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Salvador - Bahia - Brasil - Abril de 2006 - ANO X - Nº. 113
Grupo Accor, 30 anos
Investimentos de 280,7 milhões em 11 unidades este ano. Só em renovação e reforma de hotéis, a empresa aplicará maisR$ 56 milhões.

No ano passado alcançou um volume em negócios de R$ 638,5 milhões, crescimento de 16,5% em relação a 2004. A rede de luxo Sofitel apresentou uma ocupação média de 59%, cinco pontos percentuais acima do período anterior. As bandeiras 'midscale' (4 estrelas) Novotel, Mercure e Parthenon registraram um índice de ocupação média de 57%.

Roland de Bonadona, diretor-geral da Accor Hotels na América do Sul não esquece a crise que atravessou desde o final dos anos 90, com superoferta, queda nas taxas médias de ocupação e também no preço das diárias, recuperadas em 6% em 2005. Vai demorar mais cinco anos para atingir o patamar do mercado internacional, observando que as diárias de hotéis midscale da rede estão na faixa de R$ 120, quando o ideal é que estivessem em R$ 200.


Roland de Bonadona

Destacaram-se as marcas econômica e super-econômica com um incremento médio de ocupação de 12%, e índices de 75% nas unidades Ibis e 78% nos hotéis Formule 1. Os primeiros meses de 2006 confirmam a expectativa de crescimento, alcançando taxa de ocupação média de 63%, índice 8% superior ao registrado no mesmo período de 2004, resultados que não são frutos de uma recuperação no valor da diária média dos hotéis, pois fechou o período com crescimento de apenas 5,4% nos preços de diárias, em relação ao ano passado. O que não é suficiente para recuperar as margens perdidas nos anos de crise, lamenta Bonadona.

A rede está investindo nos serviços de vendas por call center, sistema de reserva e internet. Hoje 70% das reservas de pessoas físicas são feitas diretamente no balcão. Haverá a consolidação e a maturidade da rede Ibis, que atualmente conta com 38 unidades.

FAVECC
WTTC premiará os melhores projetos

O Fórum das Agências de Viagens Especializadas em Contas Comerciais - FAVECC divulgou os números da movimentação das vendas realizadas no segmento das viagens de negócios em 2005, com um crescimento de 13,89% em relação ao ano anterior, totalizando R$ R$ 3.741.821.257,33 de receita. Os mesmos R$, 3,74 bilhões, convertidos em dólares, indicam um crescimento superior a 27%.

A emissão de bilhetes aéreos para viagens domésticas representou 45,716%, com a seguinte participação de mercado: Tam (49,53%), Varig (32,49%), Gol (14,21%), Ocean Air (1,16%) e outras (2,61%).

Caio de Carvalho ( presidente da SPTuris), Goiacy Guimarães (Favecc) e Airton Ornelas (diretor do Holiday Anhembi)

As viagens internacionais representaram 37,931% do total, assim distribuídas: Varig (29,38%), American Airlines (11,55%), Air France (7,14%), Tam (6,37%) e outras (45,56%). Os percentuais de vendas do setor hoteleiro foram de 8,122% (nacional) e 1,972% (internacional), respectivamente, dos quais 53,53% correspondem a hospedagens em estabelecimentos independentes, 11,64% em outras redes, 11,27% nos hotéis da rede Accor e 5,99% na rede Blue Tree.

Turismo de luxo
Como se hospedar com requinte

Sol Express

Os irmãos Alexandro e Fábio
Ribeiro, diretores da empresa
que constroi o Sol Express Resort
Stella Maris, anunciam o início
das obras do empreendimento.


Windsor Hotéis

Hoje com 26 salas para eventos,
o Windsor Barra, mais novo hotel
da rede Windsor no Rio de
Janeiro, inaugurado há menos de
um ano, terá mais 4, informa o
diretor de Marketing, Paulo
Marcos. Serão mais 1.000 m² no
andar térreo e 4 salões
moduláveis. Já o Windsor
Excelsior Copacabana foi todo
remodelado, estando sob a
direção de Rogério Vasques.


