Celulose
Mega
projeto para fabricar celulose branqueada em linha investirá
US$ 1,3 bilhão |
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Os presidentes dos grupos Aracruz
e o sueco/finlandês Stora Enso, estarão no Palácio
do Planalto, próximo dia 8 de maio, a fim de comunicar
ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva o início
dos trabalhos para construir na cidade de Eunápolis
(extremo sul da Bahia) uma fábrica de fibra curta de
celulose branqueada ECF, em linha contínua, que será
o maior projeto do gênero em todo o mundo, a fim de
produzir 900 mil toneladas anuais. A obra ficará concluída
num prazo de 25 meses.
O governador Paulo Souto, que estará presente à
audiência, confirmou a realização de uma
solenidade na Governadoria (Centro Administrativo da Bahia),
dia 9, com as presenças de autoridades, entidades de
classe, empresários, prefeitos da região, dirigentes
da Aracruz e Stora Enso, quando serão assinados protocolos
contendo normas relativas à implantação
do projeto e a participação da administração
estadual. O principal fornecedor fará o projeto de
engenharia, suprimento e construção, responsabilizando-se
pela montagem e o funcionamento dos equipamentos.
O projeto apresentado às secretarias da Fazenda,
Indústria, Comércio e Mineração,
Recursos Hídricos e Agricultura, órgãos
ambientais e bancos, já recebeu recursos da ordem de
US$ 200 milhões aplicados na plantação
de florestas de eucaliptos, madeira a ser utilizada pela Veracel.
A partir de julho começa o processo de contratação
das empresas que prestarão serviços nos canteiros
de obras, já tendo sido selecionadas, ao todo, 20 companhias
nacionais e estrangeiras de porte, que dividirão 14
pacotes. As empresas que disputam os contratos são:
Kvaerner, Andritz, Metso, Mitsubishi, Siemens, Alstom, Foster
Wheleer, CBC, APV, Confab, MAN, Degremont, Vivendi, Centroproject,
Cepemar, Irvensys, ABB, Yokagawa, Honeywell e a Metso Automation.
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Erson Sesquim Sanchez, presidente
da Veracel Celulose |
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Localização
- A Veracel será implantada na região que
abrange os municípios de Canavieiras, Belmonte, Eunápolis,
Guaratinga, Itabela, Itagimirim, Itapebi, Porto Seguro e Santa
Cruz Cabrália, e a fábrica no município
de Eunápolis, cuja sede fica a cerca de 64 km de distância
da costa atlântica, à margem da BR-101, rodovia
federal que corta o país na direção norte-sul.
O Extremo Sul da Bahia foi escolhido porque reúne diversos
fatores positivos, entre eles: condições climáticas
extremamente favoráveis; ampla disponibilidade de terras;
possibilidade de expansão futura; solução
ambiental equilibrada; região com vocação
e experiência de sucesso em florestas plantadas e fabricação
de celulose e infra-estrutura adequada. Além da elevada
produtividade das plantações de eucalipto, potencializada
pela utilização de tecnologia avançada
no material genético, manejo florestal e condições
climáticas adequadas, o projeto Veracel será
beneficiado por ganhos de logística decorrentes da
baixa distância média (45 km) percorrida no transporte
de madeira, o que por si cria um importante diferencial.
A área total de terras do empreendimento será
de 147.000 hectares, sendo que apenas 70.000 hectares serão
cultivados com eucalipto e o restante será destinado,
em sua quase totalidade, à conservação
e recuperação de remanescentes de mata atlântica.
A área complementar de 23.000 ha de eucalipto, necessária
para atender à produção, será
suprida pelo programa de fomento florestal, junto aos proprietários
de terra na região, gerando assim mais uma opção
de atividade econômica.
