Os investimentos do setor petroquímico em novos projetos de primeira e segunda geração atingirão R$ 17,6 bilhões entre 2007 e 2010 - crescimento médio real de 33,7% ao ano em relação ao volume investido no período de 2003 a 2006, de R$ 5,5 bilhões -permitindo um aumento de 45% na capacidade de produção de eteno, principal insumo petroquímico, ante o nível atual, de 3,4 milhões de toneladas/ano. Parte das novas unidades de polietileno, polipropileno, PET, e PVC ao entrarem em funcionamento a partir de 2012 trarão impactos positivos sobre a balança comercial brasileira, proporcionando ao Brasil uma economia de divisas de US$ 6,8 bilhões, reduzindo o déficit comercial de produtos petroquímicos previsto para 2013, de US$ 8 bilhões, caso não houvesse investimentos no setor nos próximos anos. Os projetos de ampliação da produção de petroquímicos básicos empregarão matériasprimas alternativas, como gás natural, gases de refinaria e petróleo pesado. Os novos investimentos vão agregar valor ao óleo pesado, produzido nas plataformas brasileiras e exportados a preços inferiores ao petróleo leve, que será utilizado como matéria-prima na cadeia petroquímica. A indústria química brasileira ocupa a nona posição mundial. É responsável por 4,0% do PIB do País e 12% do produto da indústria de transformação. Engloba quase 5 mil empresas que geram mais de 300 mil empregos diretos, e responde pelo recolhimento de 15% dos tributos da indústria de transformação. Em 2005, a indústria química teve um faturamento líquido de R$ 169,3 bilhões (US$ 69,5 bilhões). |