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  Salvador - Bahia - Brasil - Dezembro de 2004 - ANO X - Nº. 98
 
Mamona
Bahia será o maior fornecedor do país para uso na produção de combustível

Com uma produção de 126,5 mil toneladas de mamona/ano em uma área de 142 mil hectares na região semi-árida (safra 2004/2005), a Bahia é o maior produtor de mamona do país, e poderá nos próximos três anos alcançar 282 mil hectares, ao incrementar em mais 140 mil hectares a área plantada, ser o maior fornecedor de mamona do país para a produção de biodiesel. Esta perspectiva será viabilizada a partir do Projeto de Desenvolvimento da Lavoura Familiar de Mamona, que beneficiará seis mil famílias de pequenos produtores em 190 municípios já zoneados para o cultivo.

É um biocombustível renovável e biodegradável usado como aditivo para motores de combustão interna com ignição por compressão, obtido a partir de fontes renováveis, derivado de óleos de plantas agrícolas ou de gorduras animais, e é ecologicamente recomendável. Vem de um processo de transexterificação, que consiste na utilização do óleo vegetal misturado ao álcool etílico ou metílico e mais um catalisador, podendo ser o hidróxido de sódio ou e potássio. Dessa reação saem dois produtos, o biodiesel e a glicerina, sendo que para cada 100 litros de biodiesel produzido são retirados 10 litros de glicerina. No processo também consta a desumificação do óleo, ou seja, a retirada de água em forma de vapor.

 

Pedro Barbosa, secretário da Agricultura da Bahia
   
 
Para a exploração comercial do biodiesel, a Petrobrás já está montando no Nordeste uma indústria com capacidade de 10 toneladas/dia, onde foi observada, para a escolha da localidade, a estrutura da empresa na exploração do diesel comercial. Protótipo de uma usina de biodiesel, com capacidade de produção de 20 litros/hora, de combustível, inclusive com demonstração da utilização do óleo em cem por cento, em um veículo de carga já foi montado pela EBDA.
 

Vibrac System

As obras da fábrica em Camaçari começarão em janeiro e irá produzir isoladores termoacústicos para automóveis, com investimentos de R$ 10 milhões.


Pirelli dá milhas

Os clientes das 600 revendas Pirelli de todo o Brasil para cada R$ 3,00 gastos terão creditada 1 milha no cartão Smiles. No País desde 1929, onde possui cerca de 5.500 funcionários e cinco unidades produtivas, o Grupo é líder de mercado nos diversos setores em que atua.


Audi fora?

A queda das vendas da Audi no Brasil despencaram pela metade (6 mil apenas) e os alemães já pensam em desativar a produção do A3 na fábrica em São José dos Pinhais (PR). Leonardo Senna, representante da montadora, está desesperado.Não estão boas as vendas da ASudi noe o empresário Leonardo.


Fora Mercedes?

A Chrysler-Mercedes Benz em Juiz de Fora está na marca do pênalti. O prefeito eleito, Alberto Bejani, é contra a presença da fábrica, que, segundo ele, só trouxe problemas para a cidade e o Estado, além de vultosas isenções, prejudiciais ao desenvolvimento local. Vai brigar na Justiça.


Fiat

Uma pick up Fiat Strada Malibu foi a marca de 2,5 milhões de veículos destinados à exportação, recorde na indústria automotiva brasileira, desde o primeiro Fiat 147 exportado, em 1976, significando divisas superiores a US$ 8,6 bilhões, para o Brasil, com clientes em mais de 100 países.

   
Fiat
Primeiro veículo inteiramente concebido no Brasil será lançado em 2005

A companhia está investindo R$ 515,2 milhões em novos projetos na unidade industrial de Betim (MG), onde mantém o único centro de desenvolvimento de veículos do grupo fora da Itália, onde trabalham mais de 500 pessoas, capacitado para produzir da concepção inicial do veículo até protótipos.

A diretoria do BNDES aprovou financiamento no valor de R$ 120 milhões para a Fiat Automóveis investir R$ 99,5 milhões no de desenvolvimento do novo Palio, R$ 20 milhões em melhorias e modernização da unidade industrial de Betim (MG) e R$ 500 mil no projeto social na comunidade. Com o investimento, no total de R$ 515,2 milhões, a empresa desenvolveu o novo produto com elevado índice de nacionalização e irá incrementar as exportações para o mercado sul-americano e mexicano.

Serão executadas obras civis; montagens e instalações, despesas operacionais, capital de giro, máquinas e equipamentos nacionais. Os investimentos necessários ao projeto vêm sendo realizados com recursos da empresa desde 2001. Apesar de terem sido lançadas, em novembro de 2003, a versão dois volumes, em junho de 2004, as versões sedan, perua e picape, o projeto continuará a demandar investimentos até o final de 2005, para adaptação aos diferentes mercados externos. As áreas que mais requerem investimentos na linha de produção são as etapas de estampagem, funilaria e montagem.

 
   
Vale
Camaçari com Terminal Multimodal
A Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) no Complexo Industrial de Camaçari, o Tercam, novo conceito para a sua área de Logística, área total de 280.000 m², tendo nesta primeira fase do projeto, capacidade para movimentação de 100.000 contêineres/ano e que faz parte dos R$ 400 milhões de investimentos em 2004.

Integra diversos modais de transporte (ferrovia, rodovia e porto), além de serviços de navegação costeira e de longo curso e mais um centro de armazenagem e de distribuição de produtos. O Terminal foi projetado para ampliar a competitividade e o nível de prestação de serviços para segmentos de peso, entre eles siderurgia, construção, produtos químicos e cargas conteinerizadas, como bens de consumo e autopeças.
 
Citroën/Toyota
Modelos projetados em conjunto em 2005
Após três anos de cooperação produtiva, em 2005 começam as vendas no mercado europeu dos modelos compactos Toyota Aygo, Peugeot 107 e Citroën C1, após o lançamento oficial no Salão de Genebra, em março. Apesar de compartilharem diversos componentes estruturais e peças, têm desenhos exclusivos, que expressam as distintas personalidades de cada uma das marcas.

Criados em uma plataforma comum, os três veículos serão produzidos na planta da Toyota Peugeot Citroën Automobile (TPCA), em Kolín (República Tcheca). O desenvolvimento dos modelos e a construção da planta foram realizados dentro do prazo programado pelas duas Companhias, anunciado em julho de 2001. A fábrica terá uma capacidade produtiva de 300 mil veículos, sendo 100 mil para a Toyota.
 

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