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  Salvador - Bahia - Brasil - Janeiro de 2003 - ANO VIII - Nº. 79
 
Retalhado
Senadores e deputados querem dividir o Brasil em mais 15 estados

Além da Bahia, também Mato Grosso, Pará, Ama-zonas, Pernambuco, Maranhão e Piauí poderão perder grandes áreas físicas, reduzindo seus territórios, se os projetos que prevêem novo ciclo de divisão política e administrativa do país forem aprovados dentro do Senado e Câmara Federal. A maioria das propostas leva a assinatura do ex-ministro das Comunicações de FHC, deputado Pimenta da Veiga, que espera vê-las em vigor a partir de um único projeto de decreto legislativo.

Já estão sendo examinadas iniciativas de parlamentares que criam 15 estados e um território federal nas regiões Norte e Centro-Oeste, os quais, caso sejam aprovados, ampliariam o fracionamento da representação política federativa, acrescendo 128 novos deputados federais e mais 32 senadores ao atual quadro do Congresso, que é composto por 594 parlamentares.

Outro efeito nocivo é o aumento das despesas públicas, sobretudo por parte da União que teria obrigação de custear a instalação e manutenção da burocracia governamental desses estados, representando 16 novas Assembléias Legislativas, com 384 vagas para deputado estaduais, acompanhadas por 16 Tribunais de Justiça, igual número de Tribunais de Contas e de estruturas para o Ministério Público.

A SALADA TERRITORIAL BRASILEIRA
ESTADO NOVOS
Mato Grosso
Mato Grosso do Norte, Aripuanã e Araguaia
Pará Carajás, Xingu e Tapajós
Amazonas Rio Negro, Solimões, Juruá, Uirapuru e Madeira
Bahia Rio São Francisco
Piauí Gurguéia
Pernambuco Fernando de Noronha (território federal)
Maranhão Maranhão do Sul
  Fontes: Senado Federal e Câmara dos Deputados
*Projetos para desmembramento, em exame na Câmara e no Senado
OS NOVOS MUNICÍPIOS
COMPANHIAS 1991 2000 Crescimentos (%)
Até 5.000 habitantes 740 1.382 86,8
De 5.001 a 10.000 habitantes 1.055 1.382 24,0
De 10.001 a 20.000 habitantes 1.299
1.384 6,5
De 20.001 a 50.000 habitantes 926 963 4,0
De 50.001 a 100.000 habitantes 284
29 5,3
De 100.001 a 500.000 habitantes 162
194 19,8
Mais de 500 mil habitantes 25 31 24,0
    Fontes: Senado Federal e Câmara dos Deputados
*Projetos para desmembramento, em exame na Câmara e no Senado
 
   

Já receberam sinal verde dentro de algumas Comissões do Congresso a instalação do estado do Rio São Francisco, por desmembramento da Bahia; do Gurguéia (Piauí); do Mato Grosso do Norte (Mato Grosso); do território federal de Fernando de Noronha (hoje pertencente a Pernambuco), Aripuanã e Araguaia (Mato Grosso), Carajás, Xingu e Tapajós (Pará), Rio Negro, Solimões, Juruá, Uirapuru e Madeira (Amazonas).

Escândalo - Parte da pressão pela criação de uma dezena e meia de novos estados deriva de conflitos políticos estaduais acirrados a partir do nascimento de 1.070 novos municípios na última década, sendo que 610 não passam de cinco mil habitantes e suas existências refletem a expansão do povoamento do interior do país. O número de municípios desse porte cresceu 86,8% entre 1991 e 2001 - informa o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no livro "Indicadores Sociais Municipais". Só no Rio Grande do Sul, em 10 anos, surgiram164 novos municípios (de 333 para 497) enquanto que o Piauí, que até 1991 era dividido em 118 cidades-sede, conta agora com 222.

Previdência
Juízes do trabalho criticam declarações do Ministro

Se vai dar tempo, não se sabe, mas o fato é que a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado aprovou requerimento de informações sobre denúncias de irregularidades em projetos financiados pelo Banco do Nordeste (BNB), no período entre 1995 e 2002, conforme solicitação dirigida ao ministro da Fazenda, Pedro Malan, pelo senador Eduardo Suplicy (PT-SP).

O senador Ademir Andrade (PSDB-PA) concordou em seu relatório com a importância das informações solicitadas por Suplicy para identificar as causas de alguns ralos que permitem a drenagem de recursos públicos, porém restringiu o seu pedido de informações apenas aos empréstimos com valores que ultrapassem R$ 300 mil.



Juiz Hugo Melo Filho

Byron de Queiroz, presidente do BNB, e mais seis diretores são acusados de improbidade administrativa e em outra ação criminal por crimes contra o sistema financeiro e formação de quadrilha em processos de autoria do Ministério Público Federal. O juiz da 5ª Vara da Justiça Federal do Ceará, Antônio Carlos de Martins Mello, onde tramita uma das ações cíveis, alertou, na semana passada, os acusados para o risco de uma modificação estatuária no atual contexto, diante de uma convocação de AGE.

Os bens móveis e imóveis, inclusive contas bancárias, de Byron Queiroz e dos outros seis acusados continuam indisponíveis, desde o último dia 18 de novembro, por liminar da Justiça, sendo também réus Ernani José Varela de Melo, Osmundo Evangelista Rebouças, Raimundo Nonato Carneiro Sobrinho, Antônio Arnaldo Menezes, Ivo Ademar Lemos e Marcelo Pelágio da Costa Bonfim.

O pedido de afastamento imediato dos acusados da direção do BNB, tendo em vista a indisponibilidade dos seus bens, continua tramitando na 12ª Vara da Justiça Federal, depois que o juiz resolveu transferir a decisão.

 
Astros

Embora as eleições tenham ocorrido a três meses, uma feiosa placa com as propagandas eleitorais dos deputados Pedro Irujo e Carlos Gaban continua incólume na entrada da paradisíaca Praia do Forte. Há quem diga que permanecerá no local indefinidamente, mesmo que os poderosos assim não a queiram.

Ungido

Muita gente que abandonou Benito Gama, por ter perdido a disputa eleitoral, agora corre atrás dele, entoando loas. Seu nome foi indicado para assumir a cobiçadissima Diretoria de Habitação da Caixa Econômica Federal, verdadeira dona da chave do cofre.

Muita fome

O jantar de adesão para homenagear o ministro do Trabalho, Jaques Wagner, fechou com mais de 50 pessoas na fila de espera, todos ávidos para prestigia-lo. Wagner, sem dúvida, foi até agora, com corajosas propostas, o mais polêmico integrante do governo Lula e será a pedra de toque na discussão do novo Salário Mínimo, a vigorar em maio.

Em alta

José Ronaldo, prefeito de Feira de Santana, está sendo apontado como o melhor administrador municipal da Bahia. Apesar de contar com poucos recursos, está transformando a maior cidade do estado num oásis.

Nas nuvens

Antônio Imbassahy, prefeito de Salvador, não conseguiu disfarçar sua timidez ao ouvir de Rubens Aprobbato, presidente da Ordem dos Advogados da Bahia, que estava acompanhado de ma