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  Salvador - Bahia - Brasil - Janeiro/Março de 2004 - ANO IX - Nº. 90
 
Brahma
Empresa construirá Centro de Distribuição em Salvador, aplicando US$ 7 milhões

O Nordeste não é mais cadeira cativa da Brahma, pois a companhia perdeu diversas posições e hoje amarga um quarto lugar dentre os maiores consumidores de cerveja da região. Campeonissima de vendas, segundo o relatório do Instituto Nielsen, é a Nova Schin, que encerrou o mês de janeiro com um market share de 26,4%, derrubando a Skol da liderança (24,7%), enquanto que a empresa da AmBev contentou-se com apenas 19,5% do mercado.

Na capital baiana, em dezembro, a Nova Schin - bem alavancada através da propaganda desenvolvida pela Fischer América, capitaneada por Washington Olivetto - teve uma participação de 33,5% no mercado, tirando a Skol (31,5%) do primeiro lugar. A exposição da marca da companhia de Itu, que possui uma fábrica baiana na cidade de Alagoinhas, ganhou contorno mais ampliado no Carnaval, ao adquirir com bastante antecedência uma das cotas master do patrocínio oficial da festa, o que lhe permitiu estar presente em todos os circuitos, até mesmo desfilando lado a lado com o famoso cordão carnavalesco Filhos de Ghandi, que nos seus 55 anos após ser fundado, jamais permitiu propaganda de cerveja em suas apresentações públicas.

 

Alexandre Loures (diretor de comunicação da AmBev) e Ligia Gonçalves (gerente nacional de marketing da Brahma)
   
Correndo atrás do prejuízo, a AmBev resolveu concentrar a maior parte de sua verba destinada ao Carnaval- cerca de R$ 5 milhões - para Salvador, onde patrocinou 14 blocos e ainda o camarote de Daniela Mercury, detentor de boa exposição na mídia nacional e internacional. Fora dos festejos de Momo e caindo mais na real, desenvolve um projeto para construir mega Centro de Distribuição dos seus produtos, localizado ás margens da rodovia Salvador-Feira, ao qual destinou recursos em torno de US$ 7 milhões. As obras ficarão a cargo da construtora baiana Sarti Mendonça.
Schincariol
Adriano Schincariol, 27 anos, presidente

Maior fabricante brasileiro de cerveja, o Grupo Schincariol promoveu uma reestruturação em sua administração, assumindo o novo presidente que já trabalhava há 11 anos na empresa, e criou um Conselho Consultivo, com dez integrantes, sendo dois profissionais do mercado, que se encarregarão das questões estratégicas do Grupo (bebidas, transportes, pecuária e mineração), além de avaliar novas oportunidades de negócios. Dentro do novo modelo de gestão, sob a coordenação do diretor superintendente, as diretorias ganharão autonomia e orçamento próprios para tratar das questões operacionais.

Ser a segunda do mercado é a meta traçada pelo publicitário Eduardo Fischer, com base em números do instituto de pesquisa AC Nielsen, que desde o lançamento da nova cerveja em setembro do ano passado, a margem entre a Nona Schin e a Brahma diminuiu consideravelmente. Em setembro, a Brahma tinha 20,2% de participação de mercado, enquanto a Nova Schin contava com 8,6%, e, seis meses depois, a diferença é de apenas cinco pontos percentuais: 13% e a concorrente 18%.

Com relação ao recente negócio da AmBev com a belga Interbrew, o empresário Adriano Schincariol afirmou que vai recorrer ao Cade para que sejam asseguradas as condições de competitividade no mercado, caso aprovada a venda do controle da AmBev.

 
Kaiser
Contrato com a rede tropical de Hotéis
 
A Kaiser e a Rede Tropical de Hotéis assinaram um contrato que garante a presença exclusiva dos produtos da cervejaria na rede de hotéis. O início da parceria coincidiu com o lançamento do novo sabor da Kaiser e com a realização do Carnaval do Hotel Tropical da capital baiana, patrocinado pela empresa.

Robert Coallier, presidente da Kaiser e Agostinho Alberto Pereira Leite Neto, diretor executivo da Rede Tropical de Hotéis, do Grupo Varig, ressaltaram o caráter estratégico da parceria nas unidades hoteleiras de Manaus, João Pessoa, Alagoas (Costa dos Corais), duas em Porto Seguro, Salvador, Araxá (MG) e Foz do Iguaçu.
 
Coca-Cola
Briga com a Dolly chega na Polícia Federal
 
O Subprocurador Geral da República, representante do Ministério Público Federal junto ao CADE, Moacir Guimarães Morais Filho, encaminhou ao Delegado Paulo Lacerda, Diretor Geral do Departamento de Polícia Federal, ofício solicitando abertura de Inquérito Policial para melhor apuração dos fatos denunciados pela empresa nacional de refrigerantes Dolly.

A Dolly, desde agosto do ano passado, ingressou em todas as instâncias com documentos e provas contra a Coca-Cola, acusando-a de concorrência desleal, abuso do poder econômico e práticas criminosas. Recentemente, o caso foi agravado ainda mais com as denúncias ampliadas em fevereiro, provando que a Coca-Cola contratou vários lobistas, entre eles, Alexandre Paes dos Santos, o APS, para tentar impedir a continuidade das denúncias junto ao CADE, ao SDE, e à Câmara Federal.

Vários integrantes e ex-integrantes da Coca-Cola, chamados para prestar depoimentos na Procuradoria Geral da República, não compareceram, fato que agravou ainda mais as denúncias. Uma das testemunhas da Dolly, Geraldo Denardi, sócio da Videplast Indústria de Embalagens Ltda (rótulos) confirmou, que a Coca-Cola exerceu pressões para que o mesmo abandonasse o fornecimento de insumos (rótulos) aos tubaineiros e à própria Ragi Refrigerantes (engarrafadora Dolly).
 

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