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Salvador - Bahia - Brasil - Abril de 2007 - ANO XII - Nº. 125
Estados Unidos poderá conceder visto de 10 anos para brasileiros
Dos 3 milhões de brasileiros que vivem nos Estados Unidos, entre 1,2 e 1,5 milhões são ilegais
ou clandestinos.

Ao contrário do que se pensa, depende em boa parte das autoridades de Brasília uma decisão que não só agradará aos Estados Unidos como também facilitará a reciprocidade de 10 anos para a emissão de vistos entre residentes dos dois países. O assunto está sendo bem recebido em Washington e pode ter um final feliz ainda este ano.

O solene salão de convenções da Fecomércio em São Paulo lotado com as presenças de todo o trade turístico nacional, dois ministros de Estado, empresários e a mídia que participavam do Fórum Panrotas 2007 foi o local mais apropriado para o desafio do embaixador norte-americano no Brasil, Clifford Sobel.

Confirmou novos investimentos para fortalecer as instalações que atendem os serviços de expedição de vistos no Brasil - Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Recife - com a contratação de mais pessoal, ampliação dos imóveis e a introdução de sistemas mais rápidos no atendimento.
Colocou-se à disposição de cidades que queiram fazer parcerias no sentido de instalar locais onde, periodicamente, poderiam ser providenciadas as renovações dos vistos sem a necessidade de deslocamentos até a Embaixada e Consulados. Salvador poderá ser uma delas.


Embaixador Cifford Sobel

Falta de vôos - Sobel lamenta que outra dificuldade maior para que os norte-americanos venham ao Brasil é a exígua quantidade de vôos que ligam os dois países: apesar dos aeroportos de Natal, Fortaleza, Recife e Salvador receberem vôos internacionais, nenhum deles é oriundo dos Estados Unidos. Apenas 1.300 assentos estão disponíveis nos 8 vôos semanais, e todos vão para Manaus, e no total, mesmo com as 4 companhias aéreas americanas e a TAM, são apenas 28.000 assentos por semana dos EUA para todo o Brasil, em comparação com mais de 50.000 para a Europa.

Disse que do total de americanos que viajam para o exterior, o Brasil recebe apenas 1,2% e bem menos do que isto chega ao Nordeste. É de 13% o crescimento do turismo americano para o Brasil e 31% o aumento do fluxo turístico brasileiro para os EUA. Segundo a Embratur, 21% dos estrangeiros que visitam este país provêm dos Estados Unidos, mas, lamenta o Embaixador, em suas viagens a Salvador, Recife e Natal não encontrou um único turista americano nas ruas.

Claramente mostrou a necessidade em ampliar as relações, principalmente no segmento do turismo e da cultura, e desafiou a quem tiver alguma idéia sobre como a embaixada americana pode ajudar no aumento do turismo bilateral, que, o informasse. Disse que 96% dos americanos manifestam o desejo de voltar ao Brasil.

Vistos - Sobel observou que talvez o Brasil pudesse fazer mais para facilitar o trânsito de americanos no País, mesmo que fosse apenas a eliminação da validade de 90 dias do visto de turista ou a concessão de vistos com validade de 10 anos em vez de 5. Atualmente duplicou o número de vistos concedidos aqui no Brasil nos últimos dois anos, entretanto, isso não basta. O tempo de espera é muito longo e a demanda está sempre aumentando. Para viajantes a negócios e estudantes, hoje usamos um processo cuja tramitação deverá ocorrer em 20 dias ou menos, na maioria das vezes, garante.

Já está em vigor o novo sistema de agendamento de entrevista em que os brasileiros podem acessar qualquer um dos quatro sites da Embaixada para solicitar vistos, e não apenas o site correspondente ao local em que residem. Dessa forma, os candidatos poderão obter seus vistos onde o tempo de espera for menor. Por meio de novos processos a produtividade cresceu de forma significativa e, na verdade, o nosso índice de recusa está diminuindo. Mas isso não é o bastante, adianta ele.

Ressaltando sempre observar critérios de proteção e segurança das pessoas, o Embaixador pediu maior participação das empresas aéreas, cadeias de hotéis, operadoras de viagens e entidades de classe no processo de ampliar as relações. E anunciou a vinda ao Brasil, no segundo semestre, do secretário de Estado dos Transportes dos Estados Unidos para tratar da melhoria dessas relações.

Novas regras para entrevistas e concessões de vistos

Os solicitantes de vistos de não-imigrante poderão agendar suas entrevistas em qualquer das quatro seções consulares no Brasil (Brasília, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo), de acordo com a sua preferência, mesmo não sendo na jurisdição consular do seu estado de residência no País. Para renovar seus vistos não precisa mais de uma entrevista formal com um oficial consular.

Solicitantes que desejem renovar e têm no passaporte um visto igual ainda válido ou expirado há no máximo 12 meses, ainda precisam agendar uma entrevista como antes, mas somente para entregar seus passaportes, documentos, formulários e tirar a impressão digital.

Esse novo procedimento reduzirá expressivamente o tempo de espera dos solicitantes que precisam renovar os vistos ( B2 - visto de turismo, B1/B2 - visto misto de negócios e turismo, por exemplo), aumentando a capacidade do processamento de vistos nos Consulados.

WTTC Summit
Líderes discutirão risco de crise energética e impactos ambientais.

CEOS das maiores empresas da indústria de viagens e turismo do mundo, entidades, autoridades governamentais e a mídia internacional estarão reunidas em Lisboa, entre os dias 10 e 12 de maio, para repensar e encontrar soluções práticas para um futuro sustentável.

"Quebrar barreiras e gerir o crescimento" é o tema escolhido pelo World Travel & Tourism Council que abordará novas oportunidades não apenas para o lucro, mas também no sentido de encontrar outras prioridades e responsabilidades que equilibrem fatores culturais, sociais e ambientais.

 


Lisa Fox e Jean-Claude Baumgarten

Jean-Claude Baumgarten, presidente do WTTC, disse em São Paulo que as infra-estruturas não estão aceitando os desafios do crescimento e suportando a procura global, apresentando grandes limitações funcionais. O desenvolvimento de aeroportos e de estradas também tem sido adiado por causa de prioridades mal-orientadas, burocracia ou grupos de interesses influentes.

Argumenta que o crescimento dos mercados e as tendências dos clientes impõem desafios sem precedentes e para responder a estas exigências são necessárias soluções modernas e técnicas destinadas ao financiamento, capital humano, tecnologia e marketing.


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