Câncer
de pele
Médico
brasileiro testa em Miami, com sucesso, nova vacina em seres humanos
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"esperançosa", uma nova vacina contra o câncer,
ainda não aprovada pelo governo, está sendo
testada com sucesso há mais de um ano e os resultados
dos estudos clínicos conduzidos por médicos
da Flórida (USA) serão publicados brevemente
na revista especializada Seminars in Oncology, e estudos clínicos
se estenderão a todo o território dos Estados
Unidos.
O diretor do Programa de Melanoma do Centro de Cancerologia
e co-diretor da Divisão de Hematologia e Cancerologia
do Mount Sinai Medical Center de Miami Beach, Dr. José
Lutzky, professor-clínico assistente da Escola de Medicina
da Universidade de Miami, médico brasileiro do Rio
Grande do Sul, especialista em oncologia e hematologia, explica
que entre os diferentes tipos de vacina testados, uma delas,
chamada antiidiótipo (um anticorpo dirigido contra
um determinante idiotípico de um outro anticorpo),
foi estudada por cinco anos. O médico refere-se ao
caso de dois pacientes jovens com melanoma metastático
(tumor originado na pele que sofre metástase - a transferência
da doença de uma parte do organismo para outra não
diretamente conectada a ela) que foram tratados com a vacina.
Em um deles, o processo de metástase levou o câncer
para o cérebro e, no outro, para o baço. "Mas
houve resposta ao tratamento e ambos estão vivos ha
mais de quatro anos.
Outra vacina também em fase de estudos clínicos
é a denominada "oncófaga" (que se
alimenta de tumor), que se baseia em uma técnica conhecida
como "tecnologia da proteína de choque térmico,
já existindo uma lista grande de pacientes que desejam
participar desse estudo, o que, segundo o médico, ainda
é muito cedo para se prognosticar resultados sobre
ele. Uma das diferenças fundamentais entre as duas
vacinas é a de que, no caso da antiidiótipo,
não é necessário extrair tecido do tumor
do paciente para produzir a vacina, enquanto isso se torna
necessário, no caso da vacina oncófaga. |
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Dr. José Lutzky |
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Cuidados - O estudo clínico em andamento restringe
a participação de pessoas que já se submeteram
à cirurgia para remoção de tumor. Entretanto,
são candidatos ao estudo pacientes que tiveram tumores de
pele removidos cirurgicamente, mas que têm tumor em qualquer
órgão devido à metástase. Na metástase,
as células cancerosas que se transferem para outros órgãos
são as mesmas do tumor original - nesse caso, um melanoma.
Outra restrição é a de que o tumor deve, pelo
menos, pesar sete gramas e ter dois centímetros quadrados,
de forma que seja possível extrair dele tecido suficiente
para produzir a vacina, esclarece o médico.
De acordo com o Dr. Lutzky, as vacinas não atacam diretamente
o tumor, fazem com que o sistema imunológico recrute células
para executar essa tarefa, constituindo a melhor forma de tratar
da doença, porque a imunização, uma vez administrada
a uma pessoa, torna-se uma defesa permanente do organismo e dispensa
o uso de medicamentos. Alguns pacientes latino-americanos que chegam
à Miami pela manhã, tomam a vacina e pegam um avião
de volta para seus países à noite, pois as vacinas
são inicialmente administradas uma vez por mês e, depois,
a cada dois meses, durante o tratamento. Elas têm sido aplicadas
apenas em pacientes que contraíram a doença, e para
se chegar a uma vacina preventiva do câncer para toda a população,
ainda vai levar bastante tempo, adiantando que antes de uma vacina
poder ser administrada ao público em geral, é preciso
comprovar que é segura e eficaz para os pacientes que já
desenvolveram a doença.
A busca de médicos e cientistas por um tratamento mais
eficaz para o câncer se justifica em dois fatos: a doença
tornou-se mais comum e os tratamentos tradicionais são ineficazes,
e de acordo com ele o melanoma é uma epidemia, pois a incidência
desse tipo de câncer vem aumentando em todo o mundo na última
década e ainda não há indicações
de que o número de novos casos possa diminuir no futuro.