Histórico - Em 1991, início de atividades
da Veracruz Florestal Ltda. como subsidiária da Odebrecht;
1996- Obtenção da licença ambiental para
o projeto da fábrica; 1997 - Associação
entre Odebrecht e Stora (Suécia); 1998 - Mudança
da razão social para Veracel Celulose S/A e início
do estudo de viabilidade da fábrica; 1999 - Fusão
entre Stora (Suécia) e Enso (Finlândia) e interrupção
do estudo de viabilidade. Stora Enso confirma interesse no
empreendimento com a busca de novo sócio industrial;
2000 - Novo acordo de acionistas marca ingresso da Aracruz
no empreendimento e a Odebrecht reduz sua participação
no empreendimento, ocorrendo um contrato de venda de eucalipto
para a Aracruz;
2001 - Início da construção do Terminal
Marítimo de Belmonte - TMB e das operações
de colheita florestal, com a contratação de
novo estudo de viabilidade do projeto industrial; 2002 - Início
da fase operacional (venda de madeira) e das operações
de transporte de madeira (rodoviário e marítimo);
2003 - Odebrecht vende restante de sua participação
aos outros sócios da empresa, seguindo-se a finalização
do estudo de viabilidade do projeto industrial.
Processo florestal - O viveiro de mudas da Veracel
está localizado na região urbana de Eunápolis.
Ocupa 40.000 m² para os canteiros e 9.000 m² para
as casas de sombra.
Tem capacidade de produção de 23 milhões
de mudas de eucalipto por ano, por estaquia e o ciclo de produção
é de 90 a 120 dias. Os recursos necessários
à viabilização do processo florestal
estão garantidos desde 2001, quando a Veracel recebeu
importante demonstração de credibilidade internacional.
O apoio veio na forma de financiamento estruturado pelo EIB
(European Investment Bank), uma agência multilateral
européia. Além disso, aportes adicionais foram
feitos pelo BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico
e Social e agências estrangeiras para projetos de desenvolvimento
florestal, ambiental e de infra-estrutura.
Devido ao adiamento do projeto industrial, a idade média
da madeira colhida entre 2002 e 2005 estará entre 9,6
e 8,4 anos, sendo que a partir daí se estabilizará
na faixa de 7,2 anos. |
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Capacidade da
fábrica 900 mil toneladas/ano Investimentos
totais previstos
US$ 1,3 bilhão
Investimento para a fábrica
US$ 1 bilhão
Área total necessária
147.000 ha (¹)
Área destinada ao plantio
70.000 ha (própria) e 23.000 ha de fomento
Contratos de venda de madeira
6 milhões de m³
Madeira entregue em 2002
1,044 milhão de m³
Mudas de eucalipto produzidas em 2002
23 milhões
Empregos diretos gerados (próprios e de terceiros)
até dezembro de 2002
1.422
Previsão de empregos diretos (próprios e de
terceiros) com a fábrica em operação
2.000
Previsão de empregos no pico da obra (temporários
diretos e indiretos)
12.000
Aporte de recursos externos durante a construção
US$ 400 milhões
Faturamento anual previsto
US$ 500 milhões
Investimentos já realizados
US$ 300 milhões
(¹) Inclui os 6.026 ha da Estação Veracruz |
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A colheita
e a movimentação das toras de eucalipto - operações
iniciadas em agosto de 2001 - são inteiramente mecanizadas,
com o uso de 16 máquinas harvester e 9 forwarder. O investimento
realizado foi da ordem de R$ 14 milhões.
O treinamento dos operadores das máquinas ficou as cargo
da empresa em parceria com o Senai e os fabricantes dos equipamentos.
A Setras - Secretaria do Trabalho do Estado da Bahia contribuiu
financeiramente, com recursos do FAT - Fundo de Amparo ao Trabalhador.
Trabalhadores da região tiveram preferência nos treinamentos
e nas contratações.
O transporte rodoviário de toras, feito com caminhões
tipo tri-trem com capacidade de 55 m³, iniciou-se em janeiro
de 2002 e foram investidos R$ 3,5 milhões em melhoramentos
de estrada no ano de 2001 e aplicou R$ 6,5 milhões para o
mesmo fim em 2002. A frota de caminhões e as carregadeiras
é terceirizada. Os tri-trens percorrem uma distância
média de 85 km entre os pontos de colheita na floresta e
o Terminal Marítimo de Belmonte.
Iniciou programa de fomento florestal que permitirá a proprietários
de terra da região atuarem como parceiros no cultivo de eucalipto,
estimando renda para o produtor até R$ 485,00 por hectare/ano,
dependendo da localização. |
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