Justiça é mais rápida e anula as demissões de empregados da Vulcabras/Azaleia na Bahia, antes do encontro com o Governador
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Os 1.200 desempregados das 6 fábricas da empresa de calçados nas cidades baianas de Potiraguá, Itarantim, Maiquinique, Ibicuí, Iguaí e Itororó, que seriam fechadas este mês. Terão um Natal mais tranqüilo. A juíza plantonista Ana Lúcia Moreira Álvares, atendendo pedido formulado pelo Ministério Público do Trabalho em ação civil pública ajuizada pelo Procurador do Trabalho Marcos de Jesus, e o Procurador-chefe do MPT, Pacífico Rocha, tornou sem efeito todas as demissões sem justa causa realizadas pela Vulcabrás/Azaleia, que tem prazo de 10 dias para estabelecer negociação com o Sindicato dos trabalhadores. Será definido um plano de demissão que reduza os efeitos sociais da decisão de encerrar as atividades das fábricas do grupo e estabeleça critérios claros para os que optarem por permanecer na empresa e para os que escolherem o desligamento. Além de manter o pagamento dos salários e benefícios a todos os empregados, foi estipulada multa de R$ 5.000 por cada trabalhador afetado pelo que chama de “medidas abusivas”, em caso de descumprimento da decisão. Assim, fica sem efeito a reunião agendada para esta quinta feira, às 10h, na Governadoria, convocada pelos secretários James Correis (Indústria, Comércio e Mineração) e Cézar Lisboa (Relações Institucionais) com os prefeitos Olyntho Moreira (Potiraguá), Gideão Mattos (Itarantim), Jesulino Porto (Maiquinique), Cláudio Kalil Dourado (Ibicuí), Ronaldo Moitinho (Iguaí) e José Adroaldo Almeida (Itororó). O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Calçados de Itapetinga e Região – Sindverdade, Sidney Mendes, disse que a Vulcabras/Azaleia ofereceu emprego em cidades distantes 120 km das residências dos demitidos.
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