Sonesta

Zachari Mateew satisfeito com os
bons resultados na ocupação do
Sonesta São Paulo Ibirapuera,
que pertence à rede SuperClubs.
O hotel especializou-se no
atendimento do segmento de
negócios.


Iberostar

Miguel Fluxá, presidente do
Grupo espanhol, fechou parceria
com Guilherme Paulus, da CVC. A
Operadora, praticamente, lotará o
resort que será inaugurado dia 21
de abril, em Praia do Forte.


Rafain Hotel

Convidado pelo Diretor Geral
Wilmar Andreola, José Carlos
Menezes (ex-Othon) assumiu a
Gerência Operacional do Rafain
Palace Hotel & Convention Center
em Foz do Iguaçu. Conta com
213 aptos e 11 suítes,
implantadas em um meio a um
bosque nativo com 60.000 m², e
um centro de convenções com
capacidade para até 3.500
participantes.

João Annibale, diretor no Brasil da The Leading Hotels of the World, apresentou em Salvador, uma edição especial do maior evento internacional de hotelaria de luxo, marcando os 25 anos do escritório da companhia no País, durante encontro no Hotel Convento do Carmo, integrante da lista.Estiveram presentes diretores e gerentes do The Alex (Nova York), Hotel Brufani Palace (Perúgia, Itália), Fasano Hotel e Restaurante (São Paulo), Grand Hotel Continental (Siena, Itália), Grand Hotel Miramare ( Santa Margherita Ligure, Itália), Langham Hotel (Londres), Pestana Palace (Lisboa), Ritz (Madri), Sofitel (Buenos Aires), Orient Express Hotéis e o Grand Hotel Villa Medici (Florença, Itália).

 

Brasil terá apenas 1% de participação no mercado mundial do turismo
Em termos gerais, a participação do País sofreu um declínio de 1,2% a partir do final dos anos 80 até 1,1% em 2006. Reflete a concorrência intensa das economias emergentes como a China e a Índia.

O maior desafio para a indústria do turismo é a falta de planejamento de médio e longo prazo por parte dos governos em relação à infra-estrutura. Isso ocorre não só aqui, mas no mundo todo, pois ainda não têm consciência do impacto de uma indústria como essa que representa 10% do PIB mundial. Em 2005, a tendência positiva para o setor no Brasil com a demanda total continuou, excedendo em R$ 149 bilhões, e sustentando a recuperação vigorosa feita em 2004. O problema do Brasil é que muitos ainda não o conhecem e estima-se que tenha um crescimento de 5,3% da demanda total no setor, que deve movimentar US$ 70,4 bilhões.

Para os próximos dez anos, entre 2007 e 2016, se prevê um aumento de 4,3% ao ano no turismo, o que colocaria o Brasil na 110ª posição em termos de crescimento entre os 174 países pesquisados, atrás da Nicarágua, Honduras, Paraguai e Bolívia, segundo os números da World Travel & Tourism Council (WTTC), expostos pelo seu presidente Jean-Claude Baumgarten, em São Paulo, baseando-se em pesquisa patrocinada pela Acenture e preparada pela Oxford Economic Forecasting, conforme o padrão da ONU.


Jean-Claude Baumgarten

Para ele, o Brasil deve tornar o turismo prioridade estratégica e desenvolver seus próprios planos para realizar o potencial total que pode trazer com relação à criação de empregos e o desenvolvimento econômico do país, pois nos últimos anos, o setor tem sofrido pela falta de visão estratégica e compromisso de longo prazo. O governo deve redobrar seu foco e atenção na longa lista de questões políticas de orçamentos de marketing e promoção, na política de aviação, em incentivos fiscais de segurança e proteção, que farão uma verdadeira diferença para essa indústria.

O presidente do WTTC citou o exemplo de países menores em desenvolvimento como Montenegro, Romênia, Namíbia e Brunei que estão utilizando o turismo como um catalisador para maior desenvolvimento econômico. Para tanto é preciso eliminar barreiras - a exemplo da exigência de vistos - investir em promoções, aproveitando as atrações naturais e a alegria do seu povo. Cita o Nordeste como um caminho bem traçado e a ecologia como destino importante. Quanto às companhias aéreas, recomenda encontrar um modelo de administração e reduzindo os custos para que sejam sustentáveis.

