pirelli Cabos, Vicunha e Grupo Abril. Vice-presidente administrativo-financeiro da Coimex Trading, onde atuou no desenvolvimento de negócios. Administrador de Empresas pela Fundação Lusíadas de Santos, graduou-se em Psicologia pela Faculdades Metropolitanas Unidas, com cursos de especialização em finanças, marketing e TI na Grã-Bretanha, Estados Unidos, Itália e Brasil.

Haybittle, 44 anos, tem experiência de 20 anos em commodities na Cargill, Louis Dreyfuss e Copersucar. Em 7 anos na Coimex Trading, foi diretor de açúcar e álcool. Atuou no comércio internacional, desenvolvimento de joint ventures, em parcerias e administração de ativos industriais no exterior, sendo administrador de empresas pela PUC gaúcha.

Carvalho, 69 anos, economista pela FEA-USP, onde foi professor de Macroeconomia Programação Econômica, Planejamento Governamental e Economia Brasileira. Ex-coordenador da Assessoria Econômica do Ministério da Fazenda (1970/1974), secretário da Agricultura e Abastecimento de São Paulo (1979/1980) e secretário-geral do Ministério da Fazenda (1980/1981). Ocupou diretorias da Vale do Rio Doce, Banespa, Prever Previdência Privada, Banco Safra, Agroceres., Continental Banco, e presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica).

Araújo, 41 anos, está na Odebrecht há 19 anos onde entrou como trainee do Projeto Transporte de Massa de Salvador/Programa Jovem Parceiro. Administrador de empresas pela UCSAL, Master em Finanças pela PUC-RJ e Executive MBA do IMD, em Lausanne/Suíça. Foi gerente administrativo/financeiro no Brasil, diretor administrativo/financeiro das subsidiárias da Odebrecht na África do Sul, Angola e Portugal e este ano faz parte do Programa de Açúcar e Álcool da empresa.

 
Gás mais caro


Apesar do desmentido da Petrobras, haverá novo aumento para o gás natural este mês (2,45%), depois dos 29,12% em maio. Davidson Magalhães, presidente da Bahiagás, está preocupadíssimo.

Água de coco em pó

O pesquisador José Ferreira Nunes (Uece) testou a água de coco na função de diluidor de sêmen para inseminação artificial de cabras leiteiras, após experiências em suco de tomate, leite de cabra e caldo de cana. A água de coco, como insumo básico, pode ser meio de cicatrização de tecidos humanos, conservante de tecidos e órgãos para transplantes, membrana de hidrogel para queimados, prótese óssea e dentária substitutiva. O hormônio isolado tornou-se a primeira patente biológica do Brasil depositada na França pela da Embrapa.


Óleo de soja

O grupo Natura, líder na extração na Espanha, pretende instalar uma unidade na Bahia para a fabricação de biodiesel. Investimentos de 150 milhões de euros para processar 1,5 milhão de toneladas de soja, o que representa 60% da produção baiana. Para atender a demanda o secretário de Agricultura, Geraldo Simões estima expandir a área de produção em pelo menos mais 600.000 ha.


Suzano

João Cornério assume a Diretoria da Unidade de Negócios Florestal, após 15 anos na International Paper/Champion Papel e Celulose. Recentemente era sócio e diretor da STCP Engenharia de Projetos e RFesco/Finagro.


Gás natural

Qatar, Nigéria, Austrália, Egito, Irã, Rússia e Iêmen são os maiores exportadores do GNL do mundo. Maiores importadores são os Estados Unidos, Espanha, Reino Unido, Itália, Índia, China e Portugal.


 

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