Política atrapalha a ANAC
Queda de braço entre militares e civis estão colocando em banho maria a criação de uma agência reguladora para o setor. |
| Não sair do paraíso carioca para Brasília, garantir cortesias em passagens aéreas, controlar concessões de linhas, dispor sobre as empresas e um sem fim de penduricalhos burocráticos fazem parte do pacote do mal que está impedindo a criação da Anac - Agência Nacional da Aviação Civil, que substituirá o Departamento de Aviação Civil (DAC). Depois de rondar pelo senado por mais de um ano o projeto de lei foi aprovado pelas Comissões de Infra-estrutura e de Desenvolvimento Regional e Turismo, relatado pelo onipresente senador Delcídio Amaral (PT-MS). Assoberbado com a presidência da CPMI, ele preferiu não mexer no texto que veio pronto da Câmara dos Deputados. |
Senador Delcídio Amaral |
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| O empresariado luta para implantar a Anac, pois com ela o setor ganhará transparência. Queixam-se do autoritarismo do DAC que edita portarias e normas sem ouvir ninguém, atrapalha as negociações das companhias e ainda não visulumbra possibilidades de salvar o setor, principalmente no caso da Varig. Espera-se que a diretoria da Agência seja ocupada por técnicos e não políticos. |
Perigo para as Agências de Viagem
Companhias aéreas reduzem comissões |
TAP, PGA, Air Luxor, Ibéria e SATA reduzirão para 2% até 31 de outubro o valor da comissão paga pela venda de bilhetes aéreos e em novembro este índice baixará para 1%, com tendência de zerar o desenbolso. No Brasil ainda se paga até 10%, mas nos bons tempos da VASP o montante chegava a 13%. Tendência mundial já consolidada nos Estados Unidos em decorrência da política de redução dos custos operacionais das companhias, frente ao desempenho da concorrência que colocou no mercado as empresas de baixos custos e baixas tarifas. Tradicionalmente as agências de viagem são reponsáveis pela venda de 80% dos bilhetes, mesmo com o advento da internet.
O assunto - vital para o segmento - ainda não foi colocado entre os temas a serem debatidos no próximo congresso da Abav, no Rio de Janeiro, por pressão das companhias aéreas, maiores financiadoras do evento de turismo. |
Fustigando a Bombardier
Air Canada voa com jatos da Embraer |
| O Presidente e CEO da Air Canada, Montie Brewer recebeu o terceiro de 15 jatos Embraer 175 e outros 15 ficarão prontos arte o fim do ano, para voar na linha Toronto/Nova York, entre outras. A aeronave foi configurada para transportar 73 passageiros, 9 na classe executiva e 64 na Hospitality. Modernas, sendo equipadas com tomadas para computador e vídeos individuais. Em novembro de 2005 a Air Canada terá o primeiro, dos 45 Embraer 190, de 93 assentos (9 na executiva e 84 na hospitality). Na Embraer, em São José dos Campos (SP) estavam o presidente da fábrica brasileira de aviões, Maurício Botelho, e os diretores da Air Canada no Brasil, Selma Galvão e Gleyson Ranieri. |
Mauricio Botelho e Montie Brewe, residente e CEO da Air Canada |
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TAM
Dia 10 de novembro começa a linha Rio/SP/NY |
Quem quiser pode entrar no sistema da TAM e informar-se sobre horários e tarifas do novo vôo da maior companhia aérea brasileira no Brasil, com seus aviões - o A 330 - decolando do Aeroporto Internacional do Galeão com escala no aeroporto de Guarulhos (SP) e voará direto para o Aeroporto Internacional John Fitzgerald Kennedy (JFK), em Nova York. O vôo começa a ser oferecido com preço a partir de US$ 868,00 (ida e volta), em dez vezes sem juros. É a sua quinta rota internacional direta. Chegando em outubro, o Airbus A330, a ser usado terá três classes - Econômica, Executiva e Primeira. Um dos diferenciais oferecidos pela TAM em seus vôos de longo curso é a Classe Executiva que possui poltronas com reclinação até 180º. |
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Afronta
O deputado federal Paulo Lima (PMDB/SP) quer novamente obrigar as empresas aéreas a reservarem cinco assentos em cada vôo doméstico para autoridades públicas. Somente para o Presidente da República, o Vice e ministros, diplomatas, auditores fiscais, juízes, membros do Ministério Público e policiais federais. Além, é claro, dos senadores e deputados. Isso já existiu tempos atrás e acabou. Os assentos ficavam bloqueados até meia hora antes de o vôo sair. |
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Vasp no ar?
O interventor da Vasp trabalha para recolocar a companhia em operação até dezembro. O problema é que a empresa não voa e está com o salário atrasado de 4.900 empregados e solicitou à Justiça licença para demitir 4.700. Os 20 aviões que lhes restam são obsoletos e estão espalhados pelos aeroportos brasileiros.
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Mais aumentos
O querosene de aviação que foi reajustado recentemente em 10,3% pela Petrobras está perto de subir outra vez. O problema é que a fórmula de cálculo hoje empregada leva em conta um hipotético custo de importação do produto, que embute frete, seguro, provisão de perdas, logística e tancagem. Mas 85% do combustível são produzidos no Brasil, embora, caso queira, a empresa pode produzir aqui 100% do QAV, ao invés de importá-lo da região do Golfo do México, que fica 15% mais caro. George Ermakoff, presidente do SNEA, avisa que este iten significa 25% dos custos de uma empresa aérea. |
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