Líderes mundiais discutem a indústria do turismo

Em Washington DC, no período de 10 a 12 de abril, empresários e CEOS das maiores organizações e grupos do mundo e da imprensa terão a oportunidade de confrontar e debater os desafios enfrentados pela indústria. O encontro tem formato exclusivo que permite um diálogo aberto e franco para analisar gargalos em potencial com relação ao desenvolvimento em longo prazo da indústria e identificação de reais oportunidades de crescimento.

Pergunta-se como uma indústria que contribui com 10.3% do GDP global e ainda cria mais de 230 milhões de trabalhos esteja à procura de reconhecimento, com previsões de um crescimento da demanda como serão afastados os gargalos e ampliada a infra-estrutura? Também enfocará a importância do turismo no desenvolvimento da diplomacia entre os povos, as conseqüências do envelhecimento da população e o mundo após os atentados de 11 de setembro e em outros países.

Os principais debatedores serão Marilyn Carlson Nelson (Chairman e CEO da Carlson Wagonlits), Edouard Ettedgui (CEO do Mandarin Hotel Group), Michael Frenzel (presidente da TUI AG), Maurice Flanagan (Emirates Group), Barney Harford (presidente do Ásia Pacífico, Expedia), James Hogan (presidente e CEO da Air Gulf), Larry Kellner (CEO da Continental Airlines), Gerald Lawless (CEO do Jumeirah Group), JW Marriott, Jr (Chairman & CEO da Marriott International), Jay Rasulo (presidente da Walt Disney Parks & Resorts) e Sarmad Zok (CEO da Kingdom Hotel Investments).

Turismo na França
Primeiro destino mundial com 75 milhões de visitantes

Estudos mostram que o País terá 106.1 milhões de turistas em 2020, com 6,8% do mercado turístico mundial. As receitas no setor cresceram 3,5%, representando US$ 40,8 bilhões, com forte aumento da clientela americana e japonesa. Desses turistas estrangeiros, a metade declara que a cultura é uma das principais motivações para visitar o País, gastando muito em circuitos temáticos, museus ( 60% das entradas dos quais 34% estrangeiros), visitas, em média permanecendo mais tempo.

Um dos fatores que auxilia nesse resultado, além é claro, do interesse cultural, gastronômico, lazer e negócios, é a própria situação geográfica do país, que facilita um grande número de viagens de curta duração, viagens de trânsito, e obviamente viagens de 12 a 20 dias para turistas mais seletos, esclarece Emanuel Marcinkowsky, diretor da Maison de France no Brasil.

O turismo representa o segundo posto de excedentes na balança dos pagamentos franceses, com € 28bilhões, atrás somente da indústria automobilística e à frente da a agroalimentícia. No total, o turismo emprega aproximadamente 1 milhão de pessoas, e cria 1 milhão de empregos indiretos, além de representar 8,3% do PIB nacional.

A Europa encontra-se dentro dessa estatística e deverá ter um crescimento médio no turismo de 5%, o que não é perturbador, levando-se em consideração que a principal clientela do país, que vem da Europa do Norte, e Europa Central e Oriente mostram os melhores resultados do ano: 7%. Com o fortalecimento do dólar, percebeu-se um retorno significativo dos turistas americanos e japoneses e um aumento sensível das clientelas de mercados distantes, menos numerosas, principalmente motivadas pelo turismo emergente da China que gera 50.000 chegadas mensais na hotelaria do país.

Érika Balbino, assessora de imprensa da Maison, informa que os mais emissores de turistas para a França foram, em milhões: Ilhas Britânicas (14.694), Alemanha (13.222), Países Baixos (11.524), Bélgica e Luxemburgo (8.772), Itália e Grécia (7.762), Espanha e Portugal (3.779) e Estados Unidos (2.781). A América Latina enviou 456.268 mil e o Brasil está na 11ª posição.


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