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  Salvador - Bahia - Brasil - Agosto de 2004 - ANO IX - Nº. 95
 
Varig
Governo quer acabar com o compadrio dos donos da sua Fundação

O ministro Chefe da Casa Civil, José Dirceu quer porque quer colaborar e conseguir uma saída política para evitar a derrocada da Varig, mas as áreas jurídicas, administrativas e financeiras do Governo Lula só admitem qualquer liberação de recursos se a companhia aérea não reformular a filosofia que rege a sua holding, dirigida por grupos considerados de visão ultrapassada, defensores de interesse próprios.

Secretários do Ministério da Fazenda, a Advocacia Geral da União e até mesmo o ministro do Turismo, Walfrido dos Mares têm-se posicionado contra qualquer tipo de ajuda, afirmando que não deve receber dinheiro do governo e pode ter suas rotas transferidas para outras companhias aéreas. Por ele, não haverá socorro financeiro para a empresa. A própria situação financeira da Varig, que está com o patrimônio líquido negativo, não permite que a empresa contraia novos empréstimos.

Enfrentando essa turbulência, foi atingida de frente com o relatório divulgado pelo DAC, que lhe dá o maior índice de reclamações de passageiros de rotas domésticas entre janeiro e junho deste ano, relativas ao atendimento, atraso de vôo, atraso na entrega de bagagem, cancelamento de vôo, dano à bagagem, extravio de bagagem, overbooking e violação de bagagem.

 

Carlos Lessa, Presidente do BNDES

   
 

Papai Noel

A Nordeste Linhas Aéreas - pasmem - ainda existe e paga anualmente R$ 30 mil a Diretores e Conselheiros. Assim, não há Varig que agüente.


Faminto

Mantido no cargo até 2005, com a saída do primeiro ministro Durão Barroso, Fernando Pinto ganhou mais fôlego e coloca mais dois vôos da TAP para o Nordeste.


Desprestígio

Carta circular do Diners avisa aos seus associados que encerrou as atividades da sala VIP, que mantinha em parceria com a Pégaso, no Aeroporto Luís Eduardo Magalhães, em Salvador.


OAS na ponta

Entraram em operação as oito primeiras pontes de desembarque das doze que compõem as obras de reforma e ampliação do Aeroporto de Congonhas. Mais uma concorrência ganha pela empresa baiana OAS.

GOL

Terceira maior companhia aérea do Brasil, teve um lucro líquido de R$ 49,137 milhões no segundo trimestre de 2004, resultado que representa um avanço de 110,92% em relação ao desempenho do mesmo período de 2003, quando o lucro líquido da empresa atingiu R 23,296 milhões. No segundo trimestre deste ano, a receita operacional alcançou R$ 385,526 milhões (mais 20,9% em relação ao mesmo período de 2003).

Vasp

Até o dia 30 de novembro a empresa está vendendo seus bilhetes pela Internet com o sistema E-ticket, em até 12 meses, sem juros, utilizando-se cartões de crédito validados pela Vasp. Desde que contempladas parcelas mínimas de pagamento de R$ 55,00, podendo ser feitas diretamente pelo site da empresa (www.vasp.com.br) ou através dos agentes de viagens, que também operam pelo E-ticket em todo o Brasil.
Sua esperança é o julgamento de um processo que move contra a União para ser indenizada em R$ 2,236 bilhões por perdas que alega ter sofrido com o controle de tarifas de antigos planos econômicos e que pode chegar até R$ 7 bilhões (segundo a AGU). A batalha jurídica - também da Vasp e da TAM - corre nos tribunais superiores, depois de ter passado pela Justiça Federal em Brasília e no TRF. Já no STJ, apura os votos de cinco ministros, dos quais dois já votaram a seu favor, mas acredita-se que a decisão final será dada pelo STF.

A companhia, Completando 77 anos, fatura US$ 1,5 bilhão anualmente, apresenta exaustão nos equipamentos (quebra de aviões em solo no Brasil e exterior), um déficit na frota estimado em 15 aeronaves como resultado da devolução de aviões e alguns retomados pela General Electric e ainda uma dívida de R$ 360 milhões com a Infraero. Enxugou os seus quadros administrativos com a demissão de pessoal de terra e ar, porém apresenta resistências por parte de funcionários-diretores da holding que não admitem perder espaço na VEM (manutenção), SATA (serviços), Tropical (hotelaria) e até mesmo nos esqueletos da Rio-Sul e Nordeste.

A solução recomendada pelos técnicos sãos as seguintes: os créditos do governo transformam-se em ações de uma nova companhia, cujo nome será Varig; ações dessa nova companhia serão ofertadas ao público; cinco por cento delas ficarão sob controle da Fundação Rubem Berta, atual controladora, e o acervo da velha Varig - aviões, instalações, pessoal - passa para a nova empresa e a Fundação fica com as dívidas com o setor privado.
 
TAM
Empresa é a primeira na Bahia

Julho trouxe uma boa notícia para a TAM: a conquista do primeiro lugar no ranking ao transportar mais passageiros (37.027 - embarcados e desembarcados), suplantando as demais companhias aéreas. O segundo lugar ficou com a Gol (34.631), vindo em seguida a Varig (33.118) e a Vasp (11.501), conforme números do DAC.

Davidson Botelho, representante da empresa no estado, anuncia mais um vôos saindo de Salvador para Belo Horizonte, e o início de outros diários, em code-share com a Ocean Air, permitindo a conexão da capital baiana com Lençóis, Paulo Afonso e Petrolina (de 2ª a 6ª), utilizando o equipamento Brasília, da Embraer.

 
Rolls-Royce
Virgin Atlantic encomenda mais motores Trent

A Rolls-Royce anunciou ter recebido uma encomenda para motores Trent 500 para impulsionar até 26 aviões A340-600 adicionais da Virgin Atlantic, podendo o contrato chegar a US$ 1,3 bilhão, com entregas entre 2006 e 2008. Envolve um acordo entre a Virgin Atlantic e a Airbus de 13 novos A340-600s, com opções para mais 13. Atualmente a empresa possui sete A340-600 em serviço, tendo recebido as entregas iniciais referentes a uma encomenda anterior para 12 dos quadrirreatores de longo alcance.

Em junho, o motor entrou para os livros de recordes ao impulsionar um A340-500 no mais longo vôo comercial sem escala de todos os tempos, com 18 horas e 18 minutos. A frota mundial de 42 aviões A340-500s e -600s atualmente em serviço está estabelecendo os melhores padrões de confiabilidade da indústria, com níveis de prontificação de 99,82 por cento e uma razão de retirada de motores de 0,095 por cada 1.000 horas voadas.

O presidente da empresa para a América do Sul, Francisco Itzaina, adianta que a RR opera no Brasil nos mercados da aviação civil, defesa, marítimo e de energia. No ar, existem mais de 500 motores aeronáuticos RR impulsionando aeronaves de asa fixa e mais de 1.000 com helicópteros; no mar, 60 embarcações de apoio offshore e 11 navios militares operando, e no setor de geração de energia, mais de 30 turbinas a gás RR comercializadas, com capacidade para gerar mais de 800MW de energia em instalações terrestres e offshore. Mantendo contratos de manutenção de longo prazo com todos eles.

A Varig foi o primeiro cliente de motores a jatos no país em 1950, atendendo hoje também a TAM e Embraer. É a única fornecedora de motores para os jatos regionais da Embraer - ERJ-145, 140, 135 e o jato executivo CJ Legacy, para os quais já entregou mais de 1.600 motores em operação em todo o mundo.

     
 
Francisco Itzaina, Presidente da Rolls-Royce da América do Sul
 
 

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