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  Salvador - Bahia - Brasil - Janeiro de 2005 - ANO X - Nº. 99
 
Fraudes
Mais de 1,2 milhões de carros clonados e adulterados nas cidades brasileiras

O brasileiro não se preocupa muito com a procedência e o histórico de carros adquiridos fora das concessionárias e o resultado disso é que dos 25 milhões de veículos nacionais e importados em circulação no País, cerca de 1,2 milhões estão em situação irregular. Boa parte deles são clonados ou têm adulteração de placa e chassi. O alerta é de Mário Cássio Maurício, diretor da Checkauto, empresa especializada em sistemas e serviços de segurança veicular.

Uma média de mil veículos é furtada ou roubada diariamente no Brasil, dos quais 48% recuperados pela polícia, 7% contrabandeados para o exterior, 15% vão para desmanches e os 30% restantes realimentam o mercado de veículos clandestinos. A solução para se combater o negócio de carros roubados e diminuir a irregularidade é investir cada vez mais em produtos e serviços que informem a população sobre o histórico e a procedência dos veículos.

A empresa lançou no mercado uma caneta, do tamanho de uma esferográfica, capaz de detectar se um carro está com a pintura original intacta ou se foi repintado. Idealizada pelos técnicos da Checkauto, o aparelho tem um dispositivo que mede com exatidão quais as partes do veículo foram repintadas, facilitando o trabalho de comercialização dentro das concessionárias e lojas de automóveis.

Pequena e leve pode ser transportada até no bolso da camisa e sua utilização é bastante simples, bastando encostar e puxar a ponta da caneta na lataria do veículo. Um cilindro interno se move e indica o estado da pintura: verde, amarelo e vermelho. Se o cilindro apontar para a cor verde, a pintura é original, no amarelo, indica que o carro recebeu, naquela área do teste, um reparo leve, e se aparecer vermelho, é sinal de que aquele ponto está coberto de uma grossa camada de tinta. Nos pontos de massa plástica, a caneta não adere à lataria do carro, o que revela naquela área o uso de massa. Para se obter um resultado mais preciso da medição, é aconselhável que a caneta seja aplicada em diferentes parte de uma mesma peça.

 
 

Ford

O novo porto da Ford na baía de Aratu receberá o nome de Miguel Oliveira, ex-diretor da empresa na Bahia, morto em acidente rodoviário. Construída pela Odebrecht, com recursos do governo baiano, o terminal está pronto e sua inauguração depende de algumas licenças ambientais.


Nova concessionária

A Ford ganha mais um parceiro em Salvador com a inauguração da Jubiabá, localizada na Avenida Barros Reis. O mercado precisa ser sacudido.


Leva-e-traz

Os clientes da Danton Peugeot contam com um serviço de transporte terceirizado que o leva e traz da concessionária para qualquer local de Salvador, ao preço de R$ 11 a corrida. Idealizado por Felipe Macedo que pretende estender a novidade a outras empresas situadas na Avenida Paralela.


Reprovadas

O Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi) fez uma pesquisa de qualidade nas 22 principais oficinas de Salvador, incluindo as concessionárias. Foram aprovadas com a nota máxima apenas quatro: Santa Cecília (Barros Reis), Saveiro (Stela Maris), Saveiro Veículos (Frederico Pontes) e Tonicar (Rua João Pimenta Bastos).


Jet Ski

Ainda não será desta vez: o Tribunal de Justiça negou apelação do Estado do Paraná que pretendia cobrar o Imposto de Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) dos proprietários destes aparelhos

 
Peças
Concessionárias cobram 620% a mais dos seus clientes

Proprietários de veículos no Brasil estão assustados com o valor de peças e acessórios praticados pelas concessionárias, que chegam a cobrar até 620 por cento daquele pago por elas nas fábricas. Ninguém se atreve, hoje, a deixar seu veículo em uma concessionária e autorizar os serviços – mesmo os de revisão – sem ter em mãos um orçamento.

O problema agora atingiu níveis tão exorbitantes que as montadoras estão respondendo na Justiça uma ação civil pública movida pelo promotor Geovane Serra Azul, do MP de São Paulo contra as empresas Volkskswagen, General Motors, Fiat e Ford a fim de obrigá-las a reduzir os preços das peças vendidas por meio das concessionárias, que são obrigadas, por um acerto interno, a adquirir 70 por cento das peças diretamente das montadoras.

A ação de 64 páginas, assinada pelo promotor de Justiça do Consumidor, Gilberto Nonaka, cita números da promotoria que passou dois anos ouvindo fabricantes de peças, de automóveis e concessionários. O trabalho envolveu até a participação do Instituto de Pesquisa Tecnológica (IPT), da USP, para comparar a qualidade entre peças ditas originais das montadoras e as de lojas no varejo. A Federação Nacional da Distribuição de Veículos (Fenabrave), que representa as 4.800 concessionárias do país, recorreu ao MP depois de um mal-sucedido pedido de intervenção da Secretaria de Direito Econômico (SDE) cinco anos atrás. As montadoras aguardam a decisão judicial para falar sobre o assunto.

 
Carro quebrado, prejuízo certo
   
 
Elétricos
Engenheiro quer utilizar bicicletas e carros
Proprietário de um veículo elétrico da marca Suzuky, importado da Califórnia, o industrial e engenheiro Felício Sadalla conseguiu adaptar o motor do carro para uso de baterias nacionais e utilizá-lo pelas ruas e avenidas de São Paulo, quando o deslocamento envolve pequenas distâncias. Defende a utilização de bicicletas e carros elétricos como solução do caos do trânsito e o uso de motores elétricos nas balsas que fazem pequenas travessias.

Podendo atingir 25 km/h contra os atuais 15 km/h de velocidade dos automóveis no trânsito a bicicleta elétrica já foi desenvolvida em vários países e existem kits (US$ 200) para serem adaptados nas bicicletas convencionais, contendo uma bateria compacta, semelhante a de uma motocicleta, permitindo o uso do motor elétrico nas subidas e nos movimentos que peçam maior força do usuário.
 
   
Vendas
1,578 milhão de unidades vendidas
As vendas de automóveis, caminhões e ônibus em 2004 alcançaram 1,578 milhão de unidades, um crescimento de 10% em relação ao ano anterior e o melhor resultado desde 2002, segundo a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), com base em informações do Renavan (Registro Nacional de Veículos Automotores) de emplacamentos. Somente em dezembro foram vendidos 178 mil veículos, 30,6% a mais do que no mesmo mês de 2003.

A participação de mercado da GM foi a maior no acumulado do ano, de 24,51%. Em seguida vêm Fiat (23,77%), Volkswagen (22,16%) e Ford (10,93%). Por modelo, as vendas do Gol tiveram a maior participação, de 14,07%; as do Fiat Palio, 10,19%, e do Corsa, 9,94%. No caso dos comerciais leves (modelos esportivos), os de maior participação foram o Ecosport (17,57%), o Fiat Strada (13,48%) e o Montana (9,77%).
 
   

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