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Eleições
Levantamento
da Transparência Brasil confirma compra de votos no último
pleito |
Pesquisa nacional sobre a prática
de compra de votos, realizada pelo Ibope para a Transparência
Brasil e a União Nacional dos Analistas e Técnicos
de Finanças e Controle entre 14 e 17 de novembro de 2002,
revelou que nas eleições de outubro/ novembro cerca
de 3% dos eleitores receberam oferta de candidatos ou cabos eleitorais
para vender o seu voto.
Entre os benefícios oferecidos está em primeiro lugar
o dinheiro (56%), seguido de bens materiais (30%) e favores da administração
(11%). Em pesquisa anterior deste gênero, realizada após
as eleições municipais de 2000, 6% dos eleitores afirmaram
que receberam oferta de vender o voto por dinheiro. Os dados da
pesquisa indicam que uma série de conceitos sobre a compra
de votos necessita de revisão.
Segundo Bruno Wilhelm Speck e Claudio Weber Abramo, o nível
de instrução do eleitor tem influência moderada
sobre a oferta, os compradores de votos se dirigem igualmente a
eleitores de todas as faixas de renda, o fenômeno de oferecer
algo em troca do voto independe da condição e do tamanho
do município e há pouca diferença entre sexos,
com os homens sendo ligeiramente mais assediados do que as mulheres.
Há diferenças mais significativas quanto à
distribuição do fenômeno da compra de votos
por idade do eleitor, pois os eleitores com mais idade são
menos sujeitos à oferta do que os mais jovens. As maiores
diferenças se dão entre as regiões do país.
Da mesma forma como ocorreu no levantamento relativo às eleições
municipais de 2000, em 2002 as regiões Norte/Centro Oeste
mostraram-se as mais vulneráveis, seguidas pelo Nordeste.
Sudeste e Sul mostram um quadro menos desfavorável, embora
ainda com incidência do fenômeno. Observe-se que, enquanto
em 2000 a região Sul apresentou-se no mesmo nível
do Nordeste, em 2002 nivelou-se com a Sudeste. |
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| Além de aferir
o volume do "mercado" de votos no Brasil, as pesquisas
da Transparência Brasil visam elaborar um indicador para acompanhar
o fenômeno ao longo do tempo. Porém, a comparação
entre as duas pesquisas relatadas referentes ás eleições
em 2000 e 2002 requer certo cuidado. Trata-se em primeiro lugar
de uma comparação entre eleições municipais,
de um lado, e eleições estaduais e nacionais de outro,
e não de uma série histórica sobre o mesmo
fenômeno. A pesquisa referente à compra de voto nas
eleições municipais se limitou às ofertas em
dinheiro, quando a pesquisa nas últimas eleições
incluiu todos os tipos de troca oferecidos (dinheiro, bens materiais,
serviços públicos).
Com todas as limitações, a pesquisa revela que cerca
de 3 milhões de eleitores receberam oferta de vender o seu
voto. Vale a pena lembrar que o código eleitoral define essa
transação como crime. O código eleitoral de
1965 dispõe, no art. 237, que a interferência de poder
econômico e o desvio ou abuso de poder de autoridade serão
coibidos e punidos. O artigo 299 criminaliza a mera oferta de compra
de voto, mesmo que não aceita pelo eleitor, logo, estando
diante de um universo de 3 milhões de infrações
criminais ocorridas nas últimas eleições.
Metodologia - As avaliações tanto
de leigos como de especialistas sobre a relevância do fenômeno
da compra de voto vão desde a visão otimista, de que
estaríamos diante de um fenômeno de dimensões
meramente folclóricas, até a afirmação
que a presença generalizada da prática de compra de
votos colocaria em questão a integridade das eleições.
As pesquisas sobre a prática de compra de votos foram desenvolvidas
pela Transparência Brasil com a finalidade de trazer mais
luz sobre um tema tão relevante e tratado com tanto subjetivismo. |
BNB
Antes
da saída de Malan, Senado quer explicações
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Se vai dar tempo,
não se sabe, mas o fato é que a Comissão de
Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do
Senado aprovou requerimento de informações sobre denúncias
de irregularidades em projetos financiados pelo Banco do Nordeste
(BNB), no período entre 1995 e 2002, conforme solicitação
dirigida ao ministro da Fazenda, Pedro Malan, pelo senador Eduardo
Suplicy (PT-SP).
O senador Ademir Andrade (PSDB-PA) concordou em seu relatório
com a importância das informações solicitadas
por Suplicy para identificar as causas de alguns ralos que permitem
a drenagem de recursos públicos, porém restringiu
o seu pedido de informações apenas aos empréstimos
com valores que ultrapassem R$ 300 mil.
Byron de Queiroz, presidente do BNB, e mais seis diretores são
acusados de improbidade administrativa e em outra ação
criminal por crimes contra o sistema financeiro e formação
de quadrilha em processos de autoria do Ministério Público
Federal. O juiz da 5ª Vara da Justiça Federal do Ceará,
Antônio Carlos de Martins Mello, onde tramita uma das ações
cíveis, alertou, na semana passada, os acusados para o risco
de uma modificação estatuária no atual contexto,
diante de uma convocação de AGE.
Os bens móveis e imóveis, inclusive contas bancárias,
de Byron Queiroz e dos outros seis acusados continuam indisponíveis,
desde o último dia 18 de novembro, por liminar da Justiça,
sendo também réus Ernani José Varela de Melo,
Osmundo Evangelista Rebouças, Raimundo Nonato Carneiro Sobrinho,
Antônio Arnaldo Menezes, Ivo Ademar Lemos e Marcelo Pelágio
da Costa Bonfim.
O pedido de afastamento imediato dos acusados da direção
do BNB, tendo em vista a indisponibilidade dos seus bens, continua
tramitando na 12ª Vara da Justiça Federal, depois que
o juiz resolveu transferir a decisão. |
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Doações
As empresas baianas Copene, Odebrecht e OAS não fizeram doações
para a campanha de Serra, mas Lula recebeu R$ 1 milhão da segunda.
Todas foram pródigas com FHC em 1994 e 1998. |
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Cosa nostra
Dior, Chanel e Daslu estão fora do guarda roupa que Marisa
e Lula usarão na posse. A primeira dama receberá 10
pares de sapatos de couro de cabra e carneiro, nas cores marrom e
preto, da J.Jacometi, pequena fábrica de Franca (SP). Lula
ostentará belíssima camisa branca confeccionada pela
empresa baiana Di Tomazzo, presente de Fátima, esposa do ministro
Jacques Wagner. |
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Pé firme
O novel deputado Javier Alfaya tomará assento na Assembléia
Legislativa da Bahia já pensando em presidir a Comissão
de Desenvolvimento Econômico e de Turismo. |
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Rasteira
José Guimarães, secretário da Indústria
e Comércio de Sergipe, combinou com o governador Albano Franco
que Luciano Carvalho seria o novo presidente do Conselho deliberativo
do Sebrae no estado. Caladinho convocou os conselheiros do órgão
e se elegeu para o cargo. Traído, Albano perdeu um amigo e
secretário. E João Alves, seu desafeto, ganhou ambos. |
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Em alta
A Coelba investirá R$ 15 milhões para colocar mais 15
mil Kws de energia para as empresas localizadas no município
de Luís Eduardo Magalhães, Oeste da Bahia. O presidente
Ignácio Lázaro encontra-se em estado de graça
no Palácio de Ondina e no senado. |
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