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  Salvador - Bahia - Brasil - Janeiro/Março de 2004 - ANO IX - Nº. 90
 
Nova fábrica
Aracruz Celulose poderá investir mais US$ 900 milhões em outro projeto na Bahia

Até o final deste ano estarão concluídos os estudos e levantamentos técnicos nos estados da Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Amapá e Pará, para definir a localização de uma nova fábrica de celulose branqueada no Brasil, com investimentos em torno de US$ 900 milhões, cuja construção começará em 2008 para funcionar a pleno vapor em 2011. Poderá ser repetida a joint-venture entre a Aracruz e a Stora Enso que criou a Veracel, empresa responsável pela implantação de uma unidade de celulose na cidade de Eunápolis, no sul da Bahia e onde serão colocados recursos da ordem de US$ 1,300 bilhão.
São considerados pontos importantes para a localização da nova unidade uma forte base florestal, fontes energéticas, proximidade de um porto para escoamento da produção e concreta política de incentivos fiscais. O estado da Bahia que já consolidou um pólo produtor de celulose - a Bahia Sul, do Grupo Suzano Feffer, pretende duplicar sua produção na fábrica de Mucuri - apesar de ainda dispor de áreas dedicadas ao reflorestamento com eucaliptos, sente-se prejudicada com o projeto apresentado por José Sarney, criando uma mega Zona Franca que engloba o Amazonas, Pará, Amapá e Acre.

A Aracruz - Empresa líder mundial na produção de celulose branqueada de eucalipto, quinta maior exportadora do país - totaliza 242 mil hectares de plantios próprios, mais 121 mil hectares de reservas nativas, mantém um Programa de Fomento Florestal de 53 mil hectares com 2,6 mil produtores rurais e em 2005 tornar-se-á auto-suficiente de madeira. Sua produção hoje é de 2 milhões de toneladas/ano de celulose e já em 2005 acrescentará mais 300.000 de 1 milhão que sairão da Veracel quando totalmente concluída. Em 2003 registrou um lucro líquido de R$ 870,2 milhões (em 2202, apenas R$ 12,1 milhões), os investimentos em capital totalizaram R$ 627,9 milhões, adquiriu o complexo industrial da Riocell/RS (US$567 milhões) e aumentou sua participação acionária em 5% na Veracel (US$ 10 milhões).

               
       
  Carlos Aguiar, presidente da Aracruz, e os diretores João Felipe Carsalade, Walter Lídio Nunes e Isac Zagury, apresentaram os resultados de 2003
Pneus
Continental disputará mercado com a Pirelli, Michelin, Goodyear e Bridgestone/Firestone


Dentro do seu plano global de expandir as atividades em países que ofereçam baixo custo de produção e alta taxa de crescimento, a Continental AG investirá mais de 250 milhões de euros na nova fábrica de pneus a ser construída a partir do próximo semestre, em Camaçari (BA). Quando concluída a sua segunda fase em 2008, estará produzindo 8 milhões de unidades, representando faturamento anual em torno de US$ 290 milhões. Uma das quatro principais fabricantes de pneus do mundo, chegou ao final do ano passado com uma produção de 91 milhões de unidades para carros de passeio, e 5,4 milhões de pneus de carga, ocupando a liderança no mercado alemão e o segundo lugar entre os pneus mais comercializados na Europa.

Estimando absorver 1,2 mil empregos diretos, a nova fábrica destinará 80% dos 7 milhões de pneus para automóveis e 1.000 milhão para veículos comerciais, aos países integrantes do Nafta, ampliando assim sua presença na região em 30%, dentro de um mercado que aumentará 11%, chegando a 382 milhões de unidades num prazo de 4 anos. O Grupo Continental emprega mais de 64 mil pessoas, registrou no ano passado um faturamento da ordem de US$ 11,4 bilhões nas 21 fábricas de pneus, 40 unidades produtoras de correias, mangueiras e coxins, além de outras 16 plantas de freios, localizadas em diversos países, entre os quais Alemanha, Áustria, Argentina, Equador, Bélgica, França, Itália, México, Portugal, Espanha, Suécia, Reino Unido e Estados Unidos.

 

Renato Sarzano

Renato Sarzano, diretor-superintendente de Operações da Continental na América Latina, adianta que a planta industrial ocupará uma área de 800 mil metros quadrados, e será integrada por um armazém de matéria-prima, sala de misturação, áreas de produção de pneus para veículos de passeio e de pneus para caminhões, armazém de distribuição, subestação e caldeira, área social, apoio médico, vestiários, setor administrativo, utilidades, portarias e estacionamentos para veículos de passeio. Na primeira fase, o projeto terá 700 empregos diretos na implantação da unidade de produção de pneus de carros de passeio, cuja previsão de início das obras é junho próximo. A partir de junho de 2006 começa a fase de expansão do complexo industrial, quando a empresa passará a produzir também pneus para caminhões, empregando mais 500 funcionários, aproximadamente.

Através da Sudic o governo baiano executará os serviços de terraplenagem de uma área suficiente às duas primeiras fases de implantação da empresa, implantará o sistema para drenagem de águas pluviais, disponibilizará até a porta da unidade industrial uma linha de distribuição e uma subestação, um poço tubular profundo para assegurar o fornecimento de água, e uma linha de telecomunicações, incluindo cabeamento. Também realizará as obras de acesso à fábrica (rua pavimentada com sinalização viária vertical e horizontal, asfaltamento nas ruas vizinhas, dotadas de calhas de drenagem e guias), iluminação pública e seu entorno, além de toda a cerca.

No Brasil - Desde 1997 no país, a Divisão Pneus da Continental responde por 44,7% do faturamento, onde atende, através dos seus 400 pontos de vendas, os veículos da BMW, Ford, Mercedes-Benz, Porsche e VW/Audi, líder na fabricação de sistemas de freios, componentes de chassi, produtos eletrônicos para veículos, pneus e elastômeros.

Ouro
Empresa canadense reabrirá mina em Jacobina
A mina de ouro da Mineração Jacobina, que pertencia a canadense William Resources e foi adquirida pela Desert Sun Mining Corporation (DSM), voltará a funcionar no próximo mês de outubro, estimando produzir três toneladas anualmente, durante 30 anos de exploração, proporcionando um faturamento de US$ 40 milhões.
Stan Bharti, presidente da empresa, disse que a crise no setor, em 1998, levou ao fechamento da mina, mas a alta nos preços internacionais (US$ 400/onces) reativou os negócios, levando a DSM a colocar US$ 35 milhões na unidade baiana, dos quais US$ 5 milhões em pesquisa geológica.
Existe interesse dos canadenses em investir futuramente na Bahia em projetos minerais envolvendo níquel, cobre e zinco. O investimento inicial é de R$ 30 milhões, que pode chegar a R$ 100 milhões.
Na fase atual de implementação do projeto, a empresa já emprega 150 pessoas. "Com a entrada em operação da jazida, serão mil empregos diretos", disse o vice-presidente de operações da DSM no país, Kurt Menchen. A unidade inicia pré-produção em outubro, com previsão de atingir plena capacidade em fevereiro de 2005. Além dos empregos diretos, os projetos da empresa prevêem 100% de aquisição de insumos na Bahia.

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