Nos Estados Unidos, o melanoma é o quinto tipo de câncer
mais comum entre os homens e o sexto, entre mulheres. Na América
Latina, é difícil de se conseguir dados estatísticos
da doença e no Brasil, não dispomos de estatísticas
confiáveis e sabemos que muitos casos sequer são registrados",
declara o Dr. Lutzky.
O médico considera que a quimioterapia não é
muito eficaz no tratamento do melanoma, a grande maioria dos pacientes
não responde bem a esse tipo de terapia, preferindo dedicar
aos estudos clínicos relacionados ao sistema imunológico
porque sabe-se há muito tempo que ele exerce papel fundamental
no combate ao melanoma e outros tipos de câncer; á
medida que descobre-se novas formas de estimular o sistema imunológico,
chega-se mais perto do controle da doença.
Na área da imunoterapia, as pesquisas científicas
caminham em duas outras direções, diversas daquelas
das vacinas e os pesquisadores buscam formas de fazer com que o
próprio organismo do indivíduo trate de combater o
melanoma através de medicamentos fortificadores do sistema
imunológico ou de injeção de anticorpos. |
Hospital
da Bahia
Começará
a funcionar em dezembro de 2003 |
| Salvador
contará com mais 180 novos leitos e serviços
especializados na área de diagnóstico e terapia,
com o funcionamento do Hospital da Bahia, que acrescerá
mais de 2.500 postos de trabalhos à capital do estado,
representando aporte de recursos da ordem de US$ 55 milhões.
O canteiro de obras, na Av. Prof. Magalhães Neto, bairro
da Pituba, atualmente registra 336 trabalhadores, sendo 280
na construção civil, 40 na área logística,
15 em consultoria médica e 1 na superintendência
do estabelecimento). No primeiro ano absorverá 955
empregos diretos e 1.623 empregos indiretos, nas mais diversas
áreas hospitalares.
Apesar da instituição necessitar de trabalhadores
especializados para operar os equipamentos de tecnologia avançada
que serão instalados no Hospital, o diretor de finanças
do Grupo Fator - responsável pela construção
da estrutura física do prédio - Francisco Augusto
Prata Ramos, destaca que a preferência da empresa é
utilizar a mão-de-obra local que necessitará
de cursos de atualização para o exercício
de determinadas funções. Enquanto os profissionais
da área de informática e alimentação
passarão por treinamentos, ministrados por especialistas
de outros estados e países, os serviços das
áreas de limpeza, segurança e lavanderia poderão
ser realizados por profissionais do mercado local. |
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Jadelson Andrade, diretor-médico do Hospital
da
Bahia |
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Privilegiar profissionais baianos para ocupar o corpo médico
do hospital é a intenção do Grupo que iniciou
contatos com médicos que saíram para fazer residência
em outros estados e em centros de saúde com tecnologia avançada.
A economia baiana também receberá incremento positivos
nas vendas de gêneros alimentícios e produtos hospitalares,
pois a intenção é comprar alimentos e suprimentos
no comércio, privilegiando fornecedores e representantes
regionais de produtos hospitalares, sendo a melhor opção
logística e que beneficiará a economia local.
Os procedimentos quanto ao posicionamento do conselho médico,
gestão de ações, projetos e funcionamento de
centros de estudo também já foram analisados pela
instituição que terá como superintendente médico,
o cardiologista baiano, Jadelson Andrade.
Grande porte - A colocação do ponto
mais alto da estrutura do prédio do Hospital da Bahia foi
comemorada com a Festa da Cumeeira que reuniu médicos e autoridades
da sociedade baiana, no dia 5 de dezembro, no saguão do empreendimento,
projetado para prestar um serviço de qualidade com tecnologia
de ponta aos seus clientes. |
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