fale conosco | expediente | edições anteriores| anunciantes do mês|como anunciar

Home| Aviação | Carnaval | Comercio | Finanças| Geraldo Vilalva Informa| Hotelaria | Imóveis| Indústrias |
Petroquimica
| Política| Propaganda| Saúde| Telecomunicações| Transportes & Veículos | Turismo|

Salvador - Bahia - Brasil - Fevereiro de 2007 - ANO XII - Nº. 123
Petroquímica de Paulínia custará US$ 300 milhões à Petroquisa e Braskem
Cadeia produtiva final das empresas será responsável pela criação de 25.000 postos de trabalho, diretos e indiretos.

Entrará em produção no primeiro trimestre de 2008 a nova unidade industrial de polipropileno de classe mundial que será construída pela joint-venture formada pelas duas empresas. O projeto é mais uma etapa do novo posicionamento estratégico da Petrobras para o setor petroquímico, deixando de ser apenas investidora para participar ativamente da administração dos empreendimentos.

A fábrica tem capacidade para produzir até 350.000 toneladas/ano de polipropileno, resina termoplástica com maior taxa de crescimento de consumo e de larga aplicação em praticamente todos os segmentos industriais, especialmente em embalagens para alimentos, utilidades domésticas, frascos para produtos de higiene pessoal e limpeza, peças automotivas etc.

A matéria prima (propeno) será fornecida pelas refinarias da Petrobras de São José dos Campos (Revap) e em Paulínia (Replan) que estão passando por processos de modernização, com investimentos de US$ 365 milhões. Estas obras não só atenderão à nova demanda como também aumentarão o processamento de petróleo nacional, melhorando a qualidade dos combustíveis.


José Sérgio Gabrielli, presidente Lula, José Carlos Grubisich (Braskem) e o ministro Márcio Fortes

Uma geração de 1.500 empregos diretos na fase de construção, mais 200 diretos e 400 indiretos na fase de operação, e se considerar as empresas que utilizarão o polipropileno de Paulínia como matéria prima para produção de produtos petroquímicos e produtos finais, a previsão é de 25.000 postos de trabalho, diretos e indiretos.

O capital acionário da Petroquímica Paulínia tem 60% da Braskem, líder do mercado latino-americano de resinas termoplásticas, e 40% da Petroquisa. O projeto conta com competitividade diferenciada pela combinação de escala de classe mundial e a mais moderna tecnologia de produção disponível no mercado, aportada pela Braskem.

O BNDES financiará R$ 566,2 milhões do projeto que terá sua produção destinada tanto para o mercado interno, sobretudo para atender a região Sudeste, consumidora de 60% da resina, quanto ao externo. Na análise o Banco constatou que nos últimos anos houve uma tendência no Brasil de substituição de materiais tradicionais de embalagem (aço, alumínio, vidro e papel) por plástico, estimulando a demanda no mercado interno por produtos petroquímicos adequados ao uso em várias aplicações, incluindo construção, processos industriais, agricultura e embalagens.

Oxiteno.
Pesquisas e desenvolvimento ganham R$ 96,1 milhões.

Pedro Wongtschowski, novo presidente da Oxiteno - maior produtora de especialidades químicas do país e líder nos mercados em que atua, e principal fabricante de óxido de eteno e derivados da América Latina - começa 2007 com dois grandes trunfos: substitui Paulo Cunha na direção e prepara-se para desenvolver 104 novos projetos tecnológicos.

 


Pedro Wongtschowski
A Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) continua apoiando o programa de inovação e crescimento sustentado da empresa, que em 2003 recebera R$ 53,5 milhões para o lançamento de 112 novos produtos, registro de 8 patentes e aumento de 8% do faturamento.
Mais recursos.
BNDES disponibiliza R$ 17,6 bilhões para a petroquímica até 2010.

Os investimentos do setor petroquímico em novos projetos de primeira e segunda geração atingirão R$ 17,6 bilhões entre 2007 e 2010 - crescimento médio real de 33,7% ao ano em relação ao volume investido no período de 2003 a 2006, de R$ 5,5 bilhões -permitindo um aumento de 45% na capacidade de produção de eteno, principal insumo petroquímico, ante o nível atual, de 3,4 milhões de toneladas/ano.

Parte das novas unidades de polietileno, polipropileno, PET, e PVC ao entrarem em funcionamento a partir de 2012 trarão impactos positivos sobre a balança comercial brasileira, proporcionando ao Brasil uma economia de divisas de US$ 6,8 bilhões, reduzindo o déficit comercial de produtos petroquímicos previsto para 2013, de US$ 8 bilhões, caso não houvesse investimentos no setor nos próximos anos.

Os projetos de ampliação da produção de petroquímicos básicos empregarão matériasprimas alternativas, como gás natural, gases de refinaria e petróleo pesado. Os novos investimentos vão agregar valor ao óleo pesado, produzido nas plataformas brasileiras e exportados a preços inferiores ao petróleo leve, que será utilizado como matéria-prima na cadeia petroquímica.

A indústria química brasileira ocupa a nona posição mundial. É responsável por 4,0% do PIB do País e 12% do produto da indústria de transformação. Engloba quase 5 mil empresas que geram mais de 300 mil empregos diretos, e responde pelo recolhimento de 15% dos tributos da indústria de transformação. Em 2005, a indústria química teve um faturamento líquido de R$ 169,3 bilhões (US$ 69,5 bilhões).

 

fale conosco | expediente | como anunciar | anunciantes do mês | edições anteriores
Jornal Bahia Negócios - Todos os direitos reservados®2002  |  Desenvolvimento: Traço Design