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Misticismo afro-baiano de designer dá nova identidade aos colares

As peças migram dos pescoços femininos para fazer lúdicas composições em finos ambientes

Aliar conceitos de etnia relembrando o poder que era exibido pelas escravas negras - depois assimilados pelas senhoras de engenho - com a exposição de multicoloridos e ofuscantes colares aos olhos da população.

Estes traços da história parecem reviver em cada peça criada pela designer baiana Nadia Taquary no processo do desenho e montagem de colares gigantescos, que constituem, hoje um novo e chic conceito na arte de decorar.

Elaborados com produtos do artesanato baiano são mesclados por pedras semipreciosas, banhados a ouro e prata e até mesmo recebem pedras da Swarovsky. Cada peça tem sua exclusividade, sendo devidamente fotografada e catalogada, identificando os adquirentes, explica Nadia ao lado da filha Flora, autora de muitos desenhos, trabalhando colares de até 25 cordas, entre o imaginário, a técnica e as evocações históricas.


     

Fazem parte da sua criação um mixagem de balangandãs, figas, conchas, buzios, sementes e côco que parecem contar as histórias vividas nos caminhos da cultura e gerações percorridos entre a África, o Brasil e Portugal. No começo, foram colares, que depois se agigantaram, descobrindo novas formas para compor salas e ambientes, destacando- se pelas suas cores e formatos.

Nascida em Valença, cidade do Recôncavo Baiano, arte-educadora por 18 anos, ela deixou o trabalho na Secretaria de Educação ao ver o seu talento descoberto pela arquiteta Angela Góes, que a incentivou e lhe abriu as portas no mercado de Salvador. Tem em sua relação de clientes a Xarmonix e a Ventana, estando em fase final de montagem de peças para colocar em uma nova loja que abrirá na capital baiana, cuja coleção se chamará Olorum Bamim (Deus Protetor).


Figas baianas banhadas a